sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O Carnaval dos Antagonistas


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Carnaval das Antigas

Enquanto 2105 vai dando as caras com seu calor implacável, a Dbregas Drama Band sua todo o guarda-roupa colorido para trazer aos que curtem uma boa patuscada a segunda edição do CARNAVAL DAS ANTIGAS, festinha animada que fez o maior sucesso no ano passado com aquelas velhas marchinhas misturadas ao melhor do repertório da Dbregas.

Neste ano, teremos duas opções: dia 13 de fevereiro, no BAR AÇORES, em Santo Antônio de Lisboa, e dia 14 de fevereiro, no DIVINO GASTROCLUB, em São José.

Assim, pra quem gosta de se antecipar ou pra quem ainda precisa se decidir até lá, aí vão os contatos dos bares pra fazer sua reserva ou conhecer o que lhes aguarda nesses dois dias:


BAR AÇORES:
Telefone: 3235-1377
Facebook: https://www.facebook.com/baracores?fref=ts

DIVINO GASTROCLUB
Telefone: 3249-9000
Site: http://www.divinobarcafe.com.br/2013/
Facebook: https://www.facebook.com/GastroclubDivino?fref=ts

Para todos os ladrões

             Por Marcos Bayer


quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A Falácia do Pleno Emprego e o Regurgitar Midiático Provinciano

Por Eduardo Guerini
Estudando as estatísticas
de emprego e desemprego,
 para entender como a mídia provinciana
 não consegue descrever
 um fenômeno econômico-social.

   Recentemente, o nosso honorável Ministro do Trabalho e Emprego (TEM),  divulgou a flutuação de empregos no Brasil e Santa Catarina.  O Gráfico no período 2003-2014  demonstrado pelo sistema CAGED, aponta para flutuação dos empregos, derivados do ciclo de crescimento da economia e negócios.   Eis que,  a mídia provinciana no afã de produzir manchetes, destaca algo que  não existe  de forma calculada e estatisticamente medida – a geração de empregos e taxa de desemprego. 
   
   O que temos, é um sistema administrativo de informações geradas pelo CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, que demonstra a movimentação INFORMADA pelas empresas e contabilistas – é uma informação administrativa, nada mais que isso.

   Se considerarmos que a geração de empregos, é resultado do acréscimo de postos de trabalho para a população economicamente ativa (PEA), considerando  os padrões mensuráveis, a informação da mídia continua falaciosa , assim como,  a divulgação nos releases ministeriais. 

   Se observado o saldo ajustado, o que aconteceu de 2010 a 2014 , foi um decréscimo na flutuação – saldo entre admitidos e demitidos em todo o Brasil e Estados, na ordem decrescente temos  (2011/2010) – variação negativa de -23,5%,  (2012/2011) , flutuação negativa de -33,05%. (2013/2012) – variação de -14,18%, e, finalmente (2014/2013) , sado negativo de -64,46%.  Considerando os dados,  a  estatística da flutuação demonstra que anualmente, no governo Dilma Rousseff, tivemos fechamento de vagas. 

   Para desespero da mídia provinciana,  o resultado catarinense e regional, mostra uma tendência totalmente oposta ao noticiado, temos alta rotatividade, com fechamento de empregos no setor industrial e da construção civil, e, geração de postos de trabalho no setor de serviços e comercio, ainda que ajustados,  a situação observada é de recessão com desemprego, o que determina uma PRECARIZAÇÃO das relações trabalhistas e queda na remuneração dos assalariados, associada a crescente informalização das atividades laborais.

   Para jornalistas e professores, a situação não é diferente, basta um olhar contextualizado para não enveredar para o regurgito de “releases e interpretações ministeriais”, que tentam mistificar a dura realidade da classe trabalhadora catarinense e brasileira.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Beiramar Shopping abocanha metade de via pública

Foto aérea mostra o naco de via pública abocanhado pelo shopping. Ao lado, a rua Altamiro Guimarães
trancada da Mauro Ramos até a Beira Mar.
   Semana passada tentei estacionar nas cercanias do Beiramar Shopping e durante mais de 45 minutos fiquei parado no trânsito da Av. Beira Mar, Mauro Ramos e Altamiro Guimarães. Quando andava, acabava me enfiando em outro engarrafamento. Parecia rato em guampa. Quanto mais corria, mais me apertava!

   Quando consegui sair da região estacionei perto no Largo Benjamin Constant, em frente ao supermercado Hippo. Dali, segui a pé até a rua Altamiro Guimarães que estava totalmente engarrafada até a Av. Beira Mar.

   Olhando do início da Altamiro Guimarães para baixo, percebi logo onde ficava o nó que acaba trancando todo o entorno do shopping. A via de três pistas, afunila e se transforma em duas. Parte da rua Altamiro Guimarães - importante via de acesso de escoamento à Av. Beira Mar norte - foi "privatizada" pelo poderoso Grupo Koerich, proprietário do Beiramar Shopping. Parte da rua serve de entrada para o estacionamento do shopping que, quando lotado, acaba crfiando uma fila em toda a rua Altamiro Guimarães até a Av. Mauro Ramos.

   Quem autorizou o shopping a se apropriar da metade da via pública? O prefeito? O IPUF? A metade da rua foi vendida para o shopping? Teve dinheiro envolvido na transação?

   E a cambada vive fazendo seminários, viajando pelo mundo e criando teses sobre a mobilidade urbana de Florianópolis!

Affe!!!!


Vigorexia Política do Partido dos Trabalhadores


Por Eduardo Guerini
Em reclusão acadêmica
para ganhar musculatura,
enfrentando a Síndrome
de Adonis do lulo-petismo.


