domingo, 30 de outubro de 2016

Leitora pede socorro!

SOCORRO SERGIO RUBIM!!!

Moro há mais de 40 anos ao lado do Batalhão da PM na AV. Nereu Ramos e vejo que cada ano que passa essa obra não anda!

Não há operários e apagaram, na placa, o prazo do término das obras!!!!!
Olhem a foto!!!!
Hein sr Governador????
Secretário de Segurança Pública????
A insegurança ronda a região!!!!
Os drogados já estão tomando conta do prédio!!!!

Alexandra Piovezan

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

O juizeco e o senadorzinho



by Fábio Pannunzio
 
Renan Calheiros é o presidente de uma instituição que um dia decidiu criar uma guarda para… Para que mesmo ?
De acordo com a Resolução nº 59/2002, para cuidar da segurança do presidente da Casa e dos demais senadores “nas dependências do Senado Federal”. Ou ainda, “em qualquer localidade do território nacional e no exterior, quando determinado pelo Presidente do Senado Federal“.

Renan acha que um “juizeco de primeira instância” não tem a prerrogativa de molestar policiais do Senado que exorbitam o limite legal de sua atuação ao desarmar grampos determinados por algo como a Operação Lava Jato.

Ou seja: o juizeco não pode parar o processo de obstrução judicial patrocinado pelo senadorzinho. Mas o senadorzinho pode tudo. Inclusive mandar varrer a casa de um deputado que todos sabem quem é e podem imaginar por que foi destinatário de tão dileto favor.

Não importa que a proteção da guarda pretoriana de Renan Calheiros se estenda para muito além dos detentores de mandato senatorial, como José Sarney, ou alcance até quem jamais tenha sido integrante da Câmara Alta, caso de Cunha. A guarda é de Renan, o dono do Senado, que faz dela o que bem entender. E ai de quem reclamar.

Se alguém como o ministro da Justiça ousa defender a legalidade e a legitimidade da atuação da outra polícia, esta sim uma polícia de verdade, a Polícia Federal, então não será mais ministro pleno, e sim um ministro eventual, temporário, prestes a ser derrubado pelo Comandante-em-Chefe da Polícia do Senado. Hoje, para ser ministro no Brasil, é preciso ter o aval de Renan Calheiros, e também obedecê-lo. Só a vontade do Presidente da República não é suficiente.

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terça-feira, 25 de outubro de 2016

A ministra que peitou o cangaceiro




'Onde um juiz for destratado, eu também sou', diz Cármen Lúcia
Renan Calheiros chamou de 'juizeco' juiz que autorizou operação no Senado. Presidente do STF exigiu dos demais poderes 'respeito' ao Judiciário.

Renan Ramalho Do G1, em Brasília

    A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, exigiu nesta terça-feira (25) "respeito" ao Judiciário por parte do Legislativo e Executivo. Ao abrir a sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) - órgão de controle dos tribunais que ela também preside -, a ministra disse que os poderes devem buscar a "harmonia" em benefício do cidadão.

    As declarações da ministra ocorrem um dia após o presidente do Senado e do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ter chamado de "juizeco" o juiz federal Vallisney Souza Oliveira que, autorizou a prisão de quatro policiais legislativos na semana passada, na Operação Métis. Cármen Lúcia não citou nomes em sua fala no CNJ.
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segunda-feira, 24 de outubro de 2016

GAECO desmantela quadrilha que fraudava fila do SUS na Grande Florianópolis

Operação Ressonância está cumprindo 19 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e três mandados de condução coercitiva em Florianópolis, Palhoça, Biguaçu, São João Batista e Major Gercino.
  
   O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), por meio de seu núcleo regional Florianópolis, deflagrou na manhã desta segunda-feira (27/10) a "Operação Ressonância" para o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e três mandados de condução coercitiva, nos municípios de Florianópolis, Palhoça, Biguaçu, São João Batista e Major Gercino.
    A operação "Ressonância" apura crimes de Falsidade Ideológica; Inserção de Dados Falsos nos Sistemas de Informação; Corrupção Passiva; e Crimes Eleitorais; envolvendo cinco agentes públicos e terceiros, os quais basicamente, estariam sistematicamente violando a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS) para realização de exames de ressonância e tomografia, por intermédio de procedimentos irregulares e cobrança de valores dos pacientes.

