terça-feira, 30 de setembro de 2014

Mentiras e descaso com a Segurança Pública

   Por Tico Lacerda

   É evidente que o debate de hoje será centrado na questão da segurança pública. Portanto, reitero o seguinte: o governador mente quando diz que fez o maior investimento em segurança da nossa história. 

   No mesmo dia Em que gastava com publicidade na RBS e DC, propagandeando que estava investindo 115 milhões, o jornal concorrente ND da RIC-RECORD, trazia em suas páginas, as autoridades da SSP, reconhecendo a necessidade de mudar o sistema dos rádios das policias e DEAP, de analógico para digital, porém afirmando que não possuíam recursos para isso (precisavam de 15 milhões e olha que já tinham recebido 10 milhões do BNDES). 

   A Anatel já recomendava essa migração desde 2010. Fui "investigar", pois não é a minha função e descobri que a empresa DIRECTA de Lages, que recebe todos os anos 4,5 milhões para fornecer esse serviço sucateado e que auxilia os criminosos, pois são facilmente interceptadas as conversas dos policiais e agentes do DEAP, é de um grande amigo e concunhado do governador.

   Dizem que seus negócios nunca prosperaram tanto como nos últimos 4 anos. OU seja, hoje as nossas polícias enfrentam o crime organizado, sem possuírem nem o básico, que é um bom e ágil sistema de comunicação entre todos. Isso é um crime contra todos nós catarinenses e aqueles que escolheram o nosso estado para viver e pagarem seus impostos!! 

   O governador faz a sua campanha a base de publicidades mentirosas e milionárias. Contrata para seu assessor direto de comunicação, o editor chefe do Diário Catarinense, da RBS e por isso, não saiu sequer uma linha a respeito do que volto a denunciar aqui. 

   Isso é uma vergonha e um desrespeito para com todos nós!! Cchega de mentiras e farsas!!! Com essa nova onda de atentados ocorrendo em nosso estado, não é possível que um irresponsável desses e seus protetores não sejam desmascarados no debate de hoje dentro da própria empresa que oculta e abafa esses fatos criminosos!!!

As eleições em 2014 são de JKB.


   
   Por Leal Roubão*   

   Se der Raimundo Colombo está bem para JKB. O João Raimundo entrou na vida pública pelo mão do chefe. Primeiro nos Comandos Sociais, obra assistencial nos morros da Capital e depois em vários outros cargos da burocracia pública catarinense. CASAN e CELESC, inclusive.

   Se der Paulo Bauer também. Este começou sua vida política na ERUSC, o programa de eletrificação rural catarinense e ocupou cargos de confiança sendo indicado por JKB, inclusive a candidatura a vice governador de SC.

   Se der Paulo Roberto Bornhausen está bem. É seu filho. É o único que pode incomodar no futuro, pois agora convertido ao socialismo brasileiro é capaz de tomar rumos diferentes da escola do seu pai.

   Sendo vitorioso Dário Berger, também está bom. Dário começou no PFL pela mãos de Bornhausen, lá em São José. É da mesma escola política.

   Assim, caro eleitor, em 2014, as principais candidaturas ao governo e ao senado são da escola JKB.

   Claro que nem todos os alunos foram fiéis ao mestre em todo o percurso. Mas, nada impede que voltem a ser. Tudo depende dos planos de LHS (Luiz Henrique da Silveira) e do resultado da eleição presidencial.

   Uma coisa é certa: O que JKB plantou desde 1979 está colhendo agora.

   Leal Roubão recebeu convite para participar do próximo governo como secretário de comunicação e propaganda. Seja Colombo, seja Bauer, o convite foi feito por JKB.



Fazendo negócios!

domingo, 28 de setembro de 2014

Foto de Domingo

Do Milton Ostetto


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.          
                                               
(Fernando Pessoa)

“Lira Paulistana - Um Delírio de Porão”

   
     Será no Circo da Dona Bilica, em Florianópolis, dia 3 de Outubro, o show do Grupo Engenho para o lançamento do livro “Lira Paulistana - Um Delírio de Porão”, movimento cultural do qual o Engenho fez parte. 
  
    Riba de Castro, autor do livro (já lançado em SP dia 11 de setembro) e Fernando Alexandre (autor do "Dicionário do Manézinho" e do Blog "Tainha na Rede") participam do lançamento autografando o livro e contando alguns casos & ocasos da aventura. 
     
   Os dois foram parceiros, em São Paulo, na Lira Paulistana, que foi um grande movimento de vanguarda musical no país. O Grupo Engenho que também fez parte dessa história estarás presente com o LP "Força Madrinheira" e a participação no projeto "Boca no Trombone", em Curitiba.

Justiça bloqueia mais R$100 mil da conta de Dário Berger

   Com os bens já bloqueados pela justiça no valor de R$ 2.500.000,00 (dois milhões e quinhentos mil), envolvido em processos de corrupção denunciados pelo MP, ex-prefeito Dário Bergue aparece com R$ 100 mil reais em sua conta de campanha. Dinheiro clandestino que não foi declarado à Justiça Eleitoral. 
   
   O Juiz Luiz Antônio Fornerolli, da 1ª. Vara da Fazenda Pública da Capital, determinou ao Banco Central do Brasil que bloqueie a doação de R$ 100.000,00, que o candidato ao senado, Dário Elias Berger (PMDB), teria realizado como doações finaceiras à sua própria campanha eleitoral, embora esteja com seus bens indisponibilizados nesta e noutras demandas judiciais. 

   Dário berguer responde diversos processos por Improbidade Administrativa, contratação sem licitação, pagamento de serviços sem realização de licitação e desvio de dinheiro público.

    
O surgimento da doação de R$ 100 mil, que não estavam declarados na prestação de contas  à Justiça Eleitoral, soou como um deboche à Justiça que rastreia bens camuflados de Dário Berger para colocá-los à disposição para pagamentos em possíveis condenações nos vários processos que responde.


    Candidato do PMDB, Dário Elias Berger, aparece agora também no Escândalo do Porta Malas (similar ao dólar naq cueca, do PT) no qual dois funcionários da prefeitura de Florianópolis foram presos em flagrante pela PF com cerca de R$100 mil e milhares de santinho de Berger, na saida de Porto Alegre.
   
MAFIA DOS PARDAIS
   Dário Berger é réu em duas ações de improbidade (ENGEBRÁS) propostas pelo Ministerio Público, tendo como objeto a cotratação da máfia das multas. As ações estão descritas no abaixo.
   Por coincidência, no caso da apreensão do dinheiro com santinho, havia um termo aditivo 
no valor de R$ 600 mil a favor da empresa KOPP, integrante da mesma máfia. A empresa KOPP encarregada de administrar radares em Florianópolis e que sofre investigação da Polícia Federal por suspeita de corrupção em várias cidades do país. Dário Berger foi quem trouxe a KOPP para Florianópolis quando prefeito. A KOPP é aquela empresa que fabricou o painel eletrônico de votação (clic) do Senado que, após uma investigação se comprovou tratar-se de equipamento passivel de violação, de fraude!



Relação de processos que Dário Berger responde na justiça:









sábado, 27 de setembro de 2014

LUPICÍNIO

   
Por Emanuel Medeiros Vieira

Viva Lupícinio Rodrigues (1914-1974)! Ele completaria 100 anos em 16 de setembro.

   Foi autor de clássicos como “Esses Moços”, “Loucura”, “Nunca”, “Ela Disse-me Assim”, “Felicidade”, “Vingança”, “Volta”, “Se Acaso Você Chegasse”.

   Transfigurou a “dor de cotovelo” em arte. Das mais belas. O pesquisador Rodrigo Faour, autor do livro “História Sexual da MPB” (2006), afirma que “Lupícinio, ao lado de Herivelo Martins (1912-1992), foi um dos pioneiros, um dos fixadores do samba-canção na década de 1940”.
   
   Complementa Faour: “E Com essas músicas machucadas de amor ele munia o repertório de Linda Batista, Francisco Alves, Nelson Gonçalves, Isaura Garcia, Orlando Silva – todos os grandes cantores de rádio gravaram muito o mestre Lupicínio”.

   E não só eles, como lembra Chico Castro Jr. Praticamente, todos os grandes nomes da MPB pós-bossa nova também gravaram Lupícinio: Paulinho da Viola (“Nervos de Aço”); Maria Bethânia (“Foi Assim, Loucura”), Gilberto Gil (“Esses Moços”), Gal Costa (“Volta”, “Loucura”), Elis Regina (Cadeira Vazia”), Caetano Veloso (“Felicidade”).

   Até mesmo o vanguardista Arrigo Barnabé, rendeu-se ao gênio de Lupícinio – como lembra um pesquisador –, ao elaborar o show “Caixa de Ódio” (2011). Como assinala Chico Castro Jr., na sua Porto Alegre natal, de onde pouco saiu em vida,
   Lupícinio deixou marcas profundas na cidade e em seu povo.

   É dele o (belo) hino do Grêmio, seu time de coração.
   Então, tio Lupi faria 100 anos.

   Suas canções sentidas, passionais, fortes, ficarão para sempre.

   Viva Lupícinio Rodrigues!
   (E para comemorar, escuto “Felicidade”.)
(Salvador, setembro de 2014)

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Do Leal Roubão sobre o aprendizado...

   

   Na foto publicado pelo blog Visor, do DC, é possível observar o pequeno na escola dos grandes.

   César terá um futuro promissor estudando na cartilha de Pinho Moreira e Dário Berger.

   Com Casildo aprende a mímica.

   Com os outros dois, as outras atrações de rua...

Indicados de César vão responder inquérito...tá bom!


   A prefeitura Municipal de Florianópolis instaurou inquérito para "descobrir" o que seus dois guardas municipais, Júlio Machado e Jean Carlos Viana, andavam fazendo com a mala de um Hyundai i30 cheia da dinheiro (cerca de R$ 100 mil) em Porto Alegre e acabaram presos pela Polícia Federal.
   Não é necessário muita investigação para descobrir o que realmente estava acontencendo. Em período eleitoral o que mais circula pelas rodovias brasileiras é dinheiro vivo, normalmente acompanhado de santinhos e propaganda depolíticos. Como dinheiro vivo não fala, é esse mesmo que os falcatruas usam nos caixa 2 dos candidatos.
   
   César Junior
   A prisão dos funcionários deixou o prefeito César Junior bastante abalado. Dizem que ficou mais contrariado que gato a cabresto. Notícias que leio nos periódicos aqui de Lisboa dão conta que teria demitido os servidores...até a conclusão do inquérito. Dizem que o que mais irritou o prefeito teria sido o amadorismo da equipe do presidente da Câmara, Cesar Faria, padrinho dos funcionários nos cargos de Diretor da Guarda Municipal e Diretor de Operações do IPUF. 
   
   Monreal
   Que o vereador Cesar Faria não é fraco todos sabem. Comentam que mantém uma rede de indicados em importantes cargos de mando em vários setores da administração municipal e estadual e manteve uma relação estreita com o proprietário da masinada Monreal, empresa responsável pelo rombo de R$ 50 milhões da Celesc durante a administração de Eduardo Pinho Moreira, atual vice governador. O assunto está sendo investigado pela imprensa. Leal Roubão estaria na pista de "alguma coisa" em São Paulo e Goiás. 
  