   Consta no corolário de transtornos modernos na vida em sociedade -  a vigorexia, identificada como - Síndrome de Adonis, caracterizada pela insatisfação com o corpo, afetando principalmente homens,  o que leva  à prática exaustiva de exercícios físicos.  Ainda que, o indivíduo tenha uma ótima forma física, continua achando seu corpo inadequado, e, busca constantemente por meio de anabolizantes, e, por paralaxe - a distorção entre a imagem e autoimagem refletida, a forma perfeita. 

   Tal síndrome  produz um transtorno obsessivo compulsivo que necessita de tratamento psicoterápico para fazer com que o indivíduo aceite como realmente é, aumentando sua autoestima.

   Na mitologia Adonis (que  indica a Síndrome dos Vigoréxicos),  era um belo jovem, amado por Afrodite (deusa do amor) e  por Perséfone, esposa de Hades – rei do Mundo Subterrâneo, gerando uma disputa acirrada pelo ciúme.  A escolha de Adonis por  Afrodite enfureceu Perséfone que,  furiosa contou  a Ares (deus da guerra).  Tal confronto produziu uma sentença que  satisfez tanto  Afrodite, como Perséfone. Assim, Zeus  decidiu que Adonis permaneceria seis meses no  mundo subterrâneo com Perséfone, mas teria a permissão de voltar  para Afrodite pelo resto do ano.  

   As disputas entre deusas e deuses, provocaram sempre um vaticínio. No caso de Adonis,  a traição de Afrodite,  fez com que  Ares enviasse um javali  para mata-lo, embora desferindo um golpe fatal,  o jorro  de sangue  transformou-se numa anêmona  - grupo de animais sésseis, predatórios da ordem Actinária,  que utiliza seus tentáculos para capturar alimentos.
As narrativas sobre a imperfeição  humana e suas disputas existenciais são coincidentes com o mundo da política,  lócus de disputa de poder,  símbolo de vigor e beleza, que inebriou partidos e militantes na história brasileira recente.

   O caso mais  comentado na atualidade é sobre a capacidade do Partido dos Trabalhadores (PT) manter sua coesão ideológica (substância) com capacidade partidária (forma). São sucessivas as criticas diante do “estelionato eleitoral” provocado pela atual mandatária  do Planalto Central, ao ponto de um quadro histórico do quilate de Marta Suplicy , vaticinar  : “O PT muda ou acaba!!!”.   

   O próprio criador - Lula,  ao lançar mão  de um receituário para salvar o partido anabolizado no poder, pelos tentáculos da anêmona corruptiva nos sucessivos escândalos do Mensalão, Petrolão e  repartição de cargos  na esfera estatal para militantes, irrigando os cofres do Partido dos Trabalhadores, tratou de naturalizar a corrupção na política. Tratado como Zeus -  Lula (o criador e mentor) da mudança programática do Partido dos Trabalhadores, fez da corrupção -  um símbolo da vegetação política do Planalto Central,  descendo ao submundo  no inverno ideológico – com acordos e tráfico de influência. Na  florescência da vida real (primavera), tenta renovar o apoio do movimento social, especialmente, o sindical - como fórmula para dar substância no ideário-politico original de sua legenda. 

   Nesta distorcida insatisfação com o corpo, o exaustivo exercício da governabilidade no “presidencialismo de cooptação” no lulo-petismo-dilmismo, provoca ciúme da oposição, que está longe da anabolização política, afastada dos cargos do aparato estatal, e, produz a insatisfação de militantes e quadros partidários – diante do transtorno obsessivo compulsivo que financia o projeto de poder. 

   A síndrome de Adonis do lulo-petismo-dilmismo alucina as Cassandras lamuriosas com os destinos da política ortodoxa e neoliberal que empurra o  Partido dos Trabalhadores para uma contradição no seu famigerado “projeto de poder” - rasgando as bandeiras históricas, se afastando do movimento social. Neste isolamento  político, se transformará em mais um partido político sem base social diante de uma democracia representativa em crise. 

   Diante da famigerada vigorexia política do petismo, o melhor  procedimento para os militantes e simpatizantes, seria a psicoterapia coletiva, fazendo que aceitem a condição de partido corrompido e degenerado na prática política de um “projeto de poder” em seu  ciclo descendente. 

   Quem sabe aumentaria a autoestima para defender as políticas econômicas neoliberais e o sequestro do discurso oposicionista pela atual mandatária da republiqueta tupiniquim!!!

   E que venham as Cassandras Alucinadas!!!

domingo, 25 de janeiro de 2015

Luisa e o mundo do circo


   Passávamos de carro pela via expressa sul quando vimos que estavam montando a lona do circo Vostok. A Luisa falou então que o tio Jê disse que a traria ao circo. Mesmo dirigindo naquele trânsito ruim de fim de tarde rumo ao sul da ilha o pensamento voôu e entrei no mundo dos circos da minha vida.

- Respeitável público!

   A frase saiu de repente em alto e bom som. A Luisa ficou atenta. Falei então que era assim que abriam os espetáculos no circo. O "dono", vestido com um casaco vermelho de lantejoulas, camisa e calça branca enfiada em umas botas de cano alto - normalmente eram os domadores - entrava triunfante com uma cartola preta na mão, anunciando o espetáculo.

- Respeitável público!
Uuuaaaauuu!!!!!

   Logo atrás vinha a banda tocando a clássica Entrada dos Gladiadores, de  Julius Fucik, (até solfejei a música para a Luisa) e atrás, pela ordem, bailarinas, trapezistas, malabaristas, mágicos, chipanzés, cavalos e...a palhaçada. Vinham num desfile malcomportado, dando cambalhotas, soltando traques e tropeçando uns nos outros, aquela alegria.

   Luisa ouviu tudo com muita atenção. A expectativa de ir ao circo se tornava cada vez maior, até que chegou o dia e o tio Jê, conforme prometido, a levou ao circo Vostok. Soube, no outro dia, que saíram no meio do espetáculo. A Luisa não havia gostado e pediu para ir embora. Fiquei curioso e preocupado. De repente "desenhei" para ela um circo fantástico, maravilhoso que não existia mais e ela acabou se frustrando.