   A investigação apura sofisticado esquema paralelo e escuso, que visa captar pacientes de diversos municípios, com necessidade de realização de consultas e exames no SUS, manipular o agendamento de consultas, exames e procedimentos médicos (cirurgias e principalmente exames de ressonância magnética), em sua maioria, no Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis, mediante o recebimento valores em dinheiro e/ou benefício material ou, ainda, obter vantagem política futura, pela fidelização de eleitores, por parte dos investigados.

   A 33ª Promotoria de Justiça da Capital, com o apoio do GAECO/Florianópolis, começou a investigação em novembro de 2015, após receber denúncia da Secretaria Estadual de Saúde.

   A operação conta com o apoio dos núcleos regionais do GAECO de Joinville, Chapecó, Criciúma, Lages, Itajaí e Blumenau, e do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), da Polícia Militar de Santa Catarina, e do Instituto Geral de Perícias (IGP).

   NOME DA OPERAÇÃO
   O nome da operação vem do principal tipo de exame - RESSONÂNCIA MAGNÉTICA - utilizado na medicina para identificar anomalias e irregularidades de órgãos e sistemas do corpo humano. Neste tipo de procedimento foi identificada, a maior quantidade de burla na fila do SUS, uso de cota sem a adoção dos procedimentos administrativos, e cobrança de valores irregulares pelos investigados.

domingo, 23 de outubro de 2016

Mário Faustino (1930-1962)


por Emanuel Medeiros Vieira


Não conseguiu firmar o nobre pacto/Entre o cosmos sangrento e a alma pura/Porém, não se dobrou perante o fato/Da vitória do caos sobre a vontade/Augusta de ordenar a criatura/Ao menos: luz ao sul da tempestade./Gladiador defunto mas intacto/(Tanta violência, mas tanta ternura).” (...)
(MF)
   Tão cedo morreu. E foi um dos maiores poetas de sua geração. E um dos temas mais obsessivos de sua obra foi a  morte.
Não morri de mala sorte/Morri de amor pela Morte”, escreveu ele.
   Nasceu em Teresina, mas a maior  parte dos seus estudos foram feitos em Belém. Foi jornalista, tradutor, crítico literário e poeta.
   Em 1955, publica seu primeiro e único volume de poemas: “O Homem e sua Hora”.
   Em 1956, muda-se definitivamente para o Rio de Janeiro.
Torna-se editorialista do “Jornal do Brasil” e colabora com o famoso Suplemento Dominical (SDJB). Um dos seus lemas foi: “Repetir para aprender, criar para renovar”.
   Diz a lenda que ele pressentiu  sua própria morte.
   No início da década de 60, uma astróloga pressentiu uma catástrofe nos anos que viriam (segundo relato de Almir de Freitas). Sua reação teria sido, inicialmente, um tanto cética.
   Em 1962 – segundo informes – adiou o quanto pôde uma viagem para a Cidade do México e, quando finalmente decidiu embarcar, deixou à sua mãe e cunhada instruções minuciosas de como proceder no caso de um “desastre”.

   No dia 27 de novembro de 1962, perto das 5h30, o Boeing da Varig em que estava preparava-se para uma escala em Lima, no Peru, quando espatifou-se no Cerro de La Cruz, matando todos os passageiros. Seu corpo nunca foi encontrado.
   
   Assim, aos 32 anos, desaparecia um dos maiores talentos de sua geração.
   Glauber Rocha (1939–1981), no seu belo e denso “Terra em Transe” (1967), homenageia-o transcrevendo os versos citados na epígrafe deste texto.
   Sua morte, segundo Almir Freitas, abriu um vazio na inteligência brasileira.
   Creio que sua obra, mereceria um análise mais longa e densa.
   Mas meu maior intuito é que as novas gerações possam conhecê-lo, pelo menos superficialmente.
   Ironia (como quase sempre acontece na vida): contam que a casa em que viveu em Teresina foi demolida e lá foi instalada uma agência da Varig - a mesma empresa cujo Boeing em que ele estava, espatifou-se nas montanhas em 27 de novembro de 1962.
(Brasília, outubro de 2016)

sábado, 15 de outubro de 2016

BOB DYLAN


   por Marcos Bayer

   O discurso poético-político-musical de Gilberto Gil e Caetano Veloso, como o de Chico Buarque, no Brasil, é o mesmo de Bob Dylan no mundo. 