   O causo
   A três semanas os guardas municipais Julio Pereira Machado e Jean Carlos Viana Cardoso deixaram Florianópolis rumo a Porto Alegre. Eram direitor da Guarda Municipal e direitor de operações do IPUF respectivamente. Apadrinhado por Cesar Faria, Julio que já havia sido secretário de segurança na gestão de Dário Berger, foi seu coordenador de campanha em 2012. 

   A cana dura
   Quando voltavam para Florianópolis, no i30 de propriedade de Julio, foram parados pela Polícia Rodoviária Federal. A PF encontrou uma bolsa com cerca de R$100 mil reais e levaram os dois para a sede da PF em Porto Alegre onde ficaram cerca de 5 horas prestando depoimento.
   Os santinhos encontrados junto com o dinheiro eram do candidato a deputado Wanderlei Agostini que tem o apoio do presidente da Câmra César Farias.

   Aditivinho
   O flagra dos dois funcionários de César entrando na sede da empresa Copi, encarregada da exploração de radares em Florianópolis, e a aprensão de um Termo aditivo de R$ 600 mil para a empresa começa a botar luz no que realmente estava acontecendo.
   A Copi, inclusive já sofreu denúncias de corrupção em várias cidades brasileiras e está sendo investigada pela Polícia Federal. Um dos presos era diretor de Operações do IPUF, casualmente o órgão encarregado de cuidar dos radares.
   
   Alguma Dúvida?

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Aula de trânsito em Barcelona.

A carinha de assustado do paki
  Creio que vou me estabeler em Barcelona. Tive uma sacada hoje quando descobri que existe, aqui, um mercado emergente a ser explorado. Instrutor de motoristas de táxi para paquistaneses.

   Quando saía da alucinógena Casa Batlló construída por Antonio Gaudí no Passeo de Gracia, atravessei a rua em busca de um táxi para retornar à Plaza Tetuán, onde Gogó y Nery nos esperavam para comer um ravióle (divino! Prato Nº 5 da Gogó).

   Eu já devia ter aprendido com uma situação que aconteceu certa vez em Roma. Quando a senhora que estava descendo do táxi me fez uma cara de desconfiada olhando de soslaio rapidamente para o motorista que lhe ntregava o troco. 

   Lembrei de Roma, mas já estava abrindo a porta e acabei entrando no carro. A sinaleira estava fechada e, atras do táxi, um grande ônibus esperava o sinal verde. Quando nos olhamos, eu e o motorista paquistanês, "paki" como dizem aqui, senti a tragédia. Falei rapidamente em espanhol perfeito fingindo-me de local: 

- Calle Diputació entre Passeo San Juan y Roger de Flor.

- Lo qué?, me perguntou com cara de extraterrestre.

   Abriu a sinaleira e tentou arrancar em terceira marcha. O carro engasgou. E apagou. Foi aquele festival de buzinas, o ônibus se agigantava no meu retrovisor e o paki me olhava desesperado como que pedindo que eu resolvesse o seu problema de primeiro dia como motorista de táxi em Barcelona, sem falar o idioma e sem saber dirigir!!!!!

- Tocá, tocá, dizia eu com medo de ser atropelado e linchado pelo público que do ponto de ônibus gritava e assoviava para o carro parado em pleno Passeo de Gracia atravancando o trânsito da cidade.

- Debria, debria, dizia eu em voz alta tentando engatar uma primeira enquanto o paki tentava ligar o carro.

- Eu vou descer, eu vou descer, dizia a Gisa em pânico no banco de trás.

- Niguém se mexe, vou resolver, dizia eu. 

   Começamos a andar, entramos na Gran Via e pegamos a velocidade do fluxo. Respiramos fundo, todos, e então peguei o GPS do táxi e coloquei o destino. Pronto, parecia que tudo daria certo dali para a frente. 

   Sinaleira vermelha, paramos e na arrancada o carro apagou de novo. 

- Essa primera tiene problkhjrmjfa!!!, falou a paki, agora rindo da situação.

   Engatei a marcha e andamos de novo. 

- Bate a segunda, dizia eu. Pronto, começamos a seguir a voz metálica daquela moça do GPS. Depois de várias avenida, ruas e buzinadas nas costas, chegamos ao nosso destino. Ufa!
   
   Quando perguntei quanto tinha dado a corrida percebemos que o paki não havia ligado o taxímetro. Rimos de novo, e quase cobrei a aula de trânsito que havia dado ao imigrante.

   Seis euros resolveu a parada e nos depedimos rindo. Cada um para o seu lado.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Vestir la Representación

   Por indicação de uma amiga fui visitar a exposição Vestir la Representación - Carmen Giles 30 anos.
      
   A instalação acontece no Cassino de La Exposicion, que fica na parte de trás do fantástico teatro Lope de Vega, e gira em torno da figurinista, criadora de cenários, complementos teatrais e dona de um estilo próprio nas mais diversas categorias das artes cênicas. Carmen Giles, uma sevillana!
   
   O interessante desse trabalho é que, mesmo com pouco
conhecimento que tenho da história da Espanha, consegue-se perceber, através do grafismo e da sensibilidade artística de Carmen Giles, as mudanças no cenário político, social e, principalmente, cultural das últimas décadas na Andaluzia e na Espanha.


   Quando entrei naquele labirinto de fantasias, cenários e figurinos percebi isso. Muito mais do que revelar a sua capacidade artística e profissional, a mostra dos trabalhos de Carmen Giles dos últimos 30 anos é um intenso testemunho da história cultural da Andaluzia. Isso está presente nos figurinos e na representação gráfica de peças teatrais que adaptaram autores de diferentes épocas e continentes como Lorca-Un Perro Andaluz, sobre a mais facinante e triste história entre Garcia Lorca e Salvador Dali, e a adaptação de Crônica de unaMuerte Anunciada, de Gabriel Garcia Marques.
   Muito legal!