   Fui procurá-la para saber do acontecido.

- Não tinha graça, vovô! Me disse de chofre, sem dar muita importância à minha curiosidade.

- Mas não tinha palhaço?  insisti.


Esses palhaços...
- Tinha, mas não tinha graça! Tinham até umas mulheres com os cabelos compridos, umas roupas bonitas, que eram penduradas por uma corda no telhado do circo. Mas não tinha graça!

   Bem, frustrado, preferi não falar mais no assunto e saí me sentindo culpado de ter criado tal expectativa na guriazinha. Até me questionei se o meu circo, aquele, era tudo aquilo que havia narrado para a Luisa.
   Passados alguns dias o assunto circo volta à baila. O Circo Tihany estava na cidade. O "dono" do Tihany, francês, foi ao La Cave, gostou, fez amizade com o pessoal  da casa e acabou fazendo um convite especial para que visitassem o circo.

   Lá foi a Luisa para mais uma experiência circense. Desta vez foi maravilhosa. A Luisa adorou os circo, o espetáculo, as cores das roupas, as luzes, as bailarinas, malabaristas e contorcionistas. Mas uma coisa deixou-a pasma, impressionada: o mágico que fazia uma mulher desaparecer!


Alegria...
- Vovô! Ele fez a mulher voar! Sem fio! Sem corda! A mulher foi subindo, subindo e desapareceu! 

   Bem, fiquei feliz com a notícia. Finalmente a Luisa havia entrado no mundo mágico do circo! 

   Depois do espetáculo, o diretor do Tihany convidou a Luisa, os pais, o tio Jê e a Julia para uma visita ao back stage do circo. Bem, essa parte me deu um certo temor pois alguma cena dos bastidores poderia quebrar a mágica do espetáculo, do circo. 

- Vovô, eu vi o mágico de bermuda e sem chapéu, lá atrás. E até uma mulher parecida com aquela que tinha desaparecido, mas não era, pois estava de bermuda e chinela!

   Por pouco, pensei! A mágica estava preservada!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Devassa On Stage e a venda casada.


   Leitor reclama de prática ilegal:

No último dia 17, compareci à casa de shows Devassa On Stage, em Florianópolos, para prestigiar a última apresentação do projeto Gigantes do Samba. O show foi excelente, à altura da carreira de ambas as bandas, o que ficou por baixo foi uma conhecida prática da casa.

Os que conhecem a casa noturna, já sabem que ela pratica venda casada, proibindo os clientes, inclusive de levarem água para dentro da casa. Lá cobram um valor que chega a ser pornográfico de tão absurdo: R$ 10,00 por uma garrafa pequena de água. Isso ocorreu comigo em ocasião do show do Guns N Roses, que ocorreu no primeiro semestre do ano passado.

Atualmente uma nova prática, pelo menos nova para mim, me deixou realmente indignado: Agora ao comprar uma cerveja, nos obrigam a comprar, pelo menos, um copo de plástico da marca Devassa, dizendo que o mesmo poderá ser devolvido e o dinheiro restituído ao final do show.

Quem conhece a casa, sabe que no fim de grandes apresentações, sair do estacionamento é uma tarefa que exige o máximo da paciência e o que resta de energia dos clientes, que chegam a ficar mais de uma hora esperando para sair.

Eu imagino que eles sabem que uma quantidade muito grande de pessoas irá desitir de devolver o copo de levá-lo pra casa, por que os R$ 5,00 pagos pelo copo parecem ser pequenos se comparados ao montante gasto na noite. Na minha opinião, com certeza a casa conta com essa atitude.

Algumas pessoas podem até estar acostumadas a essa leviandade mas, eu fico imaginando até onde podem chegar com esses abusos sem que nada seja feito para pará-los.

Na minha humilde reflexição, a casa além de vulgarizar os direitos do consumidor, contribui muito para a ausência de grandes apresentações na cidade, pois afujenta o público que poderia e ter uma experiência mais gratificante, com pena apenas de não ter ido lá mais vezes.

Johnathan Cardoso

Apenas comentários...


   Por Leal Roubão
   Para entender o Brasil é preciso ler os jornais e refletir muito.

- Policial mata surfista, atirando em suas costas, alegando legítima defesa.
- Ministro das Minas e Energia diz que Deus é brasileiro e que Ele vai ajudar nas chuvas de verão para melhorar os níveis dos reservatórios das usinas hidroelétricas.
- Governador Colombo convida deputado estadual do PP para líder de seu governo e o deputado aceita. Até ontem eram adversários, inclusive nas eleições de 2014.
- Ex-presidente do TCE, Salomão Ribas, aposentado pela compulsória dos 70 anos será o novo procurador-chefe da Augusta Casa, a ALESC. Somando os dois salários o valor ultrapassa R$ 50 mil reais. Um exemplo de devoção aos interesses de SC.
- Governador de SC convida senhora para sua administração e vice-governador a desconvida, pelos jornais.
- Prefeito da cidade de Florianópolis some e o caos aumenta.
- Acharam comprador para o Aeroporto Hercílio Luz.
- Elevadores do Hospital Celso Ramos não funcionam (dois). Nos outros dois sobem e descem alimentos, lixo, doentes e cadáveres.
- Pátria Educadora recebe corte orçamentário de R$ 7 bilhões de reais.
- Gasolina e energia elétrica sobem de preço. Batatas, tomates, roupas, pães, café, arroz, feijão, calçados, pipoca, ingressos de cinema, ovos, carnes, massas e outros também...
- A inflação deverá ficar dentro da meta. Não se sabe qual meta, ainda...
- Dias melhores virão...


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Pinho Moreira desautoriza governador

   É impressionante a prepotência do PMDB quando se trata de abocanhar gordas fatias do governo Raimundo Colombo. Cientes do seu poder de fogo, não fazem a mínima questão de serem sutis. Atropelam sem dó nem piedade o governador Raimundo Colombo e o fazem de forma grosseira e pública. 

   Uma humilhação!
   
   A cena mais recente foi protagonizada pelo vice-governador, Eduardo Pinho Moreira (PMDB). Segundo informou o jornalista Moacir Pereira em sua coluna do dia 19, o governador Raimundo Colombo havia convidado Rose Bartucheski, ex-Berger, para assumir a Secretaria Regional da Grande Florianópolis. Rose é do mesmo partido do governador, o PSD.

   O PMDB não deixou de barato. A reação peemedebista veio a cavalo: 

- "Se foi convidada será desconvidada", rosnou Eduardo Pinho Moreira, na mesma coluna, afirmando que a vaga é do PMDB e deixando claro que o governador não manda nada.

   É o PMDB fazendo Raimundo de Rainha da Inglaterra!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

LEMBRANÇA

  

   Por Jaison Barreto
   Pode não ser a regra, mas na política é muito comum infelizmente: a maioria dos que plantam não colhem, e muitos dos que colhem nunca ou pouco plantaram.

   Os exemplos estão aí à vista de todo mundo, aos montes. Adulteram, manipulam números, mentem, mistificam se aproveitando do trabalho dos outros, e pior, desonrando o que foi construído com sacrifício e dignidade.

   Neste País ridicularizado pelo apelido “Pátria Educadora”, com um Ministro da Educação tipo Cid Gomes e outros espetáculos deploráveis de degradação moral e cívica, lembro hoje o 14 de janeiro de 1984.

   Transformações sociais, só se conseguem com a constância das marés e a fortaleza dos que pregam no deserto.

   “As Diretas” nas areias de Balneário Camboriú foram um bom exemplo.

   Saudações Diretas

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Lewandowski, Salvaro e a insegurança jurídica

   A decisão do presidente do STF, Ricardo Lewandowki, de conceder liminar em favor de Clésio Salvaro (PSDB), determinando posse imediata na prefeitura de Criciúma, vem levantando dúvidas nos meios jurídicos e políticos da Santa Catarina, sobre o porque da urgência em pleno período de recesso do judiciário.

   Não existe a menor justificativa para tal urgência já que o processo tramita na justiça desde 2012. Clésio Salvaro, quando deputado estadual,  foi condenado por abuso do poder econômico e político por conta de casamentos coletivos, realizado com o apoio do tribunal de Justiça,foi atingido pela Lei de Inelegibilidade que previa suspenção dos direitos políticos por três anos. Ainda não havia a lei da Ficha Limpa.

   Como a eleição ocorre de 4 em 4 anos, Salvaro, estratégicamente, não recorreu da decisão e, em 2012, se candidatou a prefeito com seus direitos políticos plenamente adquiridos. Nesse meio tempo surge a Lei da Ficha Limpa que prevê a suspensão de direitos políticos para 8 anos. A justiça, atendendo ação proposta pelo PMDB de Criciúma, entendeu que Salvaro era Ficha Suja que agora teria que ser enquadrado na nova lei. Em suma, pagou 3 anos e depois, de lambuja, tomou mais 5 no lombo. Essa é a justiça.

   Mesmo com a estapafúrdia decisão da Justiça, Salvaro se candidatou em 2012, e foi eleito prefeito de Criciúma com mais de 76% dos votos. Eleito não tomou posse. Não conseguiu reverter a situação na Justiça Eleitoral.

   A luta jurídica
   Esgotados todos os recursos na Justiça Eleitoral, em 14 de dezembro de 2012, Salvaro entrou com cautelar no STF que foi negado pelo ministro Celso Mello.
   Em 14 de agosto de 2013, Salvaro entrou com recurso extraordinário de agravo que teve a tramitação suspensa por Celso Mello, até o julgamento do mérito do assunto pelo pleno do STF.
   Em 25 de agosto de 2014, Salvaro entra com outro agravo que o ministro Celso Melo negou e mandou arquivar. 
   Em 7 de janeiro de 2015, em pleno recesso do judiciário, Clésio Salvaro protocola nova ação cautelar. Nas férias do ministro Celso Mello, titular desta ação, o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, sem qualquer cerimônia, um dias depois da entrada da ação, defere liminar para empossar "imediatamente" Clésio Salvaro no cargo de prefeito de Criciúma.

   Qual a urgência? 
   O ministro Lewandowski não deu a mínimo importância para a existência de uma nova eleição realizada em março de 2013, onde Márcio Burigo (PP) foi eleito com 72% dos votos dos criciumenses, com apoio de Clésio Salvaro.

   Celso Melo na sua volta das férias, provavelmente reverterá a açodada decisão de Lewandowski, de considerar "urgente" a posse de Salvaro, criando um impasse jurídico. Mesmo com razão no mérito de sua tese, Clésio acabou beneficiado pessoalmente pela decisão do presidente do Supremo, em detrimento ao interesse público (população de Criciúma) bem maior a ser protegido pela justiça.

   Vida pregressa
   Ricardo Lewandowski já é conhecido nos meios jurídicos por decisões estranhas sempre nos recessos forenses.
   Lembrando apenas casos aqui da aldeia, em janeiro de 2014, o ministro  Lewandowski, em pleno recesso forense, substituindo o então presidente Joaquim Barbosa, cassou a liminar que suspendia a aplicação do IPTU de Florianópolis.
   Nas mesmas férias, concedeu liminar favorável em cautelar do deputado João Pizzolati (PP), tornando-o Ficha Limpa. 
   Os dois casos foram sumariamente revertidos quando Joaquim Barbosa reassumiu a presidência do STF.

   Moral da história: Em casos de difícil solução, procure o ministro Ricardo Lewandowski, em período de recesso do judiciário. Fácil, fácil!

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Próximo Charlie Hebdo tem Maomé chorando na capa...de novo

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,proxima-edicao-do-charlie-hebdo-tera-3-milhoes-de-exemplares,O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,proxima-edicao-do-charlie-hebdo-tera-3-milhoes-de-exemplares,1618880
Edição terá 3 milhões de exemplares e será traduzida para 16 idiomas.


   A capa da próxima edição do jornal francês "Charlie Hebdo" trará uma caricatura de Maomé segurando uma placa que diz "Eu sou Charlie" e terá o título "Tudo está perdoado", segundo divulgou o "Libération" no Twitter nesta segunda-feira (12).

Leia matéria completa. Beba na fonteO material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,proxima-edicao-do-charlie-hebdo-tera-3-milhoes-de-exemplares,1618880

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Escândalo das próteses chega a SC

Somente em dois anos de governo Luiz Henrique da Silveira foram gastos R$ 94.750.069,00 em órteses e próteses. Tudo feito sem licitação ao arrepio da lei.


O Escândalo das Próteses, denunciado no programa Fantástico da Rede Globo, revelou ao Brasil as terríveis falcatruas cometidas por médicos, hospitais e agentes públicos por todo o país.

Santa Catarina entra agora na lista dos estados envolvidos na terrível ação criminosa com as denúncias sobre o Hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, onde médicos negociavam propinas para recomendar colocação de stents em pacientes que não tinham necessidades. Segundo as denúncias, o uso de stents vencidos rendiam propinas mais polpudas.

Isso tudo na verdade mostra o estado de descontrole das instituições fiscalizadoras no pais, que acaba incentivando a corrupção. Ninguém fiscaliza nada num verdadeiro jogo de faz de contas. Mesmo o Ministério Público, Tribunais de Contas, Corregedorias e outras instituições quando são acionadas muito pouco fazem para sanar os desvios.

A imprensa tem papel fundamental neste caso. Em 2014, o jornal Página 3 , de Balneário Camboriú fez uma série de reportagens sobre fraudes no Funservir, apontando a empresa Strehl como uma das principais envolvidas. A empresa faturou quase R$ 2 milhões junto ao Fundo nos últimos anos. Agora estourou!

Governo LHS
Nos anos de 2004, 2005 e 2006, foram encaminhadas várias denúncias à Procuradoria Geral de Justiça de SC, ao Tribunal de Contas do Estado de SC e à Procuradoria Geral da República do Estado de SC, que mostravam a excessiva aquisição, sem licitação, de órteses e próteses, por parte da Secretaria de Estado da Saúde.

O assustador montante de valores desembolsados sem a mínima justificativa técnica por parte da Secretaria de Saúde, à época comandada pelo médico Fernando Coruja (PDT), chegou ao vultoso volume de quase R$ 95 milhões.

Até agora nada aconteceu. Luiz Henrique da Silveira continuou durante seus dois mandatos fazendo compras milionárias sem licitação, ao arrepio da lei.

Leia matéria do Cangablog publicada em março de 2012 sobre o festival de dispensa de licitação do governo Luiz Henrique.




sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Carta ao jornalista Sergio Rubim

Lages, em 09 de janeiro de 2015.


Caro Canga,
Leitor do teu blog, não posso deixar de fazer alguns comentários sobre tua matéria relatando a nova vida do prefeito Elizeu Mattos.

Eu faço o acompanhamento médico do cidadão. Ele está em perfeito estado de alerta mental: Não pode ouvir ruídos extremos, pois começa a suar. É um suor gélido...

Tem se ocupado de jogos pedagógicos, do tipo quebra-cabeças, e um dos preferidos é “Criminal Minds”, baseado no seriado da televisão.

Tem se alimentado de frutas, legumes e carnes. Está fazendo uma dieta estética.

Sonha todas as noites e as imagens recorrentes são relativas à água corrente, poços, drenos, rios e canos.

Balbucia, no intervalo das frases durante as conversas, algo parecido com gaeco, galeco, caneco...

Diz que pretende se mudar para a Palestina quando sair desta situação. Não quer mais saber de água e seus derivados. Quer viver em terra seca, totalmente seca.

Sente falta dos amigos do PMDB, mas não perde a esperança de revê-los.

Eu diria que o quadro ainda é satisfatório.

Att, Pinel Blanco HabaneroMédico Psiquiatra - Formado em Cuba

Governador e deputado lançam a dupla sertaneja Serra & Mar




   Foi no último dia 8, a estréia da mais nova dupla sertaneja do Sul do Brasil: Serra & Mar. Formada pelo deputado federal Esperidião Amin e pelo governador Raimundo Colombo a dupla se apresentou na tradicional Festa do CTG Mangueira Velha de Santa Isabel, distrito de São Joaquim, SC. 

   Na estréia cantaram(e dançaram) o Canto Alegretense e, por exigência da platéia, o Menino da Porteira.

   A dupla de músicos, adversários políticos na última eleição, parecem afinados no canto e na dança. Pela perfomance demonstrada, têm futuro garantido como músicos, caso fracassem na política.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Quartel da PM vira hotel de luxo em Lages

   A sede do 6º Batalhão da Policia Militar, em Lages, tem vivido dias de festa e ôba ôba desde que recebeu seu hóspede mais ilustre, o prefeito Elizeu Matos.

   Preso por acusação de corrupção na Operação Águas Limpas de Lages (GAECO), o prefeito é acusado de liderar um esquema criminoso que desviou milhões de dinheiro dos cofres públicos.

   Por ter foro previlegiado Elizeu Matos foi enjaulado, dia 5 de dezembro, em uma dependência do comando da PM na cidade, ao contrário dos outros quadrilheiros que estão no "veneno", o presídio da cidade no bairro Santa Clara.

   A chegada do prefeito à sua nova moradia já foi cheia de glamour. Elizeu Matos foi recebido com uma salva de foguetes Caramurú atirados por um ex-eleitor indignado com a roubalheira.