   Nossa geração está ganhando o Nobel de Literatura para o desespero de poucos e a graça de muitos. Um babaca da Rede Globo, Edney Silvestre, metido a escritor, disse que o trabalho de Dylan é bom, mas não é literatura. 

    Ela é o registro das emoções humanas codificadas em palavras. Muitas palavras, poucas palavras e OUTRAS PALAVRAS de Caetano Veloso. 

   Como Fernando Pessoa, Dylan também é síntese! Pura síntese! Dizia nosso ilustre Victor Fontana: a síntese é o que há de mais próximo de Deus!  

   Simply Red canta: God is the Universe. Deus é! Let it be, cantavam os Beattles. Ainda bem que os caretas estão morrendo ou sendo presos pelo Juiz Moro. 

   Palmas e salvas para Bob Dylan. Nossa geração pop chegou lá! Em Estocolmo, na Suécia, com todas as honras e pompas que merecemos!



Reminiscências no magistério

   Por Eduardo Guerini

Na incerteza das motivações dos “cabeças de planilha” que reiteradamente tratam “investimento em educação” como “despesa”, e, na diabólica dúvida da sanha tirânica dos governantes em tratar professores como profissionais de segunda categoria impondo-lhes um “piso” que revela a penúria existencial. Os resultados nefastos são visíveis, uma multidão de analfabetos e desempregados funcionais.

     Em certo momento de nossas vidas, a memória nos trai, uma vez que lapsos são consequências do grau de envelhecimento e queda na “sinapse”, funcionalmente perdemos os sentidos para compreensão de movimentos e atos, voluntários ou não.

    Noutros tempos, os profissionais da educação eram tratados como nobres, intelectuais, formadores de uma elite que tinha discernimento, uma certa razão simbólica que se espraiava por todos os setores, independendo do seu conservadorismo e progressismo.

    É da memória reminiscente, o trivium onde se ensinava no percurso inicial, gramática, dialética e retórica, e, quadrivium, formação que provia meios e métodos para estudo da aritmética, geometria, música e astronomia. O cruzamento da formação educacional garantia as cinco virtudes: compreensão, ciência, sabedoria, prudência e arte.

    Tempos imemoriais que não voltam mais!!!

    Na atualidade quando o magistério, exerce uma função no limite da divisão social do trabalho, proletarizado e submetido a situações precárias, a atuação na construção do “QUE” e “POR QUE”, resultou em revelada desvalorização diante de novos modismos educacionais e tecnologias substitutivas da atividade intelectual e docente. Em reiteradas situações, os profissionais da educação sofrem de desalento, fruto do descaso de governantes e uma sociedade motivada pela fantasia que ciência e arte são naturalmente produzidas. Tais crenças são produzidas ideologicamente pela elite política educada e formada nas escolas e universidades.

    Na formação histórica das corporações universitárias que moldou a atual estrutura educativa e hábitos intelectuais, os clérigos tinham a função eclesiástica de ensinar, substituídos posteriormente, pelos escolásticos. Na atualidade, os intelectuais se transformaram em magister, e, simplesmente professor proletarizado.

    Se o ato de ensinar requer um profissional do ensino e da aprendizagem, as competências de ensinar, dominando certos conteúdos especializados acrescentam o contexto e seus alunos (sic)!!!

    Na ausência de “QUE” e “POR QUE”, a simples constatação do contexto educacional brasileiro indica um problema fulcral: como esperar transformações significativas, onde a maioria dos professores vivia em condições de mendicância, na batuta do “PISO NACIONAL”, 30% de docentes em média com contratos temporários, com apenas 54% dos docentes em média, com formação adequada na educação básica, e, apenas 44% com formação para educação infantil.

    Neste cenário desolador, a reminiscência de intelectuais contra a ordem clerical, a escolástica alimentada por textos que concediam autoridade aos intelectuais, a verdade está aberta a todos, nosso otimismo funcional destruiu a capacidade de disputa e resposta aos argumentos vis de governantes pragmáticos e corruptos.

    Tempos sombrios se avizinham, prenuncio de dias ainda piores, como se fôssemos capazes de suportar tudo o mais que se impõe na já corrompida e precária relação de trabalho docente. 

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Desilusão, desencantamento e hipocrisia cínica da classe política nas eleições municipais de 2016!!

por Eduardo Guerini
Recontando os votos brancos,
nulos e abstenções nas eleições municipais
de 2016. No final das contas
não restou um fio de esperança

   O pleito eleitoral municipal de 2016 findou na maioria absoluta dos municípios catarinenses e brasileiros. Todos os analistas e comentaristas da mídia provinciana, no primeiro momento, elevaram o “espírito cívico” do eleitor catarinense, e, em falsete, a democracia representativa como legado de um Estado e País que soube amadurecer, dando solidez às instituições no marco da constitucionalidade.

   Neste ano eleitoral, com novas regras impostas sem diálogo efetivo com a sociedade insatisfeita, indignada e desencantada com o quadro partidário, coligações e candidaturas, remanescentes dos “manifestos de junho de 2013” bradaram silenciosamente na “urna eletrônica” com elevado número de votos nulos e brancos, potencializados pelas abstenções crescentes.

   Os ruidosos protestos das ruas, com manifestações exigindo transparência, combate a corrupção, melhores serviços públicos - nas áreas de educação, saúde, segurança e saneamento deixaram os representantes do outrora governo petista em estado de estupefação e nossa “canalha política” em silêncio sepulcral durante algumas semanas. As alegadas mudanças não aconteceram!!!

   A campanha eleitoral de 2016 não empolgou!!! Os partidos políticos e suas coligações lançaram velhas figuras sem qualquer preocupação com o recado das ruas – renovar e mudar o modo de “fazer política”. As condições de financiamento, a estrutura dos partidos e tempo de exposição destronou a “soberana vontade geral”. O resultado não poderia ser outro, no primeiro turno, os grandes partidos mantem a hegemonia dos cargos no Executivo e Legislativo municipal, exceto o desmilinguido PT- Partido dos Trabalhadores e seus partidos satélites.

   O atual momento político, com a repetida trucagem midiática, debates modorrentos e figuras sem lastro social, potencializa a cooptação das forças políticas, exacerba o pragmatismo político, calando as vozes dissonantes, elevando a espiral de cinismo cívico na classe política desprovida de qualquer espírito republicano.

   Pobre republiqueta, no primeiro turno, o resultado apurado das urnas foi a desilusão e desencantamento. No segundo turno, os eleitores terão como resultado final, a hipocrisia de uma classe que não cansa de enganar incautos e ingênuos eleitores que acreditam que um voto lhes garantirá cidadania!!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Musas (reflexão sobre tempos modernos)

    por Marcos Bayer

   Nem sempre ela vem toda de branco, toda molhada, despenteada e não é o meu amor... Às vezes, muitas vezes, ela é... O meu amor...

   Elas usavam batom vermelho, biquíni branco e um sorriso encantador. Seus pelos não eram raspados, nem pintados multicor. Flanavam ao vento com esplendor... Seus cabelos, todos os tipos, protegiam suas cabeças repletas de imagens e sons. Janelas abertas na imaginação. Picasso, Buñuel, Miró, Van Gogh, Dali e Klint. Sinatra, Strauss, Debussi, Dione Warwick, Ray Charles e Aznavour. Chico e Caetano. Bandanas coloridas, floridas, gargalhadas explosivas, cerejas e melão.

   Elas liam Stendhal, Dostoievski, Neruda e Vinicius de Moraes. Iam ao cabeleireiro, ao mercado e ao cinema. Na feira, tocavam na tangerina, cheiravam a mandarina, escolhiam as mangas, os morangos, os tomates e o camarão.

   Pintavam a tela branca, tocavam um instrumento e liam nossos pensamentos.

   Eram simples e sofisticadas. Uma flor na cabeça, um perfume de gardênia, um sorriso de amor. Pé no chão ou sobre o salto. Equilibristas em corpos formosos, lânguidos, sedosos e seios naturais.

   Where is the love?
Tomavam um ou dois on the rocks no bar, a cerveja na praia e um champangne ao cair da tarde. Gozavam sem medo, riam do feito enquanto as estrelas cintilavam entre bênçãos e proteções... Noites infinitas... Magníficas guerreiras...

   Belas, feras, veras, nelas, doidas, lindas, vivas, fêmeas... Luas de prazer e de encontros prateados.

   Dourado encantamento, brilhante paixão refletida nos meus olhos. Lágrimas de alegria, bendita folia, vida e carnaval.

   Ventre que acolhia. Paz e calor. Eterna e materna. Riso e amor.

Acontecimentos mundiais no dia de hoje

   Florianópolis, 13 de outubro de 2016. Nasce Vicente Lorenço Rubim, meu neto. 
  Filho do Jerônimo e da Júlia. 
  Todos felizes!

  Oslo, 13 de outubro de 2016. A secretária permanente da Academia Sueca, Sara Danius, anuncia solenemente o nome do cantor e compositor americano Bob Dylan como vencedor do do Nobel de Literatura.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Um moço do SUS



  por Emanuel Medeiros Vieira

   Não há nada de napoleônico, de “especial” na estória real abaixo.
   É absolutamente anônima. Deve ser a de muitos brasileiros.
Sim, é real.
   O moço (não sei o seu nome) tinha 22 anos. Havia sido aprovado num concurso federal.
   Morava em Salvador. Era de família humilde. Não sei muitos detalhes.
   Descobriu um câncer no pâncreas em estágio avançado.
   Era um moço – vamos classificar assim – do SUS.
   Já estava hospitalizado. O câncer havia passado para outros órgãos.
   “Se é só isso por que me contas?”, indaga um leitor imaginário.
   Porque preciso.
   Quem me relatou foi uma nora – enfermeira séria e competente, e que esteve com o “moço do SUS”.
   Numa noite, ele pediu para sua mãe dar-lhe um abraço – um longo abraço.
   “Quero dormir um pouco, mãe”, ele pediu.
   A mãe deu-lhe o longo abraço.
   Sentimentalizo o relato? Foi assim que me foi contado.
   Não vou tentar interpretar o significo deste abraço.
O “moço do SUS” não acordou mais. Repito: tinha só 22 anos.
   É uma morte anônima, não midiática, não sai na TV nem nos jornais – que só os mais chegados comentam. Quase ninguém tem conhecimento da referida morte.
   Era um brasileiro que nem eu – que nem nós.
   O que teria sido a vida futura deste moço?
   O relato é este.
   Lembrei-me do (grande) escritor Graham Greene (1904–1991), em “O Americano Tranquilo (“The Quiet American”): (...) 
“Não queríamos que nada nos lembrasse quão pouco contávamos – quão rápida, simples e anonimamente chegava a morte. (...) Gostaria que a morte chegasse com a devida advertência, de modo que pudesse preparar-me. Para que preparar-me?
Eu não sabia para que nem como me preparar –  a não ser que fosse para lançar um último olhar ao pouco que estaria deixando neste mundo”. (...)
(Brasília, outubro de 2016)

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

DANILO

    Texto da Elaine Tavares sobre o meu querido amigo de lutas, Danilo Carneiro:
 
Ali estávamos, técnicos e estudantes, na vigília contra o atraso. Nosso Centro, o de Ciências Econômicas, estava para votar o fim do voto paritário. Um retrocesso que viabiliza o domínio completo dos professores nas consultas eletivas. A desqualificação total dos trabalhadores técnicos e dos estudantes. Coisa do tempo das trevas.

Durante dias os estudantes haviam mobilizado seus pares, bem como os técnicos. E naquela sexta-feira, estavam ali os de luta, os de sempre, os que não se acovardam. Dentro da sala rolava o debate, no segredo. Os professores não permitiram a entrada dos manifestantes. Então, o povo aguardava, do lado de fora, esperando pela hora da votação.

Foi então que vivemos um momento estelar. Essas frações de segundos que valem uma vida. Esses momentos de profunda emoção que nos fazem humanos de verdade. Vindo, devagarinho, no final do corredor, assoma o Danilo. Ele não é estudante, nem técnico, nem professor concursado. Mas é mestre.

Militante do movimento Tortura Nunca Mais, ele foi um guerreiro contra a ditadura. Participou da luta armada, esteve no Araguaia, foi preso, torturado, teve seu corpo marcado para sempre e até hoje sofre as consequências da maldade humana concretizada no ato da tortura. Mas, é um homem que não desiste. Seu conselho diário é: “estudem, estudem e estudem!”

E isso é coisa que ele faz. Lê oito horas por dia, paciente e sistemático. Por volta das três horas da tarde chega ao Iela, de onde sai só lá pelas dez da noite. Pesquisa, conversa, ensina. Em volta dele juntam-se os estudantes e o ouvem, embevecidos e reverentes. É amado e respeitado como um mestre. Não precisa usurpar 70%, para ganhar a atenção e a consideração dos estudantes e dos trabalhadores. Ele se faz imprescindível por sua prática, seu exemplo. É amado como guru.

Por isso, aquele momento, no dia da votação, foi estelar. Porque quando ele assomou no final do corredor, caminhando lento e seguro na direção dos estudantes, a reação foi imediata. A atenção que estava voltada para a sala onde os “professores” decidiam de maneira antidemocrática sobre a vida de todos, virou-se para Danilo. Todos pararam de conversar, o violão emudeceu, e principiaram as palmas. De mansinho, em meio o frenético bater de mãos, todos começaram a gritar: Danilo, Danilo, Danilo...

E ele foi se chegando, com um riso tímido diante da reverência, misturando-se ao movimento, fazendo-se gota no rio. Com sempre faz, de mãos dadas com a maioria, com a justiça, com a luta. Mesmo na derrota – porque é claro que fomos derrotados – é bonito demais viver coisas assim. 

Danilo é mestre, e nem precisa de diploma... 


Um lugar chamado Campeche


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Dia Mundial das Aves

Papagaio de pirata derruba Tucano e Piriquito

   Comemorando, hoje, o Dia Mundial das Aves, lembrei desta revoada de votos que elegeu Fabrício Oliveira (PSB), em Balneário Camboriú (SC).
    Fabrício, ficou nacionalmente conhecido em abril deste ano, durante a votação para admissibilidade do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. O atual prefeito fez uma prova de resistência ficando mais de 8 horas ao lado do microfone do plenário.
   A cada vez que um deputado proferia o seu voto, a imagem de Fabrício aparecia em rede nacional da TV Câmara em Brasília. A persistência do jovem lhe rendeu os apelidos de Papagaio de Pirata e Muso do Impeachment.

   Quase 10 meses depois, Fabrício derruba dois "coronéis" da política na maior cidade turística de Santa Catarina. Enfrentou um candidato peso pesado, que era o tucano Leonel Pavan (PSDB). Ex-senador, ex-governador, ex-vice governador e dono de um curral eleitoral de causar espécie.
   Outro que saiu depenado do embate foi o popular Edson Piriquito (PMDB), ex-deputado, ex-secretário e último prefeito, duas vezes, de Balneário.
   Pavan e Piriquito estavam, há anos, de donos do ninho à beira mar, até que surge um "Chupim" e lhes toma o ninho.

Reacionária e oportunista


   Interessante ouvir as análises sobre o resultado das últimas eleições no Brasil. 
   Existe todo o tipo de interpretação para o voto da "massa", da "classe média" e da "elite". Todos homogeneizados como se o povo do norte pensasse da mesma forma que o povo do sul. Como se o catarinense fosse igual ao paulista e assim por diante.
   Derrotados geralmente apelam para "o povo não sabe votar", e assim justificam o baixo desempenho nas urnas.
   Esse "povo", idolatrado pela esquerda como puro, sábio e outras besteiras mais, só era considerado assim quando votava na esquerda. Agora...não sabe votar!
 
   Acredito em uma coisa bem mais simples que essas "profundas análises" que políticos, jornalistas e sociólogos tentam nos impingir: 
   O PT perdeu as eleições porque ACABOU O DINHEIRO!

   Se ainda estivessem no poder, com a máquina do Petrolão funcionando azeitada e despejando dinheiro em todo canto do nordeste ao sudeste, o PT teria eleito muitos prefeitos e milhares de vereadores.
   Somente um ser de "pouca luz" acredita que o "lumpem", a massa pobre do pais, tem um voto ideológico como quiseram fazer crer os petistas.
   Provavelmente eu seja acusado de preconceituoso e até passível de enquadramento em alguma "lei" do politicamente correto, mas acredito, como dizia Lenin, que a "massa" seja reacionária e completo: oportunista!
   Para Marx, a vanguarda da revolução era a classe operária. Já a nova esquerda ocidental transferiu a "responsabilidade" da vanguarda para o Partido. A massa deveria ser conquistada e reeducada!

   Quando estourou o Mensalão, com José Dirceu preso e grande parte do núcleo duro do PT batendo ponto em gabinetes da justiça, eu tinha certeza de que Lula não faria o seu sucessor. Muito menos "o poste" da Dilma. Eu acreditava que com toda a propaganda da mídia golpista que domina o país, o povo perceberia que eles eram ladrões.
   Estava enganado!  
   Deram um banho de votos...e de dinheiro! O Petrolão já estava a pleno vapor. Na verdade era o pai do Mensalão!
   Hoje, delações premiadas e pilhas de documentos comprovam o desvio de bilhões de reais para eleger a petista!

   Sem o dinheiro da Petrobras, o PT já não conseguia nem reunir mais militantes em SP para protestar contra o golpe.    Como a massa havia ficado mais esclarecida, segundo Lula, "começou a comer frango" e a "ir ao cinema", provavelmente começou a exigir mortadela "Ceratti", para participar dos protestos. Luxo que os sindicatos não tinham mais como cobrir!

   O PT perdeu as eleições em todo o pais porque ACABOU O DINHEIRO DA PETROBRAS! 

   O resto é conversa para ser acompanhada com cerveja...e sanduba de mortadela Ceratti!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

O PT errou!

"A reação do eleitorado é legítima, consciente e até acho que é necessária. O PT tem que levar mesmo uma lambada forte porque errou. E errou seriamente".

Do líder petista, Olívio Dutra, sobre a derrota nacional do PT, em entrevista para a Rádio Gaúcha.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Da Série "NOTÍCIAS QUE VÃO MUDAR A SUA VIDA"

MC Serginho, músico
Com 1.366 votos, o funkeiro parceiro de Lacraia e autor de músicas como 'Eguinha Pocotó', 'Morto Muito Louco' e 'Vai Serginho' não se elegeu vereador do Rio de Janeiro pelo PRP.

MC Vesga, funkeira 
Com o slogan de campanha "Um olho nos problemas e outro nas soluções", Adriana Biacchi, a MC Vesga, teve apenas 118 e não elegeu para vereadora em Porto Alegre. A autora do hit "Ping Pong" foi candidata pelo Partido Verde (PV). 
 
Mulher Pera, dançarina
Candidata pelo PT do B a vereadora em São Paulo, Suélem Aline Mendes Nami Cury, a Mulher Pera (ou apenas Pera, como usou no nome eleitoral), teve apenas 294 votos e não se elegeu. Em 2012 e em 2014 ela já havia tentado, sem sucesso, se tornar vereadora.

O fracasso das sub-celebridades nas eleições municipais 
Apenas Verônica Costa (PMDB-RJ), a Mãe Loira do Funk, foi reeleita no Rio de Janeiro com 19.946 votos
Os (quase) famosos que disputaram as eleições municipais deste domingo podem ter garantido boas risadas ao longo da campanha – mas isso não se reverteu em votos. Entre as sub-celebridades, apenas a Mãe Loira do Funk, Verônica Costa (PMDB-RJ), saiu vencedora. Verônica foi reeleita com 19.946 votos, 0,68% do total de votos válidos no Rio de Janeiro.
   Leia matéria completa. Beba na fonte.