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Portas de Cádiz

   Chegamos na estação Santa Justa hoje de manhã para comprar passagem de trem para Granada. Na internet dizia que todas as opções para o dia 18 estavam esgotadas. Duvidei!
   Fui conferir e não estavam. Comprei a passagem e perguntei ao senhor do balcão se Cádiz era uma boa opção de passeio. Ele simplesmente me disse: É a cidade mais antiga do ocidente! E perguntou o que eu achava.
   Respondi que achava que ele era de Cádiz. E era! ahahahahahah!
   Mas Cádiz é tudo isso e mais um monte de história. Tinha um trem que saía para lá dali a 20 minutos. Comprei as passagens e fui conferir. Tinha a esperança de chegar no porto, olhar para o horizonte e divisar a África. De lambuja dar uma olhadinha em Quaraí, que fica mais ou menos na mesma direção.
   Tava nublado, não vi nem a África e nem Quaraí, mas não perdi a viagem. A cidadela é pequena e quando entramos começou a chover. Tivemos que ficar andando pelas ruelas entrando em toda a porta aberta que encontrávamos.
   Resolvi fotografar as portas.
   Uma beleza!
   Divido com vocês esta arte!
   Portas de Cádiz, se chama!




LIBERDADE


  Por Emanuel Medeiros Vieira
“A liberdade começa onde termina a ignorância” (Victor Hugo)

    Estamos obrigados a conviver com uma das campanhas eleitorais mais sórdidas, mesquinhas e mentirosas da história da República.
    Como sempre, prevalece o reino dos marqueteiros, que mentem sem o menor pudor, felizes com a carência de informações, da deseducação, do patrimonialismo de segmentos da sociedade brasileira.
   É lamentável. Um quadro de horror.
   Repito: mentira. Um vale-tudo.
   Aqui no Nordeste, onde passo uma temporada, recebo relatos que no interior e no sertão carros de som propagam que o programa Bolsa-Família será extinto se a candidata à reeleição não ganhar.
   Daí para baixo.
   E eram pessoas que detinham o “monopólio da virtude” e saquearam o país.
   Os verdadeiros humanistas e socialistas se afastaram deste lamaçal.
   Não é possível calar, mesmo recebendo golpes baixos e calúnias.
   Não há princípios, não há ética, não há pudor.
   Iria escrever mais. Mas o nojo é muito grande.
   Mas é preciso resistir e, como evangelizadores laicos, tentar propagar a verdade.
   Que sempre liberta.
(Salvador, setembro de 2014)

Banco de España...mais uma lenda da família Roubão

   Depois que nosso ramo inglês, através do William Roubão, fundou o Banco de Investimentos Money Smart plc, em Londres, a família vislumbrou mais negócios.

Manolito Afanarez
   Os ingleses inventaram a taxa de 
juros LIBOR (London Inter Bank Ordinary Rate) para as transações interna do sistema deles. Manolito Afanarez, primo de Joaquim Roubão, achou a ideia interessante. Fundaram, então, o Banco de España (foto).

   O banco da família emprestava dinheiro pela taxa LIBOR mais 10% ao mês. E remunerava os depósitos em 2% ao mês. O spread (diferença) era de 8%. Isto era uma fábrica de dinheiro. Inspirou muita gente no planeta. Inclusive o SAMUKA BANK na Lagoa da Conceição, no Brasil.

   Se a LIBOR já era interessante, imagina com mais 10% em cima...

   Então os americanos, concorrentes diretos dos ingleses, inventaram a PRIME RATE para a banca de Nova York. E de lá para cá, a coisa não parou mais. Os alemães fizeram o que fizeram na II Grande Guerra, por causa das taxas de juros que quebraram a economia deles.

   Até hoje, os juros só servem para duas coisas: enriquecer e quebrar, numa ponta e na outra.
   
Laranjas em Sevilha: inspiração.
Sevilla é cercada por laranjais. Na cidade, pelas ruas, lindas laranjeiras (foto). É de uma beleza única. Serviu de inspiração para Manolito e Joaquim quando conversavam num final de tarde na sede do banco. O resultado operacional havia sido tão alto que eles precisam distribuir os lucros para fugir ao sistema tributário vigente.

   Chamaram o contador geral para uma troca de idéias. O doutor Loga Ritmo, de origem grega, desafiado pelos donos do banco, ofereceu a solução.

   Apontou para a janela e disse: Está lá nas árvores. Vamos criar os "laranjas"!

   E de lá para cá, o mundo adotou esta querida figura do "laranja" para diluir os bons negócios...Sevilla deu ao mundo: o banco, o barbeiro, as laranjeiras e o "laranja"...

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Encontrei O Barbeiro de Sevilha

Manolo Melado, o Barbeiro de Sevilha.
    Era por volta das 10 e meia da manhã quando, após sair do hotel, decidi cortar o cabelo. Já estava virando lobisomem, barba e cabelos grandes. Desci a rua Amor de Dios, onde fica o hotel, em direção à famosa Alameda de Hércules, até o número 45. Logo avistei a pequena placa Melado Peluqueros. Parei na frente e, através da vidraça, avistei dois barbeiros em atividade. Local pequeno, duas cadeiras e muitas fotografias na parede. Achei simpático. Entrei.
- Buenos dias! A resposta veio tranquila em uníssono. 

- Buenos dias!

- Cortar el pelo? perguntou o mais moço. Respondi que sim e fui sentando na cadeira. Bem ao meu lado, em uma pequena caixa de som, Billie Holiday debulhava Don't Explain naquele seu lamento melodioso que emprestava um certo ar intimista ao ambiente deixando-o mais agradável.    
Com Antonio Melado
   A minha conversa com Antonio entrou pelo jazz. Sabia tudo e gostava de música. Aliás com um gosto bastante apurado. Curtia as grandes divas do jazz americano e versava sobre as Big Bands, os musicais da Broadway, George e Ira Gershwin. 

   Fiquei maravilhado! A conversa corria solta e era ouvida com simpatia por Manolo Melado, pai de Antonio, enquanto cortava o cabelo de um vizinho ao lado.

   Logo fiquei sabendo que a Melado Peluqueros vem de uma tradição familiar desde 1927 que começou em San Julian por seu avô, bem antes da Guerra Civil Espanhola. Quando Manolo aprendeu o ofício com seu pai, a Melado Peluqueros já estava em Los Azahares.

   Manolo Melado mantém a tradição do avô e do pai. Seus três filhos trabalham todos "con la tijera en la mano". Ainda tem a honra de ser o único a figurar no prestigioso guia francês Geoplaneta e em guias da Aemanha e Itália como O Barbeiro de Sevilha, encarnando o personagem da ópera de Rossini.
Antonio Melado em trabalho promocional da apresentação

da ópera O Barbeiro de Sevilha, em Londres.


   Além de peluquero é escritor com vários livros de prosa erótica, poesia e de anedotas sobre personalidades sevilhanas publicados e tem mais de 300 letras de músicas compostas. Foi, durante 17 anos, locutor do Betis, um dos grandes times do futebol sevilhano.

   Hoje divide o salão com Antonio, seu filho, que além de barbeiro fala vários idiomas e serve de tradutor dos pedidos dos mais variados clientes extrangeiros que vem a Sevilha para conhecer este grande personagem.

   Eu, bem...saí mais leve da barbearia. Leve por estar com menos cabelo e por ter passado momentos mágicos escutando boa música e ouvindo sobre a vida de personagem tão interessante. 

   Grande Fígaro!


Três gerações de peluqueros: Antonio, seu pai Manolo e o avô
Antonio Mel deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Encontrei O Barbeiro de Sevilha": 
Muito obrigado Sergio, por este magnífico y afectivo artículo sobre nuestra casa. Lo bueno de compartir historias cuando se viaja, es encontrar de manera inesperada la sorpresa, algo para recordar, otra anécdota que contar, más aún cuando son agradables. Ha sido un placer poder atenderle. 
Antonio Melado. 

MP diz que DC distorce realidade indígena

Ministério Público Federal ingressa na justiça por direito de resposta contra jornal Diário Catarinense do Grupo RBS
   
   O Ministério Público Federal em Chapecó ajuizou ação civil pública contra o Diário Catarinense, na qual requer direito de resposta referente à matéria publicada na edição do dia 10 de agosto, com o título "Um exemplo de vida digna pela autonomia", que faz parte da série de reportagens "Terra Contestada".

   Segundo a ação, a publicação induz o leitor a sérios equívocos sobre a realidade enfrentada pela Terra Indígena (TI) Xapecó, localizada no Oeste catarinense, nos municípios de Ipuaçu e Entre Rios. Para o jornal, a TI seria um modelo de desenvolvimento, atingido por meio da autonomia dos indígenas com relação à Funai. Porém, além de TI estar longe de ser o símbolo de desenvolvimento retratado, a reportagem também se engana quanto à presença da Funai, que continua atuando naquela comunidade, apesar de suas limitações, mas preservando a autonomia indígena.

   É evidente, como fica demonstrado na ação, a intenção do conteúdo veiculado de lançar suspeitas sobre os processos de identificação e demarcação de terras tradicionais indígenas conduzidos pela Funai e desacreditar a Fundação frente à população catarinense. Sequer houve preocupação por parte do jornal em consultar a Funai, o Ministério Público Federal, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) e outras entidades envolvidas na temática indígena para identificar a real situação vivenciada na TI Xapecó. Tanto na esfera judicial quanto extrajudicial tramitam diversas ações e procedimentos na Procuradoria da República em Chapecó, envolvendo os graves problemas enfrentados pelos indígenas, abrangendo todos os pontos abordados pela reportagem.

   Ao tomar conhecimento da reportagem, o MPF entrou em contato com o Diário Catarinense e solicitou a publicação de um texto - sucinto, quando comparado ao tamanho da reportagem veiculada - que demonstra e contextualiza a realidade socioeconômica da comunidade indígena. Depois de quase três semanas de tratativas, em 31 de agosto, o jornal publicou trechos do texto elaborado pelo MPF, denominando-o de suposto "artigo" e distorcendo as ideias nele contidas. Dessa forma, apesar de admitir oequívoco da reportagem publicada, caso contrário não teria sequer aceitado publicar o texto redigido pelo MPF, o Diário Catarinense descontextualizou todo o conteúdo, resultando em um quadro ainda pior do que aquele que se pretendia corrigir.

   Agora, o MPF espera que a Justiça Federal determine a publicação integral do texto que esclarece a real situação da TI, em espaço equivalente ao utilizado na matéria do DC e, ainda, na página inicial do site do jornal. O objetivo da ação é garantir à população indígena e a todos os leitores, o direito à correta informação.

Confira o texto elaborado pelo MPF para exercício do direito de resposta
e a íntegra da ação. Beba na fonte

Nosso ramo inglês

Joaquim Roubão ainda pequeno
    Quando a Família Real Portuguesa veio para o Brasil em 1808 por causa do Napoleão Bonaparte, o pequeno Joaquim Roubão foi para Londres. 
   