   Isso era apenas o começo. Segundo nos informa o blog do Edson Varela, Eliseu vive dias de glória no quartel da PM. O que era para ser uma prisão, afastando o dito cujo do convívio social, virou uma festa. 


ROTINA DE ELIZEU NO QUARTEL DA PM
Quantidade de visitas ao prefeito afastado é bastante significava no quartel da PM. Empresários, lideranças políticas, familiares e amigos têm se revezado numa estratégia de não deixar Elizeu se sentir só no recolhimento forçado. A esposa Cristiane Garcez tem passado a maior parte do tempo possível em companhia do marido. E a alimentação paga pela família é fornecida principalmente pelo restaurante SUR (um dos principais da cidade), sem utilizar aquela disponibilizada pela PM.

   O ânimo de Elizeu só não está melhor pela ausência, no livro de visitas, do nome do seu padrinho e mentor o senador Luiz Henrique da Silveira ou de qualquer outro líder estadual do PMDB.

   No Juliu's Café, no centro de Lages, a dúvida dos frequentadores é sobre as mordomias dispensadas ao alcaide. Será que o comandante da PM dispensa estas regalias somente ao prefeito ou está liberado geral para todos os hóspedes da casa.
*

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Prefeito some e abandona Florianópolis

Semáforo da Av. Rio Branco não funciona desde manhã.
   As versões para o desparecimento do prefeito de Florianópolis, Cesar Junior, são as mais variadas. Ainda há pouco na rádio CBN, o jornalista Renato Igor noticiou a ausência do prefeito em uma entrevista sobre o Carnaval de 2015. Segundo o apresentador do Notícias na Tarde, Cesar Junior teria "furado" o encontro, mandando a secretária de turismo em seu lugar, com medo de ser inquirido sobre o aumento do IPTU que tenta impor goela abaixo na população da cidade.  

   Com uma série de problemas acontecendo na capital, lotada de gente e carros até os tubos, nesta temporada de verão, a ausência do prefeito e de seus subordinados gera uma reação bastante hostil da população nativa de Florianópolis.

   Alguns já dizem que o prefeito estaria em segunda Lua de Mel com sua esposa, de quem estava separado há algum tempo. Outras línguas, mais ferinas e maldosas, dizem que o prefeito herdou do pai, a inapetência para a gestão.

   Fofocas ou mentiras, a verdade é que a cidade vive dias de caos tendo como principal protagonista o trânsito e seus operadores. A grande promessa de campanha de Cesar Junior era a famosa "sincronia dos semáforos", por favor não confundir com a "sinfonia dos pardais", tão em voga no momento na capital.

   Recebi agora uma mensagem de leitor do blog com o seguinte teor:
Onde está o prefeito? Saiu de férias e apagou as luzes? Semáforo da Av. Rio Branco com Rua Esteves Jr. PIFADO desde hoje cedo. Nenhum guarda municipal ou qualquer sinal de que alguém esteja preocupado.

   Bem, vários semáforos não estão funcionando na cidade e não se vê nenhum sinal de que serão arrumados. Hoje cedo, por volta de 8:30h, enfrentei um pequeno engarrafamento ao sair da Av. Beira Mar e entrar na rua Frei Caneca, ali na Praça Celso Ramos. O semáforo estava intermitente no amarelo. 

   O transporte público da cidade está outro caos. Ficou pior do que antes que já era trágico. O prefeito e os proprietários de empresas de ônibus fizeram um jogo de cena e parecia que tudo iria mudar. Criaram o tal Consórcio Fênix, que vem a ser a junção das empresas   Estrela, Emflotur, Transol, Insular e Canasvieiras, que já atuavam no transporte da cidade, pintaram os ônibus de azul, mudaram o nome do projeto e fizeram uma baita "caca".

   Uma decepção!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Os reis magos...



   Por A. A. Bracatinga

   Assim como na Espanha, na Inglaterra e na Dinamarca, aqui em Santa Catarina vivemos uma monarquia parlamentarista.

   Na católica Espanha, regime mais próximo ao nosso pelo liame da fé, o dia dos Reis Magos, 06 de janeiro, é o mais comemorado e nele acontece a doação dos presentes.

   Na Bíblia eram os três reis, guiados pela estrela flamejante, indo em direção à manjedoura para encontrar Jesus Cristo recém-nascido.

   Em Santa Catarina, com as adaptações necessárias, os reis vão ao encontro de Sua Alteza, Raimundo Colombo, na Coxilha Rica.

   Guiados pela estrela do PT do Pacto por SC, Eduardo Mão Real leva uma arca com ouro e diamantes. O rei Badekinho leva um viveiro repleto de pássaros, entre eles, pardais. Merísio Gélido a lista dos pedidos dos 40 amigos de Ali Babá.

   Sua Alteza afortunada começa a desenhar a própria sucessão. O presente de Eduardo Mão Real é escondido até o próximo conclave. Os pássaros de Badekinho serão distribuídos entre o povo e cobrados em fatura posterior. Merísio Gélido será o responsável pelo atendimento dos quarenta amigos, entre eles, ele.

   O primeiro pedido é a aprovação do “Plano para governar o governo” que foi encomendado aos consultores da Roland Berger (http://www.rolandberger.com/expertise/experts/) e aos nacionais (http://www.rolandberger.com/expertise/experts/index_country_brazil.html).

   Não se sabe a que preço e nem como foram pagos ou escolhidos os consultores. Sabe-se que não foram professores de Administração Pública da UDESC ou da UFSC. É uma pauta interessante para a imprensa, para o MPSC e para o Tribunal de Contas.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Claro, cristalino...

O fim da História
 
J.R. Guzzo*

É possível que 2014 acabe entrando para a memória política brasileira como o ano em que o Partido dos Trabalhadores morreu. Morreu por suicídio involuntário ou. então, por ter inoculado em si mesmo uma doença prolongada, progressiva e incurável chamada corrupção — enfermidade que degenerou suas células e o transformou em algo que não tem mais nada a ver com aquilo que sonhava ser quando nasceu. O PT continua vivo, aliás, vivíssimo, como máquina de ocupação do Estado. Mas não é mais, como pretendeu ser um dia, o partido dos brasileiros que vivem do seu trabalho; ou, menos ainda, um movimento que chegou a se imaginar como alternativa para o capitalismo no Brasil. Hoje, tragicamente, o PT da vida real é apenas o partido das empreiteiras de obras públicas, dos vendedores de bens e serviços para o Estado e de todos os que têm como ramo de negócio o assédio permanente ao Erário. É coisa que vem de longe — desde que o PT começou a tomar gosto pelo desfrute do governo. Agora, neste fim de 2014, está reduzido a um empreendimento comercial. É o que comprovam os fatos indiscutíveis revelados na presente investigação judicial sobre a corrupção na Petrobras — a roubalheira sem limites, sem controle e sem paralelo na História do Brasil que ganhou o título de petrolão e passou a ser a marca mais notável dos 34 anos de existência do PT.

Como um partido político pode sobreviver se perdeu a honra? Talvez pudesse haver alguma esperança se o ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff e a maioria das lideranças do PT decidissem romper com a estratégia de corrupção serial que hoje é a principal razão de ser do partido, e o centro vital de seu programa como organização política. Mas nenhum deles dá o menor sinal de querer alguma coisa parecida com isso. Ao contrário, o partido se mantém amarrado pelos quatro cantos com a corrupção — como prova, dia após dia, seu compromisso de defender a todo custo a conduta central da Petrobras e do seu alto-comando. Em vez de condenar os crimes cometidos ali durante os últimos doze anos, ou pelo menos tomar distância deles, o PT mergulhou de cabeça na cumplicidade com os ladrões. Chegou a ponto de conduzir no Congresso uma CPI que concluiu, em 900 páginas de relatório, que não havia nada de errado na Petrobras do petrolão; teve de voltar atrás, depois, ao perceber o tamanho da insensatez. A situação de Dilma, que desde 2003 é a pessoa mais influente na empresa, não é melhor que a do partido. Para ter certeza disso, basta fazer uma pergunta bem simples: a presidente pode ir hoje à televisão, em cadeia nacional, e jurar que durante esse tempo todo nunca soube de nenhum problema sério nos negócios mais importantes da Petrobras? Não pode. Xeque-mate.

Ao deixar-se contaminar pela corrupção, logo depois de ganhar suas primeiras eleições municipais, há cerca de trinta anos, o PT certamente não queria se matar. Na verdade, imaginava que roubar um pouco não faria mal a ninguém. (O ex-presidente Lula não admitiu, pouco tempo atrás, que achava razoável assaltar um banco aqui ou acolá, pois banqueiro tem dinheiro de sobra? Eis aí o espírito da coisa.) Mas esses cálculos, na melhor das hipóteses, eram puro auto-engano. Como se sabe muito bem, não há vício que leve à virtude, e, no caso do PT, roubar um pouco só levou a roubar mais — das prefeituras para cima, da propina paga peia companhia de ônibus do município às pilhas de dinheiro ofertadas pelas maiores construtoras do país, do mundinho da merenda escolar ao mundão dos negócios de cachorro grande. Ali se fala inglês. Vai-se do real aos milhões de dólares depositados em contas no exterior. Do outro lado do balcão estão multinacionais, fundos de pensão, a carteira do BNDES — e, como se vê no petrolão, o saco sem fundo da Petrobras. É onde estamos. Hoje, quando se fala em PT, é raro ouvir alguma coisa ligada ao mundo do trabalhador. Pelo que se ouve, o PT virou um partido obrigado a explicar o tempo todo coisas como sobrepreço, obra sem licitação, "aditivo contratual" e outras maravilhas parecidas.

O PT de Lula, do governo Dilma e da "base aliada" no Congresso continua existindo, é claro, com toda a sua capacidade para fazer o mal — e até o bem, se quisesse. Continua sendo o maior partido político deste país. Continua nomeando gente que manda. Tem, pelos seus cálculos, quase 1,5 trilhão de reais para gastar no Orçamento de 2015. Mas virou outra coisa. Depois de andar durante três décadas com a carteirinha de autoridade no bolso, principalmente nos últimos doze anos, o PT perdeu a fé. Não foi capaz de trazer para o debate nacional, durante esse tempo todo, uma única ideia que prestasse, ou que pudesse ser chamada de ideia. Não conseguiu formar nenhuma liderança real em toda a sua história, uma só que fosse — continua, exatamente como na sua fundação, em 1980, só tendo Lula e, abaixo dele, um abismo. Alguém poderia citar um nome remotamente parecido para desempenhar seu papel no partido? Na última campanha eleitoral, o PT teve cerca de 350 milhões de reais, mais que qualquer outro competidor, para reeleger a sua candidata à Presidência. Partido dos Trabalhadores? Está na cara que uma organização com mais de 350 milhões para torrar numa campanha não pode ser o partido dos trabalhadores; pode ser qualquer coisa, menos isso.

É incompreensível, da mesma forma, que esteja do lado da população brasileira, para valer, um grupo político que causou tanta destruição no patrimônio popular quanto o PT. Nunca antes, desde a fundação da Petrobras, em 1953, um governo foi capaz de provocar tantas perdas em seu valor, em seus cofres e em sua reputação. As ações da Petrobras, cotadas a mais de 50 reais em 2008, quando chegaram a seu preço mais alto, estão fechando este ano abaixo de 10; o valor da empresa, então acima de 730 bilhões, caiu hoje para 115. A tenebrosa Refinaria Abreu e Lima, em construção desde 2007, em Pernambuco, e a grande estrela das atuais investigações de corrupção, é um dos maiores desastres da história da indústria brasileira; orçada inicialmente em 2,5 bilhões de dólares, pode acabar custando até oito vezes mais, e continua sem data de entrega após sete anos em obras. Desde que o PT chegou ao governo, cerca de 800 000 contratos sem licitação foram assinados pela Petrobras. Tanto Lula como Dilma sabiam perfeitamente disso — mas hoje, depois que a casa caiu, dizem que jamais perceberam irregularidade alguma nos negócios da empresa. Esperavam o quê?

