domingo, 31 de maio de 2015

Do sábio de Estagira, na Grécia Antiga.

Marcos Bayer

LÓGICA ARISTOTÉLICA
(a) Auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina aponta brechas na comprovação de despesas com diárias de viagem na Assembleia Legislativa entre janeiro de 2009 e junho de 2011, período em que o gasto total alcançou R$ 31 milhões. Legislativo recebeu o documento e tem 30 dias de prazo para a contestação. Fonte: DC de 28.05.2015.

(b) Os presidentes da Assembléia Legislativa em 2009 e 2010-2012, foram, respectivamente: Jorginho Mello e Gelson Merisio.

(c) Gelson Merisio quer ser candidato ao governo estadual em 2018, pelo PSD. Hoje ele também preside a ALESC.

Se (a) é igual a (b) e (b) é igual a (c).

Logo: (a) é igual a (c).

sexta-feira, 29 de maio de 2015

SÃO JOSÉ: Saúde interdita o Cati


Relatório diz que havia comida vencida e idosos frequentando piscina sem carteira de saúde. Prefeitura diz que interdição é parcial e que não afetou atendimentos. Caso foi para o Ministério Público 

   A Vigilância Sanitária da Prefeitura de São José interditou ( 25/5) o Centro de Atendimento ao Idoso (Cati), da própria prefeitura, depois de constatar irregularidades. O relatório foi encaminhado ao Ministério Público. O Cati fica na Av. Beira Mar, a 150 metros do edifício sede do município.
   
   A fiscalização lavrou auto de infração com várias irregularidades, como a existência de carne, peixe e outros alimentos com prazo de validade vencidos e, também, classificou de “exagerada” a quantidade de sujeira encontrada no Cati, que apesar de frequentado por centenas de idosos todos os dias “só tem um faxineiro”. 

   Através de nota, a Secretaria Municipal de Assistência Social esclareceu que a interdição é parcial, abrange apenas a cozinha e a área da piscina, que o atendimento aos idosos não foi prejudicado, que nesta quarta-feira (27/5) “todos os problemas estarão sanados” e que a interdição será derrubada. (Veja nota) 

   Também foi lavrada infração por irregularidades na piscina coberta, obra inaugurada há dois meses pela prefeita Adeliana Dal Pont. Segundo a Vigilância Sanitária do município, nenhuma das 150 pessoas que frequenta a piscina térmica tem carteira de saúde, a piscina também não tem responsável técnico para analisar o pH da água (pH indica a acidez, neutralidade ou alcalinidade, permitindo saber a qualidade da água). 
 
   A Vigilância também apurou que os idosos não recebiam toalhas, andavam descalços em banheiros com água pelo chão o que, além problemas à saúde, trazia risco de quedas. A obra da piscina, que é a primeira genuína da gestão da prefeita Adeliana Dal Pont, iniciada e terminada no governo dela, também não tem álvara de funcionamento, Habite-se e nem liberação da vistoria do Bombeiros. 

   Na segunda-feira (25/5), o vereador Amauri dos Projetos anunciou a interdição e pediu que “os idosos que frequentam o Cati tenham cuidado”.

   Matéria do jornal Bom dia Floripa.

Só rindo...

   Leitor do blog e observador do cotidiano da cidade não perdeu a piada.

   Mostra o habitual jeitinho que funcionários da municipalidade usam na manutenção dos equipamentos públicos.

"No "remendo" das luminárias coloniais do centro de Floripa, uma homenagem ou alusão ao personagem Darth Vader de Star Wars, os fãs agradecem..." 


Paulo Roberto

quinta-feira, 28 de maio de 2015

De Munique...


   Urgente para o Cangablog, por Franz Rechebein 

   Mantido sob confidência absoluta o memorando de intenções que será assinado entre a Lufthansa e o Aeroporto de Jaguaruna, no sul do estado.
   Este é o real motivo da ida de Eduardo Pinho Moreira para Munique.
Deixou Paris por dias para resolver as questões governamentais da Alemanha. Vai prospectar a compra de salsichas dos tipos Bratwurst, Knacker, Weisswurst e a Wiener para a Ocktoberfest de Blumenau.
   
   Em sigilo, visitará uma fábrica de chicotes elétricos para instalar em Santa Catarina com objetivo de usá-los nas campanhas políticas contra o PSD de Raimundo Colombo. Luiz Henrique da Silveira teria dito antes de falecer que a ordem no PMDB é chicotear os aliados nas eleições de 2016 e 2018.
   Havendo a confirmação de agenda, irá a Berlin para uma audiência com Angela Merkel a fim de convidá-la para a inauguração do busto em bronze de Luiz Henrique em Criciúma, visto que todos os municípios de Santa Catarina já estão inaugurando alguma obra em homenagem ao ex-governador. Após, retorna para Paris.







terça-feira, 26 de maio de 2015

Justiça manda prefeitura demolir casa na Praia da Armação

Erosão marinha derrubou 12 casa  na Armação, em 2010
   A Justiça Federal determinou que a Prefeitura de Florianópolis derrube e retire completamente, em até dez dias, uma obra clandestina próxima ao "calçadão" construído sobre o enrocamento na praia da Armação do Pântano do Sul, em Florianópolis.

   Caso a medida não seja cumprida, o magistrado advertiu que o Munícipio poderá ter suas verbas de publicidade "sequestradas", e o Ministério das Cidades será comunicado sobre a desobediência da prefeitura à lei e ao Judiciário.

   O Município ainda deve tomar providências para fiscalizar e impedir novas ocupações irregulares no local, indicando o nome dos fiscais e seus respectivos turnos.

   Por último, devem ser afastadas as atuais regras de zoneamento municipal para a área, "claramente ilegais e inconstitucionais". Considerado de preservação permanente, o local - que já era objeto de ação para cumprimento do acordo para refazimento daquela praia - passou a ser classificado no novo Plano Diretor como residencial predominante.

   A decisão judicial faz parte de ação do Ministério Público Federal, ajuizada em 2012 e ainda em andamento, que busca regularizar obras emergenciais realizadas pelo Município na praia da Armação em 2010 e restabelecer aquela faixa de praia, através de estudos e de obras adequados. Na época, o fenômeno de erosão marinha, combinado com evento de maré alta, condenou dezenas de casas e danificou mais de 1.700 metros da orla da praia.

Les Invalides (O Hospital dos Inválidos)

   
   Por Roger Pagout  (de Paris, especial para o cangablog)   
   
   Louis XIV ordenou a criação desse edifício no século 17 para abrigar feridos das muitas guerras então protagonizadas pela França. O objetivo original do Hôtel des Invalides permaneceu por 100 anos e contribuiu para que até 4 mil veteranos fossem recebidos simultaneamente.

   Depois da bebedeira havida no encontro com Toulouse Lautrec, da cantoria e dança sobre as mesas, finalmente Pinho Moreira caiu... Literalmente caiu...
Fraturou uma perna e foi parar no Hospital Les Invalides onde mereceu atendimento VIP do Doutor Hugo Santé, especialista em fraturas ósseas.

   Após a visita matinal, Doutor Santé, procurou membros da comitiva do vice-governador e exclamou: 

- Elle só parle deux parole: 

- Tintá e Saravá...

   A convalescente tarefa
   Após a liberação do Hospital Les Invalides, engessado não pelo PSD de Colombo, mas pelo gesso plástico e moderno da nova traumatologia, Pinho Moreira e comitiva vão ao Lido de Paris para assistir ao espetáculo do ano. Vejam as imagens cedidas pela TV France 2 para o Cangablog.


   A ideia é trazer o show para o CENTREVENTOS CAU HANSEN de Joinville quando da convenção estadual do PMDB, no lançamento de seus candidatos ao pleito de 2018.

   Já estão procurando uma agência de publicidade para "organizar" o evento.


Para rir ou para chorar!


Áudio da entrevista concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, ao jornal La Jornada. 

segunda-feira, 25 de maio de 2015

O encontro do século...

   Por Roger Pagout (de Paris, especial para o cangablog)

   No auge da confraternização no Cafe Les Deux Magots, haviam derrubado mais de cinco garrafas de absinto.
   Pinho Moreira dançava e cantava sobre as mesas a canção de Tom Jobim, "GAROTA DE IPANEMA", na versão francesa, com Jaqueline François (ouça). 




   
   Foi então que passou pela calçada, com sua elegante bengala, o querido Toulouse Lautrec, pintor responsável por algumas pranchas do CENTREVENTOS CAU HANSEN em Joinville.

- Ça va bien mon chérie, disse ele...

- Saravá, respondeu Pinho Moreira... Saravá...

  E dali foram todos para o Moulin Rouge assistir ao show de can can. E mais absinto...
Lá pelas tantas...

- Comme ça vá la madame Marlene Riche ??? L'amie du gouverneur LHS... perguntou Lautrec.

- Saravá, Saravá - respondeu Pinho Moreira... Saravá... Saravá...

Dilma assume sujeira na Petrobrás


Entrevista concedida pela Presidenta da República, Dilma Rousseff, ao jornal La Jornada - Brasília/DF
Dilma - Teve um teatrólogo brasileiro, que você deve conhecer, Nelson Rodrigues, que, além, disso, foi um colunista de futebol.
Jornalista: Sim, claro.
Dilma: Que, quando se referia à Seleção Brasileira, dizia que a Seleção Brasileira era a pátria de chuteiras, a pátria verde e amarela de chuteiras. Lá, a Seleção Mexicana é a pátria azul, branca e verde…
Jornalista: Não, a camisa é verde, a camisa da Seleção. Sim, é verde.
Dilma: É verde? Então, é a pátria verde de chuteiras. A nossa também às vezes é verde, hein?

Jornalista: Agora deixa eu fazer uma pergunta, uma pergunta…
Dilma: Agora, a Petrobras é tão importante para o Brasil como a Seleção.
Jornalista: Claro.
Dilma: Então, eu sempre disse o seguinte: “Se a Seleção Brasileira é a pátria de chuteiras, a Petrobras é a pátria com as mãos sujas de óleo.
Jornalista: Ah, isso é muito bom, presidente, é uma frase muito boa!
Dilma: E vocês têm também a pátria suja de óleo lá, a mão suja de óleo.

Presidente - Eu fui a Chichén Itzá (…). É impressionante Chichén Itzá e também todo o conhecimento astronômico, a precisão do conhecimento astronômico. Para você ter aquela precisão, tem de ter um certo domínio razoável da matemática para aquele tipo de precisão que eles tinham. (…). E o que é destacado de forma bastante simplória para nós? É destacado sacrifícios humanos [ela disse assim, com erro gramatical mesmo], numa visão, eu acho, preconceituosa, contra aquela civilização que tinha um padrão de desenvolvimento e de desempenho que nós não conhecemos. A nossa população indígena não estava nesse nível de desenvolvimento. A mesma coisa o inca, não é? Mas lá é mais, era mais avançada, a mais avançada de todas. E não era asteca, não é? Eles não sabem, eles chamam de Tolteca, Olmeca.
Jornalista: Maia.
Presidenta: A Maia é mais embaixo, é ali na península do Iucatã, não é?

quinta-feira, 21 de maio de 2015

O estrategista do PMDB


   Por Roger Pagout (de Paris, especial para o Cangablog)

   Luiz Henrique da Silveira, antes de falecer, conversou longamente com Eduardo Pinho Moreira, na noite de sábado passado, em Itapema.
    Estrategista maior da política catarinense, no dizer da imprensa "chapa branca", previu que poderia morrer no dia seguinte e que Colombo não mais viajaria para a Europa, sendo representado por Pinho Moreira na "missão".

   Então, ainda na longa madrugada, agendou uma reunião em Paris com seus colegas "das antigas", do tempo em que estudou na Sorbenne Universitè questões da política contemporânea e da literatura. 

   Confirmaram presença Sartre, Foucault, Edith Piaf, Julio Verne e Victor Hugo. O encontro será no próximo final de semana, no Café Deux Magot, na Rive Gauche, regado com Absinto, queijo brie e água mineral.

INSTANTE

Por Emanuel Medeiros Vieira
Para três queridas irmãs 
(Lourdes, Adélia e Gracinha),
 “encantadas” em tão curto
 espaço de tempo

“Qualquer destino, por mais longo e complicado que seja, consiste em um único instante: o momento em que o homem sabe para sempre quem é”
(Jorge Luis Borges)
O instante: outrora–agora.
Imanência do passado no presente: um presépio, pai, trapiche, mar, mãe, pedaço de pão feito em casa, outro menino/velho enrugado.

O homem saberá para sempre quem é.
Quando (insisto)?
Foi ontem.
Ainda não aconteceu?

Ou já estava escrito na maternidade – ou antes: na barriga da mãe.
No grupo escolar, naquele beijo tão longínquo.
A memória de uma passeata em que o mundo seria mudado.

Uma enfermidade: ali ficou enraizada – tão bem colada na pele – a certeza da transitoriedade.
Apenas passamos: breve sopro.

Mas testemunho: houve uma celebração – olhando aquele bar que já não existe mais (o 
“Miramar”. E nesta manhã (que pensei que não iria viver), contemplo o Farol da Barra.
Tudo foi aterrado – resta um pedaço de memória.

(Ela não é velharia inútil: pedaços de carne, olhos que sonharam com terras distantes, pés que pisaram neste quarto, bigodes, rostos, uma máquina de escrever,  álbuns de fotografias que revisitamos em tardes chuvosas, e um guarda-chuva ao lado do guarda-roupa. E tanto mais.)

Outra memória: aquela fuga na boca da noite, o exílio.
E continuo (até quando?).

Já sei quem sou/já não sei.
Soube sempre: outrora/agora.
(Salvador, maio de 2015)

Site Brasil 247 recebeu propina do Petrolão


Site que produz conteúdo para jornalistas publicarem contra informação petista na web, era sustentado com dinheiro roubado da Petrobras

Pascovitch 247
Em 26 de abril, O Antagonista reproduziu uma reportagem da Veja sobre os pagamentos de Milton Pascovitch, preso hoje pela Lava Jato, para o blog Brasil 247.

Leia novamente:
A Lava Jato descobriu quatro pagamentos do lobista da Engevix ao blog Brasil 247.
Diz a Veja:
"O Ministério Público identificou quatro pagamentos, de 30 000 reais cada um, das contas de uma empresa do lobista Milton Pascowitch para a editora 247, que mantém na internet o site Brasil 247. Os pagamentos foram feitos no segundo semestre do ano passado, em 15 de setembro, 10 de outubro, 11 de novembro e 10 de dezembro.

O documento da quebra de sigilo mostra que os valores saíram de uma conta da Jamp no banco Itaú (agência 4005, conta 02233-2) para a conta da editora 247, no Bradesco (agência 6621, conta 140400-8).

Um dos donos da editora 247 é o jornalista Leonardo Attuch, cujo nome já apareceu em uma das anotações do doleiro Alberto Youssef como beneficiário de seis pagamentos de 40 000 reais.

O Ministério Público investiga a Jamp, uma empresa de fachada criada com a finalidade de lavar dinheiro e que, suspeita-se, tenha servido para repassar dinheiro do esquema da Petrobras para os blogs de mercenários a soldo do governo e do PT".

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Novo comandante na Europa

   Por Roger Pagout (Especial de Paris)

   Depois de uma reviravolta completa, Colombo e Pinho Moreira acertaram os ponteiros do relógio digital que mede o tempo entre PSD e PMDB. Conseguimos com o governo francês a nova agenda do governo catarinense, cuja missão será comandada pelo vice-governador. 


   Ele chegará em Paris para o final de semana, acompanhado de uma comitiva ainda desconhecida. Visitará a fábrica de canetas tinteiro Mont Blanc por sugestão de Raimundo Colombo.    
   Estão agendadas visitas na Electricité de France (a Celesc dos franceses), na TGV (Train à Grande Vitesse) para contratar a linha ferroviária Criciúma - Florianópolis, via Jaguaruna, e na Air France para assinar o memorando de intenções dos voos semanais para Paris com saída do novo terminal de passageiros de Jaguaruna, com escalas em São Paulo e Dakar, na África. O equipamento utilizado será o Concorde.

Mais detalhes durante a próxima semana.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Identificado o homem que atirou gás pimenta nos jogadores do River Plate

Este es el video del barra de Boca atacando a los jugadores de River

El canal Fox Sports difundió imágenes exclusivas del momento en que un hincha de Boca tiró la sustancia a los jugadores.

Leia matéria completa no Mendoza Post: Beba na fonte.

Tio Bruda, o dedo duro e o governador "ventana"

- Alô, tio Bruda!

- Oi, tio Canga, maravilha o senhor me ligando! Sempre sou eu que gasto os pilas, lhe chamando no telefone!

- Não te faz de salame, tio Bruda! Se achando importante agora, só porque é amigo do "dedo duro", lá do Uruguai?

- Tá me estranhando, tio Canga? Que "dedo duro" é esse?

- Brincadeira tio Bruda. Acontece que depois que o seu compadre Mujica denunciou em seu livro que o Lula tinha lhe confessado que sabia do "mensalão", surgiu a piada da nova dupla sertaneja internacional: "Dedo Duro &  Sem Dedo".

- Ah! Ah! Ah! Ah! essa eu vou contar prô cumpadre Mujica! Diz que o Lula tá esperneando mais que bode embarcado!

- E a nossa política aqui, tio Bruda? agora com o passamento do "gênio político" Luiz Henrique, como é que fica o Raimundo e o PMDB?  

- Pois então, tio Canga! Com esse infortúnio acontecido, o PMDB ficou mais perdido que surdo em bingo! Os partidário do home ficaram tudo órfão, não sabem prá que lado se bandiá! Ficaram entre o espirro e o bocejo, sem a faca e sem o queijo!

- Pois agora, tio Bruda? o vice governador Pinho Moreira já andava reclamando que estava "sem tinta e sem caneta" e ainda morre o dono do partido, o que vai acontecer acontecer agora?

- Já está acontecendo, tio Canga!

- Mas como assim, tio Bruda? Me explica isso!

- Se atente, tio Canga! Por causa da churumela do Pinho Moreira, o governador Raimundo, que é mais pacencioso que gato de bolichero, de birra desistiu da viagem para a Europa, e deu as passagens para o Pinho Moreira. 

- Será que a passagem é só de ida, tio Bruda?

- Tio Canga, quem duvida é loco!  Mas o que se atina é que, por birra, o Raimundo não vai deixar o vice sentar na cadeira do governador. O Raimundo é tão ventana, que largou o Pinho prá europa, mais assanhado que solteirona em festa de casamento! Diz que deu pro Pinho, levar prá Europa, aquela caneta que o senhor lembrou outro dia, tio Canga. A que escreve como caneta e apaga como lápis. Não precisa nem borracha, tio Canga! 

- Mas que análise política, tio Bruda! O senhor é um sábio gaudério!

- Tio Canga, como dizia o Martin Fierro: "el diablo, mas sabe por viejo do que por diablo". Entendeu? E tem mais, tio Canga, o senhor sabe que eu sou muito cumparativo. 

- Putz, agora deste um banho, véio! Deixa de ser exibido, tio Bruda! 

- Tio Canga, vou cumparar essa ventaneada do Raimundo, com uma história que eu presenciei de corpo presente, lá na Confeitaria da Família, que fica do ladinho da prefeitura em Lages.

- Histórias da serra eu gosto muito, tio Bruda. São sempre engraçadas!

- Pois então escute essa. Era o ano 87 ou 88, por aí. Tava o Nereu Góes, um artista lageano e funcionário da prefeitura, mais conhecido que parteira de campanha, tomando uma cervejinha em pleno horário de expediente, quando entra o prefeito de então, Paulo Duarte, meu amigo!

- Bah! Pegou o homem em flagrante!

- Escuta, tio canga, não te mete! O prefeito me cumprimentô, fez um lanche e quando foi pagar a conta, mandou o bolicheiro descontar mais quatro cervejas prô Nereu Góes. Diante do ocorrido, o Nereu que era mais ligeiro que enterro de bixiguento, perguntou pro Paulo Duarte: 

- Com estas quatro cervejas o senhor quer me prestigiar ou quer me demitir?

- Entendeu, tio Canga, a cumparação?

- Oh! Tá bem entendido, tio Bruda! 

- Tú...Tú...Tú...caiu a linha!

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Não é um país sério...

   Por Marcos Bayer

   Pouco importa se a frase é do General Charles De Gaulle ou do Embaixador do Brasil em Paris, Carlos Alves de Souza Filho, por ocasião da Guerra da Lagosta, em 1962, quando a França e o Brasil discutiam se as lagostas que passavam pelo litoral de Pernambuco, andavam ou nadavam.

   Caso “nadassem” eram “internacionais”. Se “andassem” eram brasileiras, pois o solo submarino pertencia ao Brasil. O fato é que de lá para cá temos visto um país pouco sério nos seus caminhos políticos.

   Veio o golpe militar de 1964 com o argumento de que o Brasil não podia virar para o lado do comunismo. Os generais impuseram dois partidos políticos: ARENA e MDB. A Aliança Renovadora Nacional apoiava o regime. O Movimento Democrático Brasileiro podia fazer oposição. Era uma “democracia” militar.

   Com o passar dos anos, em 1968, a situação ficou mais complexa. Liberdades civis suprimidas com censura geral, mandatos políticos cassados e planejamento orçamentário rigoroso.

   O “bolo” econômico deveria crescer para depois ser dividido entre a população, ensinava Delfim Netto. Havia dinheiro disponível nas bancas de Londres e Nova York provenientes dos “petrodólares” do Golfo Arábico.

   Os subdesenvolvidos eram estimulados à contratação de empréstimos com taxas de 17% até 21% ao ano. Na Europa as taxas giravam em torno de 6% a.a. Olha a maravilha do “spread”.

   Construiu-se muita coisa, grandes obras, estradas federais, industrialização nacional e um pouco de tortura e corrupção, nas medidas permitidas por alguns generais.

   O MDB criava corpo, gritava e sacudia a nação rumo à democracia. Abertura política, anistia, eleições diretas em todos os níveis.

   A Arena respondia com sublegendas, senadores biônicos e colégio eleitoral.

   E assim fomos, até que em 1988 proclamamos uma Constituição e em 1989 elegemos um presidente civil pelo voto secreto e direto. No úbere do MDB estavam os comunistas, socialistas, democratas, trabalhistas, anarquistas e todos os matizes que se possa imaginar.

   O MDB abrigava a todos. Com o tempo foi se depurando. Saíram tendências ideológicas para a construção de novos partidos.

   Surgiu o PT – Partido dos Trabalhadores. Nasceu o PSDB, a parte boa do PMDB. Nasceu o PSOL, a parte ética do PT.

   Da Arena, fizeram-se PDS, PFL, DEM e até o PSD. Surgiram outros. Quase 30 partidos políticos, hoje registrados e em funcionamento. Depois das tentativas de vários deles em governos estaduais, ou no federal, finalmente o PT, na quarta eleição, em 2002, chega à Presidência. Lula recebe seu primeiro diploma na vida: o de Presidente do Brasil.

   Inegavelmente consegue impor avanços na economia, na produção, na educação, no consumo e na oferta de crédito. Parecia que vinha bem, até que o Presidente Mujica, do vizinho Uruguay, revela em seu livro que Lula admitia lidar com coisas imorais e chantagens para poder governar o Brasil.

   Aí veio o Mensalão, o Petrolão e outros casos ainda submersos, conectados a vários partidos políticos. Mas, o pior é ter que assistir o PT desconstruir, no Congresso Nacional, todo avanço legal que conseguiu nos últimos tempos, especialmente no que se refere aos trabalhadores. O ajuste fiscal pretendido pelo governo da Dilma pode ser sintetizado assim:

   O PIB do Brasil em 2014 foi de R$ 5,5 trilhões de reais. Foi quanto a nação produziu, a soma dos esforços de todos os brasileiros. Gastamos com o pagamento dos juros da dívida pública (o valor que o Tesouro paga aos bancos) R$ 250 bilhões de reais, cinco por cento do PIB. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, quer economizar R$ 66 bilhões de reais no tal do ajuste fiscal, basicamente nas costas do trabalhador. Isto é 1/4 do valor do pagamento dos juros anuais.

   Pergunta se alguém vai mexer na receita dos bancos...

São Gabriel e seus demônios

Por Natalia Viana


Nossa repórter foi até o alto rio Negro, no noroeste do Amazonas, em busca de entender por que o município mais indígena do Brasil é também o que tem o maior índice de suicídios
   
    Faz pouco mais de dois meses que ela se foi, um dia antes do seu aniversário. Maria – vamos chamá-la assim – completaria 20 anos em 2 de março. Ninguém diria que não era uma indiazinha como tantas que colorem as ruas de São Gabriel da Cachoeira, município no noroeste do Amazonas, às margens do rio Negro. Era baixinha, os cabelos negros sobre os ombros, as roupas justas, chinelo de dedos. Mas Maria estava ali só de passagem. No seu enterro os parentes contaram que tinham vindo rio abaixo para passar o período de férias escolares, quando centenas de indígenas de diversas etnias deixam suas aldeias e enchem a sede do município para resolver pendências burocráticas. Ali na cidade, ela arrumou namorado, um militar, e passava os dias com ele, quando não estava entre amigos. Mas nos últimos dias Maria andava triste: o casal havia rompido o namoro. Estava estranha, nervosa. Os parentes contaram que chegou a ter alucinações.

   Os pais tinham achado bom o fim do namoro. Ninguém chegou a conhecer de perto o tal soldado. Nunca conseguiram ver o seu rosto porque, segundo contaram, quando ele vinha ao bairro do Dabaru, um dos mais pobres do município, onde a família morava numa espécie de vilazinha com casas coladas umas nas outras, ele sempre se escondia nas sombras formadas pela parca iluminação. Tinha o rosto coberto pelas trevas da noite. Era branco? Era preto? Era gente?

   Na madrugada de sábado para domingo, dia 1o de março, depois de ter passado a tarde e o começo da noite com o irmão mais velho e amigos bebendo na praia do rio, Maria começou a se transformar de vez. Estava agressiva. Os olhos já não eram os dela, contou o irmão, reviravam e mudavam de cor enquanto ela gritava que os pais não gostavam dela, que era ele o filho predileto. O irmão ainda arrastou Maria de volta, mas, quando chegaram em casa, os pais não conseguiam enxergá-la. No lugar dela viam apenas algo escuro, uma sombra. Um ser da escuridão. O pai não pôde nem levantar da rede no pequeno quarto que dividia com os filhos. Ficou chorando, atônito. Maria entrou no quarto ao lado, bateu a porta. Não conseguiram abri-la, embora não estivesse trancada. Por uma fresta, viram quando ela amarrou uma corda e se enforcou. No momento seguinte, contam, a porta finalmente abriu. Ela já estava morta.
   Leia a reportagem completa na Pública

Gente que Faz a (In)diferença!!!

   Por Eduardo Guerini
Fazendo um cálculo preciso do valor gasto 
para campanha institucional da Assembléia
 Legislativa Catarinense, na inócua propaganda 
para reverter o “estado de expectativa”
pessimista da realidade econômica. 

   Em recente campanha institucional, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC), se lançou no expediente de reverter o “Estado de Expectativa” pessimista da sociedade brasileira em relação ao processo recessivo que se encontra a economia nacional.

   Com o uso e recurso de algum “marqueteiro de pirlimpimpim”, voz rouca ao fundo de imagens vistosas, o narrador indica que a palavra “CRISE” foi entoada noutros tempos, e, uma vez mais, os catarinenses mostraram sua garra e valor para superar tal momento.

   Na narrativa do suposto mentor de tal peça de terapia midiática coletiva, em assombroso disparate com os dados oficiais, a pergunta que fica no ar: Qual o Objetivo de tal Campanha?

   É inegável que todas as lideranças políticas e governantes, remetem a história empreendedora de imigrantes que aqui fixaram sua colonização. Porém, as mudanças no modelo catarinense de desenvolvimento são visíveis pelo grau de financeirização, profissionalização e fim de empresas de característica familiar.

   Num misto de “ufanismo” que remete as propagandas oficiais da ditadura militar, com psicoterapia coletiva, a Assembleia Legislativa indica exemplos de “Gente que Faz a Diferença” que nada revertem a atual tendência de queda na geração de empregos (CAGED/2015), queda na arrecadação de tributos (SEFAZ/SC), e, atividade econômica em retração geral em todas as microrregiões catarinenses.

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   Nossos nobres representantes desconhecem o atual estágio de crise nos principais setores públicos – caos na saúde, crise na segurança pública e GREVE na educação estadual. Em observação estrita da realidade, a menção da propaganda oficiosa omite a peça publicitária de Poder Legislativo catarinense.

   O Banco Central do Brasil, em diagnóstico sobre economias regionais, informa que região “(...)encontra-se abaixo do potencial, refletindo, sobretudo , a dinâmica do setor industrial, com impactos negativos sobre o mercado de trabalho e a massa de rendimentos”.

   A menção de tal propaganda indica como a Assembleia e seus representantes percebem a realidade - com indiferença e fantasia. Tal espetacularização de Santa Catarina com Estado que está com todos os compromissos em dia(sic) é mais uma façanha do marqueteiro de plantão. Entre os mitos/fantasias produzidos e a realidade- dura realidade, a economia catarinense está paralisada e o governo estadual não tem como responder a força motriz da recessão e suas consequências sócio-políticas.

  O ideal seria Vossas Insulências começarem o AJUSTE DE CONTAS com a atual conjuntura recessiva, reduzindo as despesas para pagamento de apadrinhados e comissionados, revendo os gastos desproporcionais com salários descomunais num Estado em Crise e um País de miseráveis!!!

Resumo da ópera


   Foi bastante concorrida a palestra do Ministro da Fazenda Joaquim Levy no evento "Santa Catarina a Favor do Brasil" realizado pelo governo do Estado no Teatro Pedro Ivo.

   Para a imprensa, o deputado Esperidião Amin, que 
assistiu a palestra, por meio das redes sociais, resumiu a palestra de Levy desta forma:
- A palestra de Levy foi tecnicamente boa. Faltou dizer como estão sendo ‘captados’ votos a favor do ajuste”

Fez três observações: 
a) Santa Catarina produz/exporta produtos com valor agregado. Por isto, sofre menos com a crise; 
b) O governo federal quer impor sacrifícios aos outros; NENHUM a si próprio; e
c) O Ministro fez o anúncio sutil da proposta de nova CPMF”.

sábado, 16 de maio de 2015

Deter: roubo e sucateamento


   Após a criação de uma comissão de sindicância para investigar o "desaparecimento" R$ 550.000,00 referentes à cobrança de 9 meses do estacionamento do Terminal Rita Maria. O Departamento de Transportes e Terminais (DETER), agora enfrenta o abandono e sucateamento de sua infraestrutura.

   Nicho político e eleitoreiro do PMDB, as diversas direções do Deter, tudo indicação política, praticam um processo de total abandono da empresa com o desprezo da sua infraestrutura física e de seus funcionários de carreira. 
A má gestão e exploração eleitoral do Deter está chegando a um ponto tal que está virando caso de polícia. 

   Agora a diretoria deu mais um passo para o desmantelamento da empresa. Há dois dias o sistema informatizado está fora ar, devido à pane em um computador que já deveria ter sido substituído há muito tempo. Não há previsão de retorno. O nome disso: incapacidade administrativa. Com isso, todo o sistema de emissão de licenças de viagem especial, emissão de guias de recolhimento, faturamento e operações, está literalmente parado. Prejuízo na certa! Parece que ninguém no Governo e no Ministério Público estão preocupados com isso. 
   
   É o fim!

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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Luiz Henrique, o outro lado da moeda

   A morte do senador peemedebista, Luiz Henrique da Silveira, foi precedida por um período de consternação, santificação e bajulação da imprensa, que beirou o servilismo. Passados os tempos do "nojo", pelo falecimento de LHS, vamos ao outro lado da moeda. 

   Leio hoje nas folhas, que está sendo distribuído nas livrarias uma "bíblia" de mil e poucas páginas com artigos escritos por LHS, ao longo da sua vida política. O livro se chama "Quarentage", que segundo alguns piadistas da cidade o nome seria a soma de 20% mais 20%. 

   Amigo das letras
   Luiz Henrique foi um "amante das letras", dizem os bajuladores. LHS, na verdade, foi muito eficiente na sua relação com o ministro peemedebista, Nelson Jobim, para livrar Paulo Afonso da Silveira de impeachment no escabroso caso de corrupção política conhecido como O Escândalo das Letras, onde o governo imprimiu falsas Letras do Tesouro de SC.

   LHS é endeusado nas folhas como um democrata, amigo da imprensa, um escritor. Na verdade a sua prática de vida contradiz todas essas bobagens. Foi um déspota político, no governo e dentro do seu partido, não permitindo jamais o surgimento de alguma liderança ao seu entorno.

Amigo da imprensa  
 Na sua relação com jornalistas, quando governador, mostrou todo seu autoritarismo: 
- Impôs as demissões sumárias dos jornalistas Cláudio Prisco Paraíso (TV Record) e Paulo Alceu dos quadros da RBS.

- Processou este jornalista por denúncias de corrupção em seu governo, feitas no cangablog.

- Cesurou o livro A Descentralização no Banco dos Réus, que denuncia a imoral utilização política/eleitoral da Descentralização, um dos maiores escândalos político da história de SC. O livro continua sob censura desde 2010.

Gênio político 
 Sobre a lenda de "gênio político", a matéria do Cangablog (abaixo), mostra o desastre da sua participação nas eleições para prefeito de 2008:

O coveiro do PMDB

   O PMDB finalmente percebeu que Luiz Henrique tem um projeto individual e que acabou enterrando o partido. Em Joinville decidiram, contra a vontade do "gênio político" liberar a rapaziada para votar em quem achar melhor. Como o PT aqui na capital, ao liberar o voto, acaba ajudando Dário Berger, em Joinville o PMDB acaba ajudando o Carlitos Merss que, a esta altura, já não precisa mais de ajuda. Luiz Henrique depois de aniquilar as três maiores lideranças do PMDB - Mariani (norte), Herneus (Oeste e meio oeste) e Pinho Moreira no Sul, conseguiu perder em todas as cidades pólos das SDRs. Se ferraram geral. De Dionizio Cerqueira a São Miguel do Oeste. De Maravilha a Palmitos. De Itapiranga a Concórdia. De Criciúma a Lages. De Rio Negrinho a Rio do Sul. De Joaçaba a Caçador. De São José a Joinville. Querem mais? É só procurar. Foi o maior fisco da história política do PMDB. Diminuiram em número de prefeituras e em densidade eleitoral. Perderam nos maiores e médios centros do estado. Ficaram com migalhas. Tudo em função do grande projeto de Descentralização. Luiz Henrique já está sendo chamado de "o coveiro do PMDB". Quem diria!

"É mais fácil um boi voar do que Mauro Mariani ser derrotado em Joinville", frase do governador Luiz Henrique. O boi vôou.

   Eu já acho que o governador destruiu o PMDB. Provavelmente com atitudes planejadas favorecendo os tucanos e os demos apostando na sua candidatura ao senado em 2010. Luiz Henrique conseguiu destruir as três grandes lideranças do seu partido no norte, no oeste e no sul. Lançar Mauro Mariani na aventura de Joinville não pode ser coisa impensada.    Liquidou uma liderança emergente, e ainda acabou com o partido na sua região entregando várias prefeituras para os adversários. Herneus de Nadal, o deputado estadual mais votado da história de Santa Catarina, perdeu em quase todos os municípios do Oeste e Meio-oeste, inclusive em Maravilha, reduto histórico dos pemedebistas e da família Maldaner. Recursos do governo só íam mesmo para Chapecó, um agrado para os demos. Criciúma nem se fala. LHS já tinha engolido Pinho Moreira na presidência do partido por influência de Herneus e de Mariani. Agora abandonou os parceiros. Mariano já declarou qem em Joinville vai apoiar Carlitos Mers do PT. Não vai seguir a orientação de LHS. O Pmdb continua a ser o maior partido do estado porém perdeu densidade de votos. Perdeu nas grandes cidades. Encolheu e está sem liderança. Tudo obra do "grande estrategista" Luiz Henrique.

Colombo e sorriso do LHS

   Por Roger Pagou (de Paris, especial para o cangablog)

   O assessor de cultura internacional do CIC, Edson Machado, apresentou ao governador, em aula solene, a obra prima de Leonardo Da Vinci, gênio do Renascimento e mestre em várias áreas do conhecimento humano.

   Olhe governador, a indecifrável Monalisa, o sorriso mais enigmático da História da Pintura.

   Colombo observou, refletiu, permaneceu calado, suou e enrubesceu.  Saiu disparado para seu gabinete. Permaneceu silente por alguns dias.
Então, confidenciou ao ajudante de ordens:
- O que será que o LHS, com aquele sorriso de Monalisa, conversou com o Pinho Moreira, antes de morrer ?

quinta-feira, 14 de maio de 2015

O nivel do senador Dário Berger

   Mensagem chula do senador (PMDB) Dário Berger para o jornalista Paulo Alceu, mostra o nível do representante de SC no senado federal. 
   
   Mais contrariado que gato a cabresto, Dário Berger se auto elogia com virtudes que diz ter, mas não tem.
- Não sou traidor. Devo muito ao PMDB, blá...blá...blá...blá...blá
   Dizendo-se fiel partidário, Dário esqueceu de agradecer ao PL, PFL, PSDB, partidos que entrou, usou, abusou e se mandou, deixando um rastro pelo caminho.

   A fidelidade partidária do senador Dário é tanta, que pode ser medida pelo seu salto do PFL para o PSDB em setembro de 2003, que coincidiu com a assinatura de um contrato milionário entre a empresa Casvig, da família Berger, com o governo do estado presidido por Luiz Henrique da Silveira. Eduardo Pinho Moreira, vice-governador de LHS, à época, assinou o contrato fruto de uma licitação dirigida, que tem ação popular se arrastando na justiça até os dias de hoje.

   Sobre esta tramóia do senador Dário com o governo de LHS, publiquei extensa matéria no Cangablog de dezembro de 2012. Leia aqui.

   Se até aqui ainda paira o mínimo de dúvida com relação a lisura da Concorrência 105/2003, coordenada pela Secretaria de Estado da Administração, essa dúvida se dissipará com a leitura do anúncio publicado nos jornais O Estado e Diário Catarinense, respectivamente dias 12/12/2003 e 14/12/2003, intitulado Oração a São José com o seguinte texto: 


A mensagem do senador Dário:

UM SENADOR CONTRARIADO (Paulo Alceu)
As notas em colunas anteriores, que abordei temas envolvendo o senador Dário Berger, foram sustentadas em declarações de peemedebistas da alta cúpula, que revelaram até certo constrangimento, diante da insistência do senador Berger em impor o nome do irmão Djalma Berger ao vice-presidente Michel Temer para o comando da Eletrosul. A pressão aconteceu, inclusive, nas cerimônias de despedida do senador Luiz Henrique. Entre o sim e o não, o senador Dário Berger revelou toda sua contrariedade em mensagens enviadas por celular na noite de terça-feira pra mim:
- Cara, não sei qual o teu propósito.
- Fala a verdade, cara.
- Quando cheguei em Joinville o Michel Temer já tinha ido.
- Só pra vc perceber o quanto está faltando com a verdade.
- Eu sou daqueles que não trata do mesmo assunto duas vezes.
- Para teu conhecimento informo que nunca saiu na minha boca que poderia sair do PMDB.
- Pelo contrário, estou muito bem, obrigado, no PMDB.
- Não sou traidor.
- Devo muito ao PMDB.
- Sou muito grato ao PMDB.
- Será que você entendeu?
- Fala a verdade, cara.
- Eu não trato do mesmo assunto duas vezes.
- Por tanto faz um tempo que não falo com o Michel Temer.
- Se tens alguma dúvida podes, por favor, em nome da verdade me consultar?
- Recebeu?
-Podes corrigir essas informações?


Diante de tudo que foi exposto pelo senador do PMDB, que representa Santa Catarina no Congresso, respondi, que iria colocar na coluna suas manifestações, o que estou fazendo agora, ainda intrigado porque todo esse esforço para colocar um irmão numa estatal...mas essa é a política que convivemos nos dias atuais.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Mujica "entrega" Lula em seu livro de memórias


Lula sobre o mensalão:
"Neste mundo tenho tido que lidar com muitas coisas imorais, chantagens"...

"Era a única forma de governar o Brasil".

Alguma dúvida sobre se Lula sabia do mensalão?



terça-feira, 12 de maio de 2015

Carpideiras do Poder!

   Por Eduardo Guerini
Ensaio sobre a morte repentina de
uma liderança política catarinense
e o espólio deixado para os órfãos.
No oportunismo e pragmatismo
clássico diante de uma fatalidade terrena.

   O desenho da morte e seus contornos denotam nossa incapacidade racional diante de uma fatalidade terrena que afetará a todos os humanos sem exceção. Sabemos que os sentimentos e sensações de uma morte repentina deixa um rastro de dor e lamentos para familiares e amigos.

   No caso de uma figura política o legado da morte sempre será reverenciado pelos feitos, pelas suas virtudes, impulsionados por uma propaganda e louvação midiática sem precedentes na atualidade. 

   Em Santa Catarina, a mídia e seus colunistas políticos “chapa branca” que mantem uma relação promíscua com qualquer governante ou figura política de plantão, são marcas o passado, do presente e do futuro. Dado que, lideranças políticas são forjadas no império do efêmero, a espetacularização da morte de LHS, foi algo digno da produção para angariar audiência e notoriedade na subserviência entre o público e o privado. Nada de retoques, tudo foi roteirizado no frenesi das carpideiras do poder.

   Como bons profissionais do choro e da lamentação orquestrada, figuras políticas narravam sem nenhum prurido à data simbólica da morte (15 horas e 15 minutos), quanta precisão temporal para uma elevação de espirito!!!  A circulação de autoridades políticas, de fiéis escudeiros a ferrenhos inimigos da política, a louvação foi geral.

   Não obstante, o espetáculo que foi submetido à família, o enredo é por demais simplório, as narrativas são triviais, numa obsessão para beatificar um personagem da politica oligarca que mantem a província catarinense em pé de igualdade ao velho coronelismo do norte e  nordeste brasileiro.

   Estranhamente, nossos colunistas políticos provincianos, tal como carpideiras  profissionais, fizeram algo que o papado busca comprovar na santificação – evidências cabais de que o milagre ocorreu!!!

   Na orfandade, o espólio será disputado como por todos os políticos nos bastidores de conchavos palacianos e partidários – como o Santo Graal!!!  Porém, a imagem que marcou mais este repasto fúnebre no velório/sepultamento midiatizado,  foi a ausência do Povo!!! 
   
   Em nenhum momento aparece uma romaria de relés mortais da província catarinense se lamentando ou ovacionado a liderança política que nossa mídia e suas carpideiras louvou!!! 
   
   Que siga em Paz e que ilumine as lideranças carcomidas pelos beneplácitos de um poder terreno temporário.
  

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Numerologia política

   A vida volta e meia nos prega algumas peças.

   É o caso do senador Luiz Henrique da Silveira, morto neste domingo. LHS foi um dos grandes líderes do PMDB e, durante toda a sua pregação política, fazia questão de ressaltar o número do partido, o 15. Esse número sempre o colocava em contraposição ao número 11, do Partido Progressista, seu maior adversário político.

   Em seus discursos, sempre encontrava uma forma de encaixar o número 15 - às vezes até forçando a barra - mas o 15 sempre estava presente.

   Luiz Henrique morreu no domingo, 10 de maio e, segundo sua assessoria, coincidentemente às 15 horas e 15 minutos (15:15h).

   Nada poderia ser mais perfeito do que esta coincidência na vida do homem que colocou o número 15 no topo da vida partidária de Santa Catarina.

   Só que a vida tem lá suas pegadinhas: LHS morreu às 15:15h, mas foi enterrado no dia 11.

IDOSOS


   Por Emanuel Medeiros Vieira

   Quanto vale um idoso no Brasil? Muito pouco – ainda mais sendo pobre.

   Além da vulnerabilidade emocional própria da idade, dos remédios que precisa tomar (e muitas vezes não tem condições para comprá-los), sente que o modelo (ou sistema, governo, seja qual nome for) não se interessa por ele. É como uma laranja que já foi espremida e pode ser jogada fora. No lixo (no contexto do modelo mercantil no qual vivemos).

   Não é só o governo. Muitas famílias não se interessam por eles. Talvez só aspirem o seu dinheiro, o seu salário. Sofrem a conspiração do silêncio, quando não são humilhados, judiados e ofendidos.

   É claro: não é regra geral o que foi escrito acima.

   Há muitas famílias que valorizam o idoso: reconhecem o que fizeram, têm amor por eles, espelham-se na sua trajetória.

   O Estatuto do Idoso foi sancionado em 2003, após 11 anos de lutas. Muitas de suas cláusulas não são obedecidas pela sociedade.

   Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informa que a população idosa no Brasil já alcança 26,2 milhões, e a estimativa é de que nos próximos 20 anos esse número mais que triplique.

   Lamenta Marise Costa Sansão, presidente da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas e Idosos do Estado da Bahia (de onde escrevo): “Não adianta se ter uma longa vida, mas sem dignidade porque a situação da maioria dos idosos baianos não é boa, pois 75% recebem aposentadorias de um salário mínimo e a maioria está em situação difícil devido ao acúmulo de empréstimos consignados”.

   Também João Bastos Freire Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, chama a atenção sobre princípios básicos para que o cidadão viva com dignidade, através de um preparo para o envelhecimento populacional em suas diversas esferas: saúde, social, educação, econômica.

   “Os números mostram que estava nova realidade do perfil populacional não só bate à porta, mas a escancara. É preciso estabelecer novas diretrizes para atender às demandas da velhice”, pondera o presidente.

   Ele também observou que a “ONU vem lutando pelos nossos direitos em outros países, onde os idosos são tratados com dignidade, mas aqui a repercussão é mínima. Não temos o apoio dos governos para nosso direitos”.
   O Sistema Único de Saúde (SUS) não está preparado para amparar a população idosa.

   Ocorre ainda a discriminação do idoso por parte da sociedade, principalmente em relação á reinserção no mercado do trabalho.

   Muitos idosos se aposentam (mesmo aptos para continuar na labuta), mas continuam a trabalhar, pois os rendimentos da aposentadoria não dão para sobreviver. E o idoso, muitas vezes, não encontra oportunidade no mercado do trabalho.

   Perdoem a platitude ou o lugar-comum: despreza-se o idoso, esquecendo-se que um dia todos o serão – se não morrerem antes.

   Tenho a tentação de terminar com uma palavra de ordem – paródia do que se dizia no movimento estudantil – “Idosos do Brasil: Uni-vos” – mesmo sabendo que eles já estão fragilizados, física e emocionalmente.                          
(Salvador, maio de 2015)

O jornalismo da RBS

   Sem dúvida que nos primeiros momentos da morte de uma pessoa pública, convém não malhar o defunto e mostrar os seus defeitos e desvios de comportamento em blogs e páginas de jornais.

   Mas no Brasil, temos o péssimo hábito de santificar qualquer político morto, mesmo que seu passado esteja eivado de dúvidas sobre a legalidade e moralidade de atos e fatos. 

   A repentina morte de Luiz Henrique da Silveira, que governou Santa Catarina por oito anos, foi transformada pela mídia local na sua santificação. O porque dos meios de comunicação da província agirem de forma tão escandalosamente lisonjeira com o senador morto, tem motivos claros que todos sabemos. 

  Com o cadáver ainda quente, até se entende a tentativa de santificação, mas não precisa exagerar. Distorcer, manipular e esconder fatos notórios da sua vida é mal informar o leitor e a população catarinense.

   Na foto acima, destaco um detalhe de manipulação na biografia do político catarinense feita pelo DC. Na legenda da foto, o editor do jornal cravou: "1958 a 1965 trabalhou durante sete anos como escrivão"

   Escrivão de quê, Diário Catarinense? Escrivão do Departamento de Ordem Social e Política - DOPS, o temido órgão de informação da ditadura militar. Sim, Luiz Henrique tem essa passagem em seu currículo, mas que o DC, fazendo mau jornalismo, esconde de seus leitores.