   Sempre gostou de mulheres. Estudou no London School of Economics. A famosa LSE. Apesar de exímio economista, tornou-se um grande "pick-pocket".

   Na noite londrina era conhecido pelo alcunha de "mother fucker". Um dos seus netos, nascido na city londrina, William foi sócio de Lord Keynes (John Maynard) e juntos escreveram "O Capital Derivativo", inspirados na obra de Karl Marx.

    William Roubão veio a ser dono de um banco de investimentos: Money Smart plc.
Estação de metro do Banco
de Investimentos Money Smart plc;
de William Roubão na city de Londres.

   Seu filho Edgar Shakes Roubão foi morar no Rio de Janeiro depois de auxiliar no projeto financeiro "Assalto ao trem pagador", conhecido mundialmente pela audácia e criatividade.

   Tomava muito leite depois de passar a noite bebendo whiskey. A expressão "milk shake" foi criada em sua homenagem.


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Pensamento de Leal Roubão

"A eleição governamental em SC tem dois protagonistas: Um que construiu o que não existe e outro que quer mudar o inexistente".

O jantar na Tia Veralba em Faro

...a Gomes de Sá.
    No jantar de ontem na casa da Tia Veralba Roubão e Pepe Afanarez, uma linda foto dos Afanarez de Cádiz, Espanha.    
   
A comida estava deliciosa: bolinhos de bacalhau e bacalhau a Gomes de Sá com vinho branco Alvarinho

   No outro porta retrato, também exposto na casa, a família Roubanov, da Rússia, outro ramo da nossa gente. Os Roubanov  sempre viveram naquela região inóspita, a Rússia.
   
   Os Roubão são espíritas desde 1857 quando Allan Kardec os definiu. A partir de então, descobrimos os Roubanov do nosso ramo familiar na Rússia. 
   
Robalo Afanarez, dono do Banco La Plata
e os sobrinhos: Robalinho, Logrinha, 
Maria Estelionata  e Joana Vigária.
   Rasputin teria engravidado uma das herdeiras da família, daí a expressão: Raspar o tacho...
   
   Dimitri Roubanov quando estudou em Paris, em 1875, na Sorbonne, conheceu Mariana Falsária Roubão. Ali nasceria uma grande história de amor, escrita por Tolstoi, conhecida pelo título de "Guerra e Paz" em razão do casamento instável deles.
   Brigavam todos os dias e faziam as pazes à noite.

   Os Roubanov também casaram uma herdeira, Irenka, com Manolo Afanarez quando Francisco Franco tornou-se ditador em Espanha.

   Dostoievski escreveu "O Idiota" em homenagem ao Manolo, porque Irenka era gay e preferia Carmen Afanarez, prima do Manolo, e grande dançarina na Tabacallera, uma casa de espetáculos noturnos aqui em Sevilla.

   
Os Roubanov
   Os Roubanov trouxeram esta faceta literária para a formação dos Roubão. Em Paris, os Roubanov educavam seus filhos. Fiodor foi grande amigo de Stendhal. Estudaram juntos na Sorbonne 2.

   Jogavam futebol no Paris Saint Germain. Eram muito bons. A pedido de Plínio Roubão, escreveram "O vermelho e o negro", um manual para a formação de um time no Rio de Janeiro. Assim nasceu o Flamengo. Na Gávea, pois o manual veio numa caravela de Lisboa até a Praça Mauá no Rio.

domingo, 14 de setembro de 2014

Putz...a Escola de Sagres nunca existiu!

A escola que eu imaginava...nada!
   Hoje foi um dia assim... digamos, meio frustrante para mim (eu? não uso!). Sempre gostei de história e tive excelentes professoras tanto no primário, ginásio e científico. Uma das partes que mais me apaixonou foi a das navegações portuguesas. A Escola de Sagres, fundada pelo Infante Dom Henrique então era o meu sonho de consumo.    
   Sempre, desde guri, pensei:
- um dia vou conhecer a primeira e maior escola de navegação do mundo!

   Pois hoje fui ao Cabo de São Vicente. Imbuído da história que habita aquele acidente

geográfico curti muito. Lembrei das minhas professoras de história, Dna. Zoé e Dna. Lia Fernandez Reverbel, e do meu antigo desejo de conhecer o local.
   Quem não lembra das aulas de história que falavam da Escola de Sagres e do Cabo de São Vicente, "o ponto mais ocidental, não só da Europa, mas de todo o mundo habitado", de onde partiram os grandes navegadores, aventureiros e  descobridores da terra.
   Saí do cabo e fui direto para a pequena vila de Sagres. Ia conhecer a Escola de Sagres! 
   Procurei, fui à igreja, à praça principal, encontrei o Centro de Saúde de Sagres...mas nada da escola. 
   Daí a Gisa fez uma busca no Dr. Google e...tchããã~!!!!! Nunca existiu, fisicamente, a Escola de Sagres. 
   Pôrra!!!!! Tudo isso para nada?????
   A Escola de Sagres era virtual! 
   Para entender a história fui beber neste cara:
"Recentemente, quando publiquei Por Mares Nunca Dantes Navegados, minha afirmação categórica de que a Escola de Sagres nunca existiu caiu como uma bomba em Portugal. Minha hipótese chamou a atenção da mídia no Brasil e, assim, despertou o interesse dos meios de comunicação em Portugal. A noticia correu o mundo e foi destaque na imprensa na França e chegou até mesmo a Macau (China)".
Escute a informação noticiada pela RTP (Rádio e Televisão Portuguesa) pelo link:
http://www.youtube.com/watch?v=60Tvx0yLuCQ
Leia a matéria completa aqui. Beba na fonte.

