segunda-feira, 29 de abril de 2013

O resgate do Serguei


ALGUÉM CORRA JÁ DO RIO OU DOS LAGOS E DÊ UM POUCO DE CARINHO, AMOR E DIGNIDADE A SERGUEI
Serguei hospitalizado em Saquarema precisa de ajuda financeira para tratar artrose e anemia. Vamos buscá-lo se seus amigos cariocas não lhe derem o mínimo do que merece
   
   Há 20 ou 22 anos toquei pela primeira vez com Serguei. Ele chegou sozinho na pizzaria San Francesco da Av. Rio Branco, do meu amigo Phill Collins (Mauri), pertinho da NET e da PM no Centro de Florianópolis. Um músico local tocara algumas baladinhas "banquinho e violão" da MPB. Minha mulher Tatá, então namorada, voltava do toilette e pede licença pro cabeludo da mesa ao lado. Serguei, na época com 50 e poucos e a cara do Steven Tyler do Aerosmith fala pra minha loura um 'você é carioca' afetadísssssimo!
   Conversam tranquilamente alguma coisa fugaz e banal sobre as indiscutíveis belezas cariocas e então o roqueiro me percebe também voltando do banheiro onde não sei se rolou uma travessura com a patroa. 
- "E aí cabeludo", brincou, "sonzinho djjjivaaagaarr", complementou sobre a trilha sonora da pizzaria lotada e frequentada de universