quarta-feira, 31 de julho de 2013

Tarde de inverno em Florianópolis

Do meu amigo Les Paul


terça-feira, 30 de julho de 2013

Vendi brotos de feijão. Sou um capitalista reaça?

Do Vanguarda Popular

   ESCRITO POR KAMARADA ROBSON

   Kamaradas,
   Venho aqui, vergonhosamente, pedir auxílio sobre uma questão que não encontrei em nenhum dos 48.343 manuais, leis, documentos e epístolas do Partido.
   O caso é o seguinte: outro dia recebi minha cota de 200 calorias de ração diária na qual continha alguns feijões. Mas eu, desastradamente, deixei um deles cair no chão da minha casa, que foi gentilmente convertida de um estábulo e cedida pelo Partido em troca de alguns anos de trabalho braçal. Pois bem, não achei mais o tal feijão até que, uma semana depois, vi um broto crescendo...
   Deixei-o lá. E, para minha surpresa, vagens de feijão surgiram.
   Comi parte daquela comida extra e replantei alguns outros feijões.
   Em pouco tempo eu já estava com quase toda a minha casa de 10m2 tomadas por brotos de feijões e passei a fazer DUAS refeições diárias!
   Como eu prefiro não fazer três refeições diárias, porque, além de engordar, pode trazer algum problema estomacal devido a grande quantidade de calorias consumidas (quase 600 por dia!), resolvi me desfazer do excedente. 
   
   Leia o fim do conflito. Beba na fonte.

Amarildo, Presente!

Nossa repórter foi até a Rocinha para conhecer a história do pedreiro que desapareceu após ser detido portando todos os seus documentos pelos policiais da UPP 

   Por Anne Vigna
   Não é preciso passar muito tempo junto à família de Amarildo para entender que a UPP da Rocinha se envolveu em um problema bem grande. Amarildo não é uma pessoa que poderia desaparecer sem que sua família perguntasse por ele, não é o pai de quem os filhos esqueceriam facilmente, não é o sobrinho, tio, primo, irmão, marido por quem ninguém perguntaria: onde está Amarildo?   Neste pedaço bem pobre da Rocinha, onde nasceu, cresceu, viveu e desapareceu Amarildo, “muitos são de nossa família”, diz Arildo, seu irmão mais velho, apontando os quatro lados da casa. Em uma caminhada pela comunidade na companhia de um sobrinho de Amarildo, a repórter da Pública conheceu algumas primas, depois umas sobrinhas, tomou um café com as tias lá em cima, de onde desceu acompanhada de irmãos e filhos de Amarildo. De todos ouviu a descrição de Amarildo como “um cara do bem” que, por desgraça, tornou-se famoso – e não por sua característica mais marcante, o bom coração.
   As casas são ligadas por escadas antigas, feitas possivelmente por seus avós que vieram da zona rural de Petrópolis para o Rio com os três filhos ainda bem pequenos. “A Rocinha nessa época ainda era mato e poucas casas de madeira, uns barracos como se diz, e nada mais”, diz Eunice, irmã mais velha de Amarildo.

Leia reportagem completa. Beba na fonte.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Leitor reclama de privilégios a vereadores


   "No dia 24, fui até o guichê do estacionamento que se encontra ao lado do Teatro Álvaro de Carvalho, (TAC) Para perguntar sobre os valores praticados para diaristas e mensalistas.    Enquanto esperava a atendente cobrar os carros que estavam saindo, notei que na parede do guichê, há uma lista entitulada "Mensalistas", nela apenas nomes de vereadores estavam listados. Foi fácil identificar pois todos os nomes iniciavam com a palavra VEREADOR.
   Até aí tudo bem, mas ao perguntar à atendente o preço praticado para mensalistas, fui informado que não trabalham com mensalistas. Ao questionar o motivo de apenas os vereadores terem direito a estacionamento mensal, ela me disse que "sempre foi assim".   Gostaria de saber se há algum trecho na constituição que dê direito a um estabelecimento comercial de não dar o direito à pessoas comuns realizarem contratos mensais, mas abrir uma exceção para os nobres vereadores".
Johnathan Cardoso

domingo, 28 de julho de 2013

Jatos e Jactâncias no Inverno Político Brasileiro


   Por Eduardo Guerini

   A propalada crise democrática que o Brasil vive nos últimos meses, incrustrada na crescente e constante desconfiança com a representação política brasileira, é um sintoma drástico do inverno político tendendo ser mais rigoroso nas paisagens congeladas pela neve que assistimos em toda a mídia provinciana do solo catarinense e brasileiro.   A trajetória razoável que muitos analistas identificam pode ser resumida na simbólica frase “ Eles não nos representam mais!!!”, como se algum dia no caso brasileiro, nossos partidos em sua inabalável fé pública buscassem o interesse geral traduzido pela vontade da maioria. 
   A miríade de grupos mobilizados , as demandas crescentes diante da escassez dos recursos para atender os principais financiadores das campanhas eleitorais - leia-se, grandes construtoras, conglomerados financeiros e transnacionais, com toda sua elite empresarial mobilizada em controlar nas “palavras e no chifre” uma classe costumeiramente arredia aos acordos que antecedem a legitimação da “ingovernável democracia e seus representantes”.   Neste momento, um governo atônito e sem rumo, mediado por uma medíocre representação de interesses particularizados na institucionalidade política, se coloca a produzir uma campanha massiva de nebulosa ostentação de “feitos” produzidos nos laboratórios dos alquímicos publicitários e suas pesquisas de opinião.    E na senda do pragmatismo e oportunismo político, as explicações recorrem à ideia que 
existe uma “cultura cívica” de bom comportamento nas manifestações, enquanto as imagens repetidas à exaustão no noticiário político demonstra que a violência do aparato de segurança do Estado brasileiro, continua e perpetuará a máxima - radical bom é aquele que foi sepultado, crítico ideal é aquele calado. E para nossa pasmaceira política, a desqualificação do discurso crítico e radical, parte por insanas teorias conspiratórias e fantasiosas construções metafóricas sobre o que não se quer ver ou sentir – a população brasileira cansou de tanta empulhação de governantes hipócritas e representantes políticos saqueadores no uso e abuso do poder politico.   O desencadeamento da espiral de cinismo republicano, com a mobilização cívica comportada e ordeira, como pretende parcela significativa da mídia, não passa de um jogo com cartas marcadas para manutenção da crença no sistema democrático e representativo via processo eleitoral ( viciado, corrompido e degenerado).   Entre jatos para sustentar ministros e políticos na sua jactante atuação no poder, a melhor condição seria usar do cinismo em espiral para construir as bases de rompimento com a elite política incompetente, despreocupada com o povo, corrompida em sua prática e arrogante nos seus gestos.    Assim, o uso desmedido de jatos da FAB, nas asas da jactância política de todos os oportunistas e pragmáticos que nos governam, nada melhor que uma tempestade cívica para romper a barreira da “espiral do silêncio” com o grito forte e uníssono de “Senta a Pua!!!”

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Prefeitura repudia ação da Polícia Civil


   A Prefeitura de Florianópolis, através da Secretaria de Assistência Social, traz a público os seguintes esclarecimentos a propósito de ação promovida na manhã desta quinta-feira pela Delegacia de Repressão a Roubos (DRR) da Polícia Civil no Centro de Acolhimento Provisório de moradores em situação de rua localizado junto à Passarela Nego Quirido, com objetivo de “alimentar o cadastro do Sistema Integrado de Segurança Pública (SISP)” com fotos e dados pessoais das pessoas atendidas no Centro:1 – A Prefeitura não foi informada previamente de nenhuma operação policial naquele espaço;
2 – O Centro de Acolhimento Provisório tem por objetivo proteger e ressocializar pessoas em situação de rua no município de Florianópolis, projeto que conta com o expressivo apoio da sociedade civil;
3 – Cerca de 30 moradores de rua estão sendo encaminhados para centros de tratamento da dependência química e outros 30 encaminhados para albergamento permanente para fins de reinserção no mercado de trabalho;
4 – A referida operação policial, realizada sem o prévio conhecimento da chefia da Delegacia Geral da Polícia Civil, não colabora para a reinserção social de pessoas que precisam de ajuda e não da reiteração de estigmas sociais preconceituosos;
5 – A Prefeitura acredita que todos os cidadãos devem ser tratados de igual maneira perante a lei, independente de sua situação social. A linha de atuação social da Prefeitura é pautada pelo respeito à dignidade da pessoa humana e na fé de sua recuperação, repudiando, portanto, ações de natureza discriminatórias;
6 – Por fim, a Prefeitura tem convicção de tratar-se o episódio de um caso isolado, já que tanto a Polícia Civil e como a Polícia Militar tem sido parceiras das ações sociais da Prefeitura.

Florianópolis, 25 de julho de 2013.

Cesar Souza Júnior – prefeito
Alessandro Balbi Abreu – secretário municipal de Assistência Social (8412-3513).

OS PAPAS TAMBÉM SOFREM


   Por Jaison Barreto
   Através dos séculos, a Igreja tem sabido sobreviver, resistir, se renovar às extraordinárias mudanças sofridas pela humanidade, mesmo tentando manter seus dogmas, seus princípios.   Impossível deixar de reconhecer a surpreendente escolha do Papa argentino Francisco.
   Sem pretender repetir o lugar comum de que “o discurso faz o homem”, o Papa Francisco renova, regenera, recupera, revitaliza, não só com o seu discurso, mas também com a sua prática, uma Igreja que pretende se perpetuar.
   Argentino, acostumado com os discursos da Cristina Kirchner, do nosso Presidente, Presidento Lula, do falecido Chávez, no momento da realização da Jornada Mundial da Juventude, talvez esperasse um melhor nível no discurso, que expressasse, espelhasse novas ideias e novas posturas dos dirigentes sul-americanos.
   Sorte teve em não ter que ouvir o discurso do Maduro e do Evo Morales.
   Fácil imaginar sua surpresa com o discurso primário da nossa Presidente, Presidenta Dilma, falando para a juventude do mundo inteiro, nessa Jornada Mundial.
   Teve que ouvir, de quem deveria representar também a intelectualidade desse imenso Brasil, ainda mais com o seu DNA, um nominar de atitudes comuns, obvias, que nada acrescentaram às necessidades de um mundo cada vez mais desafiador.
   A esquerda ficou burra?
   Com todo respeito, preocupado em não parecer preconceituoso, não podemos ficar sempre elogiando e fazendo apologia à mediocridade.
   Talvez seja por isso, que mesmo correndo o risco de fugir ao costumeiro, neste momento de espiritualidade, mesmo sem lembrar Pablo Neruda, marxista, poeta, Saramargo, Leonardo Boff, Chico Buarque, estou dando uma pausa, para os poemas e poesias do Craveirinha, do revolucionário uruguaio Mário Benedetti e prosseguindo com o meu companheiro, já falecido, do “Grupo dos Autênticos do MDB”, J.G. de Araújo Jorge, com seus contos de amor à vida.
   Até Che Guevara disse que “não se deve perder nunca a ternura”.
   É apenas temporário.
   Saudações democráticas,

NÃO TE RENDAS
Mario Benedetti

Não te rendas, ainda é tempo
De se ter objetivos e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
Enterrar teus medos

Soltar o lastro,
Retomar o vôo.

Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem,
Perseguir teus sonhos,
Destravar o tempo,
Correr os escombros
E destapar o céu.

Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se esconda,
E o vento se cale,
Ainda existe fogo na tua alma.
Ainda existe vida nos teus sonhos.
Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o tens querido e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não existem feridas que o tempo não cure.
Abrir as portas,
Tirar as trancas,
Abandonar as muralhas que te protegeram,

Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o sorriso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo
Celebrar a vida e se apossar dos céus.

Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio te queime,
Ainda que o medo te morda,
Ainda que o sol ponha e se cale o vento,
Ainda existe fogo na tua alma,
Ainda existe vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um novo começo,
Porque esta é a hora e o melhor momento
Porque não estás sozinho, porque eu te amo.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Os Picos Nevados do Cambirela

Foto do mano Marco Rubim feito da sua casa em Itaguaçu.
Ao longe, os picos nevados do Cambirela. Nosso novo cartão postal de inverno
   A grande novidade desta manhã de inverno em Florianópolis foi a neve que cobriu os picos do Morro do Cambirela, o maior acidente geográfico que paira sobre a paisagem da capital.   No recorte do Cambirela, que fica no município de Palhoça, temos o nítido perfil do "gigante deitado" que hoje amanheceu com seus cabelos esbranquiçados pela neve.
   O estardalhaço da mídia sobre o evento me lembrou uma famosa manchete do Diário Catarinense, lá por 1987, que bradava: Neve européia cai em São Joaquim! Todos impressionados com a longa viagem da neve européia até a serra catarinense! Foi um show!   
   Hoje fui cedo à cabeceira da ponte Hercílio Luz fazer as fotos da nossa neve. Na hora pensei na minha manchete: Neve de São Joaquim cai no Cambirela!
   Estamos felizes! Florianópolis tem um novo cartão postal de inverno: Os Picos Nevados do Cambirela!


Arco de nuvens de frio sobre a cidade. Panorâmica deste blog.

domingo, 21 de julho de 2013

Para um dia gris...

Querida neta Luisa...

Saint Paul de Vence
     Florianópolis, 21 de julho de 2013.
   Aqui estou novamente escrevendo uma cartinha para te dar notícias de casa.        Estamos todos bem só que sentindo muito a tua falta. Não passa um dia que a gente não fale em você. Sempre lembrando as coisas  que tu diz, "não quero isso vô!", "só isso vó! Só isso!", lembra? Agora fiquei sabendo que estas falando um dialeto franco brasileiro, que entendes tudo em francês e faz uma misturança dos dois idiomas. Legal!
Gisa, Ana, Isadora e Luisa...na barriga
   Luisa, estava vendo as tuas fotos com a Isadora em Saint Paul de Vence. Essa cidadela dos Alpes Marítimos é maravilhosa! Talvez tu não lembres... rs, mas já estivemos contigo aí. Foi em 27  de janeiro de 2010. Ainda não tinhas nascido, a tua mãe te carregou na barriga por todas as ruelas de Saint Paul, subiu e desceu escadarias na esperança de que resolvesses nascer. Só chegastes 19 dias depois ehehehe...
    Acho muito legal que tenhas voltado a essa cidade. Temos belas lembranças daí. Fomos a Nice para te ver nascer e como demoraste muito passeamos por vários lugares com a Isadora te carregando. Foi muito legal!
   Bem, a novidade é que compramos duas casinhas para os passarinhos, lembra que falei sobre isso na outra carta que te mandei? Compramos uma vermelha e outra roxa! Estamos te esperando para decidir onde colocar.
   Lulu, tu não imaginas o frio que está fazendo aqui. A previsão é de que a partir de hoje esfrie ainda mais. Sei que não neva em Florianópolis por que estamos ao nivel do mar. Mas quando fomos a Nice "te esperar" caiu neve durante 4 horas. Foi uma coisa incrível, o vô fez até um filme sobre o fenômeno.


  Bem, agora o vô vai botar fogo na lareira, fazer aquele fogaréu que a gente fica olhando...olhando...bem juntinhos, lembra? Vou colocar um javali uruguayo no forno, e fazer a batata ao leite que tu gosta.   
   Espero que aproveites bem os últimos dias com os primo e com a mamie, aí em Nizza. A Gisa, o Jerônimo, o Ramiro e Ana Laura estão mandando um beijão bem grande!
   
   Cariños do vô Canga...

P.S. A tia Carmem manda beijo e diz que está com saudades.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

O PAPA É BRASILEIRO


   Por Jaison Barreto   

   Parece que os fatos estão confirmando que Deus é brasileiro, provado pela presença do Papa Francisco, Chicão ou Chiquinho, exatamente neste momento grave de “crise existencial” da gente brasileira.   Obrigado, Senhor!!!
   Este admirável Papa argentino, ou este admirável argentino Papa, está a nos dizer e ao mundo, coisas importantes que valem à pena salientar no campo da ética, da moralidade.
   Salvo pensamento distinto, diz que a batina não faz o padre, que Partido não faz o bom político, a toga não faz o bom juiz e assim por diante, etc., etc., etc.
   Os Positivistas já defendiam a Política como “filha da Moral e da Razão”.
   O desafio brasileiro é exatamente reconstruir a dignidade da classe política na sua conduta, na sua postura, no seu comportamento.
   Precisamos regenerá-la.
   Para perplexidade geral, ocorre que de repente o brasileiro viu, percebeu que o PT não é mais o PT, que o PMDB não é mais o PMDB, que o PSDB não é mais o PSDB, PDT não é mais PDT e assim por diante...
   Essa “crise de identidade” possibilita que coisas antagônicas, discordantes, permaneçam no mesmo conjunto.
   Sem fazer juízo de valor que cabe a cada um fazer, e correndo o risco de dar nomes: Sarney, Renan, Luiz Henrique, Pinho Moreira, Paulo Afonso, Jader Barbalho, convivem com Pedro Simon, Jarbas Vasconcelos, Casildo Maldaner e outros...
   Delúbio, Dirceu, Genuíno se mesclam com Paim, Vignatti, Décio Lima.
   Lupi, Manuel Dias convivem com Cristovam Buarque, Pedro Taques, Miro Teixeira.
   Renato Azeredo, Pavan, Yeda Crusius, frequentem o mesmo ambiente político que Aloysio Nunes, Fernando Henrique, Serra, Aécio.
   Maluf com Esperidião Amin, Ana Amélia Lemos, Francisco Dornelles.
   Dar nomes não é tarefa nossa aqui na planície.
   Daí a importância do Ministério Público, da Polícia Federal, dos Tribunais de Contas, da Justiça Eleitoral e da dignidade pessoal de cada brasileiro que quiser se considerar decente.
   Cada um aceite o risco de fazê-lo.
   Saudações Democráticas,
  

terça-feira, 16 de julho de 2013

Tio Bruda, a FAB e a cadela da ministra

- Alô, tio Canga?????

- Bom dia, tio Bruda, como andam as coisas aí pela serra, muito frio?

- Mas tio Canga, aqui tá fazendo tanto frio que até  graxaim anda errando a toca!

- A temperatura caiu até aqui no litoral, tio Bruda!

- É...tem caido a temperatura e a popularidade dos governo, tio Canga! A presidenta Dilma, só nos últimos 3 meses levou um pialo de 57 pontos nas pesquisas.

- Pois é, tio Bruda, o povo na rua faz coisas. E o senhor tava entocado? Desapareceu!

- Tio Canga, eu sô um home muito comparativo. Andava bombiando os movimento de rua, as passeatas gay...tava tudo entreverado, tio Canga! 

- Mas tio Bruda, eu soube que o senhor andou desfilando na passeata gay aí em Lages, domingo, é verdade?

- Ô loco! Eu fora, Tio Canga! Confesso que dei uma bombiadinha de longe, dei uma assuntada e vi que não tinha ninguém da serra. Os poucos que tinha era bicho de fora. Uma corrente migratória...tavam mais estraviado que chinelo de bêbado!

- Tá bom...tio Bruda, não tem gay em Lages...tá bom. Dá até para fazer um filme: Lages a cidade sem gay! 

- Mas tio Canga, os outros movimentos que foram lindo de vê! Quando o povo se mexe dá até medo! A gurizada na rua reclamando mas alegre, mais feliz que formiga em tampa de xarope!

- Pois é, tio Bruda! E está funcionando. Ao menos colocou os políticos para trabalhar!

- O governo e os seus parceiro tão mais assustados que véio em canoa, até o Lula que dava pitaco em tudo que era assunto desapareceu, garro mato, tá mais escondido que oreia de freira, tio Canga! 

- E essas histórias dos aviões da FAB, tio Bruda, o senhor sabe de alguma coisa?

- Tio Canga, isso é de arrepiar qualquer um. Eles se fazem de loco prá cagar perto de casa! O nosso dinheirinho sendo queimado pelos - como o senhor diz - bandidos no poder! Voam pra cima e pra baixo, carregando a parentalha e até os cachorro deles. Como é de graça, tem ministro mais viajado que cusco de cigano!

- Pois é tio Bruda, tem aquela história do "Juquinha", o cachorro do governador do Rio que só vai pra praia de helicóptero!

- Mas tio Canga, não precisamo ir muito longe. Tem um caso de uma ministra que quando foi embarcar no jatinho para Brasília ficou sabendo que os seus empregados não tinham trazido a sua cadelinha. Diz que  foi uma mijada geral, a ministra soltou as patas nos assessores, tudo na garage do avião na frente dos milico da FAB. Coisa feia!

- É mesmo tio Bruda, mas que história é essa???!!!!

- Tá tudo virado numa coisa, tio Canga. Mas o pior o senhor não sabe!

- Mas tem pior ainda, tio Bruda?????

- Ela embarcou, desembarcou em Brasília e mandou o avião de vorta pra pegar a cadelinha, tio Cang! Tem registro  do mesmo jatinho com dois vôos no mesmo dia para Brasília, tio Canga, pode uma coisa dessas??????!!!!!!!

- Isso já é demais, tio Bruda. os políticos perderam a vergonha e a noção de tudo!

- Tio Canga, isso vem de longe. Aqui mesmo no nosso estado o Luiz Henrique, quanda era governador, vivia saracoteando o rabo de avião e helicóptero pra tudo que era lado. Saia sem rumo que nem passeio de cobra, lembra?

- É verdade, tio Bruda, aquele era campeão. Se deslocava do Palácio da Agronômica para o Centro administrativo de helicóptero. Um trecho de menos de 5 km, tio Bruda!

- Esse, tio Canga, é tão esperto que conhece cego dormindo e o rengo sentado. Esse soube encher o bornal, tio Canga, chegou até a...tú...tú...tú

- Caiu a linha de novo. O véio deve estar dando pulo de raiva com as operadoras de telefonia. Esse sofre...

RETALIAÇÃO


   Por Jaison Barreto

   Esse exame REVALIDA feito às pressas por um governo desclassificado pelas suas próprias contradições, precisa ser denunciado perante a nação.
   Incapaz de dar respeitabilidade até mesmo aos exames do ENEM, sempre acusado de irregularidades, convoca os estudantes de medicina do 6º ano para um teste que visa apenas possibilitar e justificar o contrato de médicos estrangeiros de competência no mínimo duvidosa.
   Se credibilidade tivessem, já seria um desserviço.
   Manipuladores que são, cabe a classe médica denunciar o maquiavelismo da proposta, que visa apenas desonrar a classe médica brasileira.
   Os desacertos que todos sabem existir, haverão de ser corrigidos no consenso, no debate honesto, na autocrítica necessária e na condição que falta à setores da elite brasileira: Honestidade intelectual.
   Essa pressa malandra, com data marcada (25 de agosto de 2013), dá o nível moral dessa dupla, autora da proposta.
   Provavelmente, ciumenta do sucesso do “sertanejo universitário”, a dupla Mercadante & Padilha, ou Padilha & Mercadante, composta de ex-pretensos candidatos ao governo de São Paulo, afronta de maneira irresponsável a história digna da medicina brasileira.
   Que o nosso “pessoal paramédico” não se deixe “engabelar”, se iludir.
   Não existe interiorização da medicina sem nós todos, médicos, enfermeiros, auxiliares, laboratoristas, farmacêuticos, fisioterapeutas, motoristas de ambulâncias, etc., etc., etc.
   Que os SINDICATOS médicos e que os CONSELHOS responsáveis pela honradez, pela ética das diversas categorias, reajam com a firmeza e vigor que o momento exige.
“Esse pessoal” não teria coragem de fazer o mesmo com os advogados...

Saudações democráticas, de um médico indignado,
Jaison Barreto.

MORALES MANDOU REVISTAR AVIÃO DE MINISTRO DA DEFESA À CAÇA DE ASILADO


DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS
HUMILHADO, ELE SE CALOU
 
   Assim como se queixa de ter sido "humilhado", porque, sob suspeita de dar fuga a um procurado pelo governo dos Estados Unidos, seu avião foi impedido de sobrevoar o espaço aéreo de países europeus, o cocaleiro presidente da Bolívia, Evo Morales, impôs uma humilhação ultrajante ao nanoministro da Defesa do Brasil, Celso Amorim, no final de 2012, em episódio mantido em segredo pelo governo brasileiro até agora. Amorim visitara La Paz e se preparava para decolar quando seu avião foi cercado e revistado, inclusive com cães farejadores, a mando do cocaleiro, desconfiado que o ex-chanceler do governo Lula levava um senador de oposição asilado na embaixada do Brasil. A informação é de diplomatas e funcionários que não podem ser identificados, em razão de represálias. A humilhação ao Brasil foi ainda maior, considerando que o ministro era transportado por um avião da FAB.
   Esta semana, Morales exigiu e obteve a solidariedade dos parceiros do Mercosul, mas ele se comporta exatamente como seus supostos detratores, mantendo cerco em La Paz à versão boliviana do ex-agente americano Edward Snowden. O senador oposicionista Roger Pinto Molina se viu obrigado a pedir asilo político à embaixada do Brasil em La Paz, onde se encontra há mais de um ano. Ele quer deixar a Bolívia, porque teme até ser assassinado, mas Morales se recusa a conceder-lhe salvo conduto, para sair da embaixada em segurança até sair do país.
   Além do senador Moloina, há muitos bolivianos asilados, tentando se proteger da perseguição de Evo Moraes. Inclusive um candidato à presidência e também magistrados que ousaram prolatar sentenças contra o governo do cocaleiro, tiveram de se asilar para não morrerem.O governo brasileiro novamente se acovardou, diante da agressão ao ministro da Defesa, e apenas emitiu na ocasião uma "nota de protesto" que permaneceu secreta, ou seja, apenas foi lida pelo destinatário - que, claro, a ignorou.

   Habeas corpus extraterritorial   O jurista Fernando Tiburcio Pena, que defende o senador Roger Pinto Molina, impetrou um "habeas corpus extraterritorial", junto ao Supremo Tribunal Federal. Trata-se do primeiro caso do gênero no Brasil, segundo explica o advogado, que usa como precedente uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, que entendeu cabível o direito de habeas corpus a um prisioneiro em Guantánamo. O habeas corpus deve ser julgado em agosto no plenário do STF. O objetivo da medida é obrigar o governo brasileiro a colocar à disposição do senador um veículo diplomático, para que ele possa deixar o território boliviano sob a jurisdição do Brasil durante todo o percurso. Veículo diplomático é protegido pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas e, em razão disso, o senador não poderá ser removido à força do carro. Mas a Bolívia de Evo Morales não costuma respeitar regras e tratados internacionais, nem muito menos os mais elementares princípios democráticos.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A dama do Learjet

Quem???? Eu?????
    O TCU está investigando o recorrente uso de aviões da FAB para que as autoridades vão e voltem de suas casas fora de Brasília. O Decreto 4.244, de 2002, prevê esse tipo de uso como última prioridade. Mas, conforme o caso, há ministros que fazem até 80% dos voos com essa finalidade, a exemplo de Ideli Salvatti (Relações Institucionais).
   
   Desde 2011, das 196 viagens em que Ideli Salvatti esteve a bordo da esquadrilha oficial, 154 partiram ou rumaram para Florianópolis (SC), sua base eleitoral, onde passa fins de semana. 

O Detetive na Kibelândia


  A Kibelandia, o mais tradicional bar e restaurante do centro de Florianópolis, está sendo palco das filmagens de O Detetive, curta metragem baseado na obra do escritor catarinense Jair Francisco Hamms. 
   Através da crônica de Hamms, o filme trará um "retrato fresco, inocente e divertido de Florianópolis",  segundo os diretores Fernanda do Canto · Javier Di Benedictis.
   A proposta também será uma homenagem ao autor, falecido em janeiro de 2012.

   O Filme
   O curta-metragem terá uma história ficcional central, ambientada nas áreas mais tradicionais de Florianópolis, no qual o espectador acompanhará o personagem desde sua decisão inicial em se tornar detetive até a resolução de seu primeiro caso e sua potencial ascensão. Os diálogos a as atuações terão um tom irônico, dando abertura às interpelações ao público e ao humor extrarelato. Tomamos como inspiração os processos narrativos e estéticos da nouvelle vague. 
   Algumas cenas de interiores remeterão ao neorrealismo italiano. Resgataremos de ambos estéticas aquele ar de frescor da experimentação da linguagem cinematográfica, cujos heróis são marginalizados e ambíguos, não totalmente benevolentes nem realmente maus.

sábado, 13 de julho de 2013

A fuga!


Um baita thriller!

Querida Luisa...

Charme parisien
   Estamos morrendo de saudades. 
   Já tem quase 30 dias que saiste de viagem. Encontrar os priminhos em Paris, Eurodisney, casa do Mikey...sei...sei, depois viajar de carro com a mamãe e com o papai para a Riviera encontrar a mami que também estava louca para te ver, tudo bem. 
   Coisa boa! Uma aventura que não vais esquecer jamais!
   Já sei que não tiveste muita paciência para encarar as longas filas da EuroDisney e que quando chegaste na frente do Mickey dispensaste o abraço para a foto que eu tanto queria...paciência, cada um tem a sua...né?
   Luisa, não passa um dia sem que a gente fale em você aqui em casa. Só pensamos na hora da tua chegada no aeroporto para te apertar, beijar e sair correndo para casa para brincar e ouvir a tua matraca narrando as histórias que viveste na França.
   Ontem fui dar comida para o Bakunim e encontrei uma pombinha que caiu do ninho e estava tentando voar. Não conseguia ainda. Daí, coloquei ela na tua casinha, pois já estava anoitecendo e ela ficaria mais protegida ali. Acho que caiu daquele ninho que fica no mezanino por onde saem os morcegos, o de fora, sabe?
   Hoje de manhã fui ver na casinha e ela não estava mais. Dei uma busca e encontrei-a perto do limoeiro torto, aquele ao lado das goiabeiras. Peguei e coloquei ela naquele outro ninho que fica na trapadeira da parede do chuveiro de fora, lembra? pode ser que seja o ninho dela, ainda há pouco dei uma olhada e ela estava lá com aqueles olhos que parecem duas pequenas bolinhas cinzas.
Com os priminhos, só alegria!
   Quando estávamos tomando o café aqui na cozinha apareceu um pequeno canário, daqueles "amalelinhossss", cantando na chaminé da churrasqueira. Daí a vó Gisa falou para a gente comprar a casinha para colocar comida para os passarinhos, lembra daquele nosso projeto? Pois é, acho que vamos te fazer uma surpresa. Vou espera a tua volta para escolhermos juntos o lugar da casinha. Já pensei em pendurar na goiabeira dos fundos mas acho que fica muito longe da casa. Melhor, talvez, pendurar no canto do telhado da churrasqueira, mais perto da gente. Bem, isso a gente decide juntos quando estiveres aqui.
   Hoje amanheceu um dia maravilhoso. Quando cheguei na sala encontrei a nossa pipa, aquela do ratinho. Logo pensei em ti e nas nossas empinadas de pipa na praia do Campeche. Olhei para fora e só tinha sol, vento que é bom nada! 
   Bem, querida neta, estou escrevendo esta cartinha para dizer que você faz muita falta aqui em casa. Desde que apareceste parece que tudo mudou por aqui. A casa ficou mais alegre e agitada. Chegaste aos pouquinhos e logo foste apresentando um monte de novidades. Novidades que quando tive meus quatro filhos, não tinha idade e tempo para perceber direito. Agora parece que tudo é novo e tu és tão...digamos...autoridade no tema carinho, atenção e neste amor incondicional que nos proporcionas.
   
   Um beijo na Isadora, Lucho e na mami Marcelle.
   Estamos te esperando
   Beijo do vô Canga e da vó Gisa.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Juca Kfouri: “Se não houver respostas, manifestações serão maiores em 2014”

 Em entrevista à Pública, jornalista faz um balanço dos protestos ocorridos na Copa das Confederações e diz que “suntuosidade” de estádios “agrediu as pessoas” 
   
   Por Ciro Barros, Bruno Fonseca, Renato Leite Ribeiro
   Na chegada, Juca Kfouri já foi tranquilizando a equipe da Pública, dizendo que estava bem, e que o problema de saúde que sofreu no dia da semifinal entre Brasil e Uruguai, em Belo Horizonte, não era nada do que saiu na imprensa. “Fui vítima do sensacionalismo de alguns coleguinhas”, comentou, explicando que ficou pouquíssimo tempo sem trabalhar e que teve o apoio de ninguém menos que Tostão, tricampeão do mundo em 1970, que também é médico.

   Workaholic assumido - ele é colunista da Folha de São Paulo, da rádio CBN e do UOL e apresentador e comentarista na ESPN -, Juca nos recebeu numa sexta-feira ensolarada em seu escritório, em Higienópolis, depois de gravar uma entrevista com o filósofo Vladimir Safatle justamente sobre a “Copa das Manifestações”, diz, em referência aos protestos que ocorreram durante a Copa das Confederações.

   O papo também foi além do futebol: em mais de uma hora de conversa ele falou sobre manifestações – incluindo a cobertura da imprensa – e sobre a reação dos poderosos do futebol ao que aconteceu nas ruas. E fez sua previsão para a Copa 2014: “Se não houver respostas, [a reação popular] vai ser maior do que foi”.

   Como você avalia as manifestações pautadas na Copa do Mundo? Por que no Brasil elas tomaram esta proporção?   Acho que as manifestações vão continuar porque infelizmente estão fechando as primeiras portas mais óbvias para as saídas que dêem solução. A mini-constituinte, que era uma ótima ideia, estranhamente a própria presidenta recuou dela. A ideia foi mal recebida pela mídia, mas isso não deve ser motivo para se desistir, ao contrário. Se a mídia está olhando de cara feia é bom insistir nisso. Tem uma solução criativa ali e acho que, na verdade, se mostra um medo brutal das soluções criativas que o povo eventualmente seja capaz de dar. Uma coisa que me chamou muita atenção: conversando com jornalistas estrangeiros, vi que todos eles estavam surpresos, não faziam ideia de que o Brasil fosse capaz disso. Há uma imagem distorcida do que seja o povo brasileiro. A começar pela má compreensão da ideia do homem cordial, que não é o homem cordato que baixa a cabeça para tudo. Não se está levando em conta as manifestações mais recentes da história do Brasil. Em que outro país mais de um milhão de pessoas foram às ruas pedir Diretas Já? Ou fizeram um processo de impeachment de um presidente recém-eleito, como o Collor? Além de todas as nossas revoltas regionais, que caracterizam a história do Brasil. Então acho que nesse sentido a Copa das Confederações, em alguns lugares, foi a gota d’água. A suntuosidade faraônica dos estádios padrão FIFA agrediu as pessoas. Nós não estamos conseguindo dar respostas para transporte coletivo e estamos fazendo um estádio como esse em Brasília? Ou somos capazes de fazer um estádio como o Maracanã, que custa R$ 1,2 bi, e por R$ 480 milhões damos para uma empreiteira e para um mega-empresário pagarem em 30 anos, em módicas prestações, aquilo que foi feito com dinheiro público? Então acho que isso teve um caráter de despertar a indignação. Daí termos como “escola padrão FIFA”, “saúde pública padrão FIFA”, que ainda haverá quem critique dizendo: “pera aí, padrão FIFA não porque ele exclui os pobres”. Mas as reivindicações são de escolas padrão FIFA e acessíveis a todo mundo. Então acho que não há uma razão só [para os protestos], acho que são diversas. Havia um copo cheio de reivindicações “quero que fique melhor, experimentei, sei que é possível”. Foi surpreendente? Foi. Aliás, eu acho gozado que se critique o governo que foi pego de surpresa, mas nenhum analista se autocritica dizendo que ele também não percebeu nada. E havia sinais. Greves que acontecem há anos em tudo quanto é setor nesse país, manifestações desde os evangélicos até aos que defendem o casamento igualitário, todas essas coisas estão nas ruas. Basicamente essas manifestações demonstram que as pessoas querem tudo de bom e do melhor e elas têm o direito de querer tudo do bom e do melhor. Houve uma repressão estúpida aqui em São Paulo naquele dia na avenida Paulista e aí então, aquilo que já estava efervescente, explodiu de vez.
   Leia  entrevista completa. Beba na fonte.

Almoço frugal

 Há tempos não almoçava na Kibelândia. A casa abre somente a partir das 16h. Para almoço só nas sextas-feiras.  Como sou "prata da casa", entro de manhã e fico blogando até a Cristina e o Hernani chegarem.
   Hoje, devido a convocação de manifestação pela pelegada dos sindicatos, chegaram mais cedo e resolvi almoçar com eles. Pedi o que mais gosto: um filé, bem mal passado, arroz branco, dois ovos e o maravilhoso feijão da Maria.
   Como podem ver pela foto do prato limpo, a comida estava deliciosa. Com sabor e aroma da velha Kibelândia, a casa mais tradicional do centro de Florianópolis.
   Levo uma vida aqui dentro!

   Serviço: São 14:30h agora e a casa já está aberta. 


Jovem fotógrafo filma a própria morte no Egito


Do Diário do Centro do Mundo
Ahmed Samir Assem fez a imagem mais emblemática de um país mergulhando no caos.
     Ele tinha 26 anos e era fotógrafo free lancer. Estava cobrindo os levantes no Egito após o golpe militar que tirou o presidente Mohamed Mursi do poder. Acabou produzindo a imagem mais impressionante e emblemática da situação caótica por que passa o país.

   Ahmed Samir Assem filmou sua própria morte. Ele registrava a ação de um franco atirador no topo de um edifício. O soldado, de acordo com testemunhas, disparava contra a multidão (naquele dia, 51 pessoas pereceram).

   O homem dá alguns tiros — e então aponta seu fuzil para Assem. A câmera para de operar nesse momento.