   Segundo o meu amigo Marcos Bayer, com quem fiz contato de emergência tentando uma explicação para  minha frustrada procura, a Escola de Sagres foi substituída pela NASA. Pelos Armstrong, Collins, Aldwin. Sagres é em Houston no Texas. Sagres formava marinheiros que percorriam o mundo, hoje a NASA forma astronautas que percorrem o universo. 
   Mudou...500 anos depois!
   Putz!
Farol do Cabo de São Vicente, Sagres. Construído em 1846 a mando de Dna. Maria II, que se chamava Maria da Glória Joana Carlota Leopoldina da Cruz Francisca Xavier de Paula Isidora Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga, Rainha de Portugal e princesa do Brasil.


Eu...visionário!

Cidade Histórica, marina e a Ria Formoso...pedindo um aterrinho!
   Ao subir, para tomar o café da manhã, ao topo do hotel que estou hospedado aqui em Faro, tive uma visão fantástica. Em primeiro lugar a paisagem da Cidade Histórica, com suas contruções do século 19 e vestígios da colonização fenícia no Mediterrâneo que data do século VIII, A.C.

   Mas a visão mais fantástica que tive foi de futuro, de trazer a modernidade para estas paragens. Do salão de café, através de uma enorme janela de vidro, avistei a grande Ria Formosa que abrange uma área de 18.400 hectares e forma um labirinto de canais, ilhotes e zonas de vaza que a separa do Oceâno Atlântico. Tudo isso emerge na maré baixa e é um grande criadouro de aves de animais marinhos como Aplisia, Caboz, Cavalo-marinho; Mariscos; Sanrojas; Enguias; Vieiras; Polvos e Camarões.

   Diante de tão maravilhoso cenário, o meu instinto comercial e visionário falou mais forte. Lembei-me imediatamente do moderno projeto de hotel e revitalização da área da Ponta do Coral em Florianópolis. Injustamente proibidos, até agora, de modernizar aquela área, culpa dos "contra" da cidade, pensei em apresentar um projeto para a construtora Hantei, aí da capital.

   O aterramento da Ria Formosa, em frente ao hotel Eva, aqui no centro de Faro, nos daria a possibilidade de construír um mega empreendimento turístico para capatar os euros dos 5 milhões de visitantes/ano que esta região do Algarve recebe.

   Temos alguns problemas, pequenos eu diria, para conseguirmos licenciamentos ambientais e da municipalidade local. A Ria Formosa é uma área protegida pelo estatuto de Parque Natural desde 1987.

   Mas isso é o "alho", coisa que imagino - com o "nosso" conhecimento dos meandros da burocracia ambiental, política e jurídica - seja fácil de resolver. Nada que alguns milhões de Euros não dobre a resistência de alguns políticos locais a fazerem algumas mudanças nas leis. É claro que essa parte é mais fácil em Florianópolis onde na Câmara de Vereadores dificilmente se encontra alguma resistência a este tipo de projeto modernizante e inovador, anunciador do progresso e dos novos tempos.

   Acredito que não tenhamos mais gastos com o projeto. Pois aterrada a Ria Formosa, poderíamos transplantar o projeto arquitetônico da Ponta do Coral para cá, com seu mega-hotel, marina e todos os demais equipamentos necessários para atender a essa seleta e endinheirada clientela.

   Me perdoem os "contras" mas estou com o$ "a favor"!

sábado, 13 de setembro de 2014

As origens da família Roubão


      Tia Veralba Roubão, nascida em Lisboa no século 19 casou-se em Cádiz, na Espanha, com Pepe Afanarez em 1876.

    Foi uma das maiores festas matrimoniais da região sul da Península Ibérica. Os Afanarez são de linhagem antiga. A primeira notícia que temos, oficial, foi de Juan Afanarez, pirata espanhol que roubou uma nau do bisneto de Francis Drake, famoso pirata inglês do século XVI.
   

   Os Afanarez fizeram fortuna nos mares do sul. Tanta fortuna que afanar virou verbo em Portugal e no Brasil. Sobre os Afanarez, falarei mais a frente.

   Nenhum dos Roubão estava em Lisboa. Ficamos sabendo que estavam veraneando no Algarve e que seríamos bem recebidos em sua casa de praia. Assim, hoje iremos jantar com a Tia Laura Roubão, prima do Leal. Veja a casa da família em Vilamoura, aqui ao lado do Faro, onde chegamos.

   Foi nesta piscina que aconteceu o maior rebú em 1957, quando Manoel Afanarez Roubão, completamente bêbado, confundiu as águas da piscina com o mar português de Sagres.


   Onde Fernando Pessoa escreveu:
   Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar! Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.


...e Manoel, bêbado, declamava achando que estava à beira do mar de Sagres, o mar grande, o mar gordo de Portugal.

   Os Afanarez Roubão eram ricos e cultos. Ricos porque sempre roubaram e cultos porque tinham tempo para ler. Alguns chegaram a praticar desonestidade intelectual, como Jonas Roubão, por exemplo, que plagiou Camões.

   Amanhã ou depois publicarei fotos da família em férias no Algarve.