Há muito mais a dizer, e a História certamente dirá — a esta altura, por sinal, não existe mais nenhuma possibilidade de que a calamidade geral da Petrobras deixe de ter um peso decisivo no julgamento final da passagem de Lula, Dilma e PT pelo governo do Brasil. A alegação de que a roubalheira se limitava ao quintal da arraia-miúda da companhia, longe dos excelsos olhos de Suas Excelências, tornou-se comprovadamente inverossímil diante dos fatos — é uma "fabulação", como diria a presi-dente Dilma. Um único episódio, ocorrido cinco anos atrás, é suficiente para deixar isso mais do que claro. Em 2009 o Tribunal de Contas da União informou a existência de indícios sérios de corrupção nas obras da Refinaria Abreu e Lima, e o Congresso, com "base aliada" e tudo, aprovou uma resolução que suspendia o repasse de verbas para o projeto. Lula, muito simplesmente, vetou a decisão. Ela poderia pôr em risco "25 000" empregos, explicou o então presidente — uma repetição ao pé da letra da desculpa mais velha, e mais eficaz, que as empreiteiras utilizam quando a coisa aperta para o lado delas. Dilma, que segundo o delator-mor do petro-lão foi informada, sim, dos desatinos então cometidos na estatal, não pode, obviamente, ter ignorado esse veto — como vem dizer, agora, que o governo "apurou" todas as denúncias?

O que a presidente e Lula fizeram foi exatamente o contrário — sabotaram as investigações, isso sim, enquanto acharam possível esconder a realidade. Dilma, para complicar as coisas, está diretamente envolvida na compra da refinaria americana de Pasadena pela Petrobras, talvez o mais inexplicável de todos os maus negócios já fechados em mais de meio século de existência da empresa. Sua amiga de confiança, braço-direito e alma gêmea Graça Foster, a atual presidente da companhia, mentiu expressamente ao declarar que ignorava denúncias de corrupção em negócios da empresa com pelo menos uma fornecedora estrangeira; tem a seu crédito, também, a ideia de lançar no balanço da Petrobras valores relativos a propinas pagas no processo geral de corrupção ora em apreciação pela Justiça. Como resultado direto de toda a ladroagem já denunciada, a maior empresa do Brasil está encerrando o ano com uma humilhação sem precedentes: não conseguiu fechar até agora o balanço de suas contas do terceiro trimestre de 2014, pois nenhuma firma de auditoria séria está disposta a examinar o documento. Quem teria coragem de acreditar em algum número apresentado pela Petrobras de Dilma & Graça?

O jornalista Fernando Gabeira escreveu há pouco que o PT morreu quando Lula chegou à Presidência, em 2003; a partir dali, continuou morrendo. É precisamente isso. Suas lideranças desistiram de construir o futuro; ficaram 100% absorvidas em desfrutar as atrações do presente. Agora é só isso que têm — e isso só dura enquanto o chefe durar. A história do PT acabou porque o partido não tem mais nenhum interesse em buscar um país diferente desse que está aí, pois descobriu no governo que gosta das coisas exatamente do jeito que elas estão. O partido não resistiu, lá atrás, à primeira mala de dinheiro que jogaram em uma de suas mesas; na verdade, sua resistência aos métodos políticos da "direita" revelou-se, para surpresa geral, de curtíssima duração. Agora não dá para voltar atrás — colocar "a pasta de volta no dentifrício", na imagem da presidente Dilma. Hoje o PT e sua máquina de propaganda estão reduzidos a ficar defendendo empreiteiras de obras — é isso, na prática, que significa seu combate contra as investigações do petrolão — e a organizar rotas de escape para as punições ora em gestação nas engrenagens da Justiça penal. Há um vale de lágrimas pela frente. A corrupção na Petrobras não é só a malfadada Refinaria Abreu e Lima; estende-se às obras do Comperj, no Rio de Janeiro, ao consórcio de empresas montado para fornecer sondas e outros equipamentos pesados à empresa e sabe lá Deus o que mais. Pior ainda, a corrupção no governo não fica só na Petrobras; espalha-se por toda a vasta porção da máquina pública que o PT e a "base aliada" privatizaram em seu benefício. Não adianta grande coisa, aí, atolar-se ainda mais na cumplicidade com as gangues partidárias do Congresso em busca de "blindagem política", ou esperar que "a mídia canse" de falar do assunto. Os políticos podem dar apoio, mas não assinam sentenças. Os fatos podem sair do noticiário, mas não vão sair dos autos.

Ninguém, em toda a história política do Brasil, foi tão longe na estrada do sucesso, nem tão rápido, como o PT. Quem poderia imaginar, na época da fundação, que uma entidade montada por chefes de sindicatos em comícios num estádio de futebol iria se tomar o maior partido político do Brasil? Como prever que esse partido criado no calor de greves operárias, sem nenhuma consulta à "esquerda" que até então se achava a única força autorizada a falar pelos trabalhadores brasileiros, viria a ocupar quatro vezes seguidas a Presidência da República? O triunfo foi realmente imenso — mas não foi duradouro. O PT, enquanto crescia, foi perdendo a alma. Para ganhar cada vez mais, teve de ficar cada vez menos parecido com o que foi, ou quis ser. O resultado é que hoje, quando poderia estar vivendo a sua hora mais brilhante, chega, também ele, ao fim da História.

*J.R. Guzzo é articulista da revista Veja