   Seu equipamento ensanguentado foi encontrado num dos acampamentos improvisados no local. Assem estava nas manifestações desde a primeira hora. Gente que apoiava a Irmandade Muçulmana (grupo do qual Mursi fazia parte) se ajoelhava para rezar quando foi atingida. O exército afirma que estavam tentando invadir uma instalação militar. 
Leia mais aqui.

MANIFESTO



terça-feira, 9 de julho de 2013

CIA não consegue decodificar correspondência entre Djavan e Gilberto Gil


Dilma reuniu eruditos liderados por Carlinhos Brown

para resolver o problema. Caetano não gostou.
   LINHA DO EQUADOR - Duas unidades da CIA entraram em colapso na tarde de ontem após sucessivas tentativas de quebrar o código das correspondências eletrônicas entre Djavan e Gilberto Gil. "Logramos êxito em compreender códigos nazistas, letras do Luiz Melodia e peças do Gerald Thomas. Conseguimos encontrar sentido no que dizem Tiago Leifert e Luciana Gimenez. Num esforço sem precedentes, deciframos até mesmo colunas do Merval Pereira. Mas a conversa entre o Sr. Djavan e o Sr. Gil utiliza um aparelho linguístico sofisticado demais", revelou o espião James Michelin.
   Intrigado com o que chamou de "questão de segurança nacional", o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se apressou na contratação de seis mil espiões cubanos. "Parece que há um jovem gênio em Havana que invadiu os computadores da Nasa, encontrou as usinas de enriquecimento de urânio norte-coreanas e, pasmem, decifrou os versos Açaí/ guardiã/ Zum de besouro/ um imã/ Branca é a tez da manhã", comemorou.
     Animado com o aquecimento do mercado de espionagem, o governador Sérgio Cabral abriu uma licitação para empresas interessadas em bisbilhotar o Rio de Janeiro. Minutos depois, um homem misterioso realizou o IPO da empresa CIAX na Bovespa.
   Procurados pelo piauí Herald, Gil e Djavan disseram estar ocupados trocando emails sobre as últimas colunas de Caetano Veloso no Globo. Leia matéria completa no Piauí Herald

Impugnação ameaça cargo do desembargador João Henrique Blasi no Tribunal de Justiça/SC

Ação popular que pede a impuganção do cargo do desembargador, que todos imaginavam extinta, voltou! 
   
O desembargador do Tribunal de Justiça, João Henrique Blasi, enfrenta novamente uma ação de impugnação da sua investidura no cargo. Blasi não conseguiu provar o exercício como advogado nos últimos dez anos, condição obrigatória para ocupar o mais alto cargo da magistratura.
   A Ação Popular que visa impugnar a nomeação para desembargador de João Henrique Blasi (nº 2007.72.00.013830-8/SC) teve a desistencia do seu autor, Cesar Augusto Bresola, após um acerto entre as partes, o que presumivelmente levaria ao arquivamento da ação.

   Ledo engano!
   Ação popular é que nem herpes, quando pensa que acabou ela aparece novamente. É o caso desta que assombra agora as noites o desembargador indicado por Luiz Henrique da Silveira para defender seus interesses dentro da justiça. 
   Atendendo ao edital da Justiça para saber se alguém se habilitava para tocar a ação adiante, eis que aparece Giuliane Graziele da Silva, agora autora da ação, que se habilita para lutar pela clareza e legalidade das ações da justiça catarinense. Se a nomeação foi ilegal o final da ação dirá.

   A ilegalidade
   Candidato indicado por Luiz Henrique da Silveira, então governador, para integrar as hostes do TJ (2007), Blasi foi o protagonista de um escandaloso embróglio que causou frisson nos meios jurídico/político de Santa Catarina. 
   Com o governo mais denunciado da história de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira necessitava muito da ajuda de João Henrique Blasi dentro do Tribunal de Justiça onde enfrentou várias denúncias de corrupção durante os seus 8 anos de mandato.
    Empurrando o nome de Blasi para integrar a lista do "quinto constitucional" - uma excrescência jurídica que permite ao Executivo a escolha de um membro do Juduciário - Luiz Henrique encontra um pedra no caminho. Com o nome já escolhido pelos parceiros do TJ, na tarde de 19 de novembro o juiz federal Carlos Alberto da Costa Dias expede uma liminar  suspendendo a posse do desembargador.

  O plano
   Sabedores da liminar, a cúpula do Tribunal de Justiça, o governador Luiz Henrique e Adriano Zanotto, então presidente da OAB/SC e Julio Garcia, então presidente da alesc, se reúnem às escondidas e tramam um ardilozo plano para evitar a notificação do oficial de justiça e finalmente dar posse ao indicado político de Luiz Henrique, João Henrique Blasi.
   O plano do grupo consistia em fazer Blasi renunciar às pressas à sua cadeira na Assembléia Legislativa, onde era líder do governo do PMDB, e ser empossado às escondidas.  

   A posse envergonhada
   A posse de João Henrique Blasi se deu nas primeiras luzes da manhã de terça-feira no gabinete do presidente do TJ, Pedro Abreu, menos de 12 horas depois de ser nomeado pelo governador Luiz Henrique. Foi a posse mais rápida desde a criação do Tribunal de Justiça de SC. 
   A urgência era a grande arma do grupo para  escapar da citação da decisão de um juiz federal, que, atendendo pedido em ação popular movida por um desafeto de Blasi, determinou a suspensão de sua nomeação. O novo desembargador foi mais rápido do que os oficiais da Justiça Federal. 

Vergonha - A investidura de João Henrique Blasi como desembargador teria tudo para reunir, durante a sessão solene, um dos maiores públicos do Tribunal de Justiça, em todos os tempos. Família bem relacionada e ele um cidadão benquisto, até mesmo o auditório da Assembléia seria pequeno. Aliás, depois de alguns mandatos como deputado, no mínimo estranho que ele tenha se despedido da casa sem um discurso, remetendo a sua renúncia ainda na noite de segunda-feira. Assumiu como desembargador nas primeiras horas da manhã, no gabinete do presidente do TJ, numa cena para lá de deprimente. (A Notícia).

Pressa - Que Blasi se sujeite a esse tipo de posse, temendo que a liminar da Justiça Federal até o julgamento do mérito possa levar de um ano e meio a dois anos, o expondo a constrangimento depois de assinado o ato de nomeação pelo governador (que lá na frente até já poderia ser outro), tudo bem! Agora, o Tribunal de Justiça apressar a posse, é de provocar calafrios. Certamente muitos desembargadores que votaram em João Henrique Blasi devem ter discordado deste procedimento. (A Notícia).