Virou briga de comadres


   Por Jaison Barreto

   Ninguém é obrigado a entrar na vida pública, seguir carreira política.
   Sabemos todos, que nos últimos tempos no Brasil, não existe atividade mais rentável, mais lucrativa.
   Se for fraco de caráter, enriquece rapidamente e de maneira escandalosa, pouco se importando com a opinião pública.
   Já faz parte da cultura brasileira infelizmente, que voto não é atestado de honradez, nem certificado de competência.
   Aliás, expressiva parcela da população, gosta de votar em ladrão. Como prova provada disso, aí estão nomes de políticos que se reelegem apesar do prontuário, mesmo depois de denunciados e presos. Desnecessário citar nomes.
   A vida pública tem bônus, mas também implica em ônus, exige vida limpa no particular e no público.
   A transparência é obrigação de quem a exerce.
   Não usemos entretanto de falso moralismo.
   Quem pretender a purificação, procure os caminhos de Santiago de Compostela. Os caminhos da Política não são lugares pra “santarrões” e muito menos pra Madalenas arrependidas.
   Claro, ninguém defende a calunia, a difamação.
   Alguém já disse que na Política, conheceu o que havia de melhor e o que havia de pior na espécie humana.
   Apesar de tudo isso, existem limites.
   Ao cidadão eleitor cabe com dignidade e altivez, impor esses limites. Não pode e não deve por omissão e covardia se definir por uma sociedade de canalhas.
   O Brasil está vivendo momentos de vergonha e de aflição.
   Ter que tomar posição em relação a uma verdadeira “briga de comadres”, é uma humilhação pra cidadania brasileira.
   Anos de convivência não explicam as divergências de agora, troca de acusações, frutos do despreparo e de ambições menores das candidatas favoritas, hoje nos tribunais, amanhã nas delegacias de polícia, é o que parece ser o final deste processo.
   Não desistir do Brasil é votar com bom senso e serenidade em quem não participa deste ridículo que apequena o Brasil.
   Ainda é tempo.


   Saudações Democráticas.



Turismo acidental em Lisboa


Bochecha de novilho
e risoto de vieiras com arroz negro

   Passear sem compromissos ou roteiros rígidos por Lisboa é o maior barato. Se corre o risco de, a todo momento, encontrar locais ou paisagem que não estavam no baralho. A cidade é linda e cheia lugares com arquitetura preservada, restaurada e com seus espaços ocupados com equipamentos voltados ao turismo, negócios e gastronomia. 
   Foi o que acabou acontecendo esta tarde quando peguei o metrô aqui na Av. de Roma e larguei em direção à estação Cais do Sodré. Saí do buraco (do metrô) para a rua onde apanharia um bonde (bonde mesmo) elétrico até Belém. Olhei para o outro lado e vi um construção com cara de mercado público.
   E era! Era o conhecido Mercado da Ribeira erguido em 1882 e que nestes anos todos sofreu várias remodelações. A última foi a 4 meses atrás. O vão central coberto foi transformado em uma grande praça de limentação com restaurantes populares, de cadeias e estrelados com chefs de cozinha. Uma beleza!
   
   Saimos do ponto do bonde para Belém, atravessamos a rua, e fomos conhecê-lo. Grata surpresa! Gente de todas as idades e nacionalidades ocupavam as mesas compridas de
madeira nova envernizada. Ao redor casas de fiambres, vinhos do Porto e ofertas gastronômicas as mais variadas. 

   Uma adiada temporariamente estratégica na ida para Belém e fomos procurar a iguaria que mais seduzisse o nosso paladar. Foi difícil escolher, tantas as oferta. Escolhemos o Alexandre Silva - trabaha com produtos frescos que se vendem no próprio mercado - e arriscamos um cardápio bem frugal. Bochecha de novilho e risoto de vieira com arroz negro. Acertamos! Uma maravilha. O vinho foi escolhido na adega e podem ser experimentados antes. Servem todos em taças como no Gastrobar La Cave de Florianópolis. Preços dos pratos super elaborados tem média de 8 a 15 euros. Honesto!
   
   O ambiente agradável e alegre é gerido pela revista Time Out que define o investimento "como o primeiro projeto editorial a três dimensões no mundo". 
   A proposta é de uma originalidade e ousadia tão fantásticas, que por si só já é motivo para ser visitado.

   Em sua página no FB a Time Out afirma que "o novo Mercado da Ribeira, revitalizado pela Time Out Lisboa, conta com cerca de 30 espaços de restauração servidos por 500 lugares sentados em área coberta e mais 250 de esplanada, situados na ala oeste. Aqui estão representados os melhores espaços, chefs e produtos nacionais. A nossa principal missão é transformar o Mercado num local de culto para os lisboetas e um ponto de paragem obrigatório para os milhares de turistas que nos visitam diariamente, unindo o mercado tradicional com um conceito mais gastronómico, cultural e de lazer". Missão cumprida!

Imperdível!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

No café do Pessoa...sem preço!


   Comer um bacalhau a moda da casa no Café Martinho da Arcada na Praça do Comércio, em Lisboa, não tem preço! 
   A indicação havia sido feita por meu irmão, Rubim, que mora em Natal, e vem no mínimo duas vezes ao ano a Lisboa. Com tanta frequência por esta cidade maravilhosa acabou fazendo grandes amizades. Uma delas foi o Afonso, garçom do restaurante Martinho da Arcada, na praça do Comércio.
Com Afonso, amigo.
   Pois foi aí que fomos almoçar ontem onde encontramos o Afonso que nos atendeu muito bem e nos deu atenção o tempo todo. Simpático, falante, profissional, Afonso nos sugeriu os pratos, Bacalha à moda Martinho e Filé de Atum ao molho de alho, e o vinho. Maravilha!
   O ambiente mais português impossível. O tradicional Café Martinho da Arcada tem o privilégio de ser frequentado por grandes figuras da cena cultural e política lisboeta - "tenho o prazer de já ter recebido nesta casa cinco presidentes da República", diz Antonio Barbosa, o proprietário - mas é conhecido internacionalmente pela associação com o seu mais célebre cliente, Fernando Pessoa. Está lá preservada a mesa do mais universal poeta português.
   Pessoa, considerado pelo crítico Harold Bloom um dos 26 melhores escritores da civilização ocidental, não apenas da literatura portuguesa mas também inglesa, batia ponto diariamente no mítico Martinho da Arcada.