Dupla - O procurador-geral do Estado, Adriano Zanotto, e o futuro ministro do STJ, Jorge Mussi, foram os dois principais conselheiros de João Henrique Blasi, na decisão de renunciar rapidamente e tomar posse no início da manhã, antes de ser notificado do despacho do magistrado federal. Ele, particularmente, era contra. Coincidentemente, Zanotto poderá ficar com a cadeira de Mussi no tribunal catarinense. (A Notícia).

Troca - Agora, o pecado original está na politização de todo o processo, com o governo querendo transformar o seu líder na Assembléia Legislativa em membro do Tribunal de Justiça. Neste intervalo, valores atrasados da dívida dativa foram repassados, valores mensais foram estipulados, sem falar na criação do fundo. (A Notícia)



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Vinte anos ontem...

Meu querido José Soares Sobrinho
  Outro dia fiz 60 anos. 

   - Mais de meio século de vida", diria meu pai.

   É incrível a rapidez com que cheguei nesta idade, ou não? 
   A cada tempo uma impressão. Se começo a lembrar tudo que fiz e passei na vida da para ver que a vida é longa, que viver 24 horas por dia durante tantos anos custa...tempo.
   Mas o interessante disso tudo é que a impressão que eu tinha de uma pessoa de 60 anos é de uma pessoa velha, idosa...
   Não me sinto assim. A minha cabeça não acompanha a temporalidade da vida nem o envelhecimento do corpo, ao menos para mim. Continuo me vendo e me sentindo um "guri"!
   Lembro do meu pai e de seus amigos que aos 50 já eram "velhos". Me parece que a maioria das pessoas ao atingir uma determinada idade adotam uma postura de senhores, sérios, responsáveis como que para impor um certo ar de respeito. Deixam bigode, mudam a vestimenta e pronto: viram senhores "maduros" rumo à velhice...na aparência. Se vestem de velhos e envelhecem.
   Outro dia peguei no IPUF uma licença para Estacionamento em Vaga Especial. Está lá escrito no cartão: IDOSO! 
Velho novo na praça
   Posso agora desfrutar deste privilégio dos velhos, ocupar as vagas para idosos, que não são poucas, nas ruas e estacionamentos da cidade. Achei o máximo esse privilégio. Perco muito tempo procurando vaga para estacionar no centro todos os dias. Sou centauro, motorizado direto. Não ando de ônibus.
   Logo que retirei o cartão de IDOSO fui à Kibelândia mostrar o dito cujo para a minha amiga Cristina, proprietária do local. Cheguei dizendo que tinha um "novo velho" na cidade: Eu!
   Ela riu. Achou muito engraçado eu ter feito aquela credencial para colocar no parabrisas do auto e me falou que o Soares, seu pai e meu grande amigo de muitos anos de Kibelândia, estava muito doente. Havia envelhecido e está hospitalizado.
   
   Fiquei triste com a notícia. O Soares continuava sempre à minha frente: eu virando idoso e ele...andando.
   Pensei nisso e comentei com a Tina: 
   - Pôrra, convivo com o Soares a mais de 40 anos e nunca o vi como idoso. Em que momento será que isso aconteceu?
- É Canga, a gente não se da conta do tempo. Tínhamos 20 anos ontem...

   Fiquei pensando: que tempo louco esse!


Este vídeo é incrivelmente esclarecedor!

domingo, 7 de julho de 2013

Das Canas


    O líder político brasileiro e ex-presidente da República está na Alemanha em passeio giratório (magirus) por universidades locais.  Tem observado as manifestações populares no Brasil à distância.
   Aprendeu uma nova palavra em alemão: Schnapps. Quando jovem havia aprendido outra, no ABC paulista: Chopps.
   Assim, quando acorda nos hotéis em que se hospeda, escuta dos sorridentes trabalhadores: Guten Morgen.
   Então ele prontamente responde: Schnapps ou Chopps, depende do dia.
   Feliz, olha para a Dona Marisa e proclama: - Até aqui eles me entendem...
*Do nosso correspondente alemãoHans das PeTruck, que procurou o ex-presidente para saber a sua opinião sobre as manifestações de protesto no Brasil. Lula disse que não sabia de nada!

sábado, 6 de julho de 2013

Brasil mostra a tua cara...

Por Marcos Bayer
Primeiro eles ignoram, depois eles riem de você, depois eles brigam e então você vence. (Mahatma Gandhi)
As manifestações populares que começaram pelos vinte centavos a menos no preço do ônibus se alastraram como fogo e estão em todos os setores da sociedade. Desde os caminhoneiros até os médicos. Isto é saudável porque acorda o Brasil de uma inércia imprestável e obriga a classe política e dirigente a uma revisão geral.
O plebiscito proposto pela Dilma presidente é jogo de cena para barrigar a crise e jogar no colo do Congresso Nacional a saída para a lamúria brasileira.
Lá no Congresso, mesmo entre os ignorantes, não há santos. Lá estão homens de inteligência privilegiada, jurista, economistas, sociólogos e salafrários de todos os matizes.
Eles sabem o que o Brasil precisa. Eles sabem que deve haver limites à reeleição nos mandatos de vereador a presidente. Eles sabem que o poder público não pode pagar salários com 40 vezes de diferença entre o maior e a menor remuneração. Eles sabem que não é razoável uma casta de funcionários ganhando acima de R$ 30 mil reais mensais enquanto médicos, professores, policiais, bombeiros e outros ganham R$ 2 mil reais. Eles sabem que não pode haver nepotismo. Eles sabem que os aviões da FAB não são jatos particulares. Eles sabem que usar do cargo para facilitar e ganhar com negócios privados é crime de corrupção. Eles sabem tudo. Eles são o reflexo da nação.
O perigo que estamos vivendo é apenas um: a falta de uma liderança no movimento.
Quando uma revolução se instala, necessariamente ela precisa de um orientador para não cair numa inércia infrutífera.
Foi assim na India com Gandhi em 1947, foi assim na China com Mao Tse Tung em 1949, foi assim em Cuba com Fidel em 1959. Foi assim na Revolução Francesa de 1789 com o Diretório. Todas as revoluções, como em 1917 na Rússia, tiveram um grupo de orientação.
O Brasil não pode perder esta oportunidade. Precisa encontrar lideranças comprometidas com a revolução popular que se instalou na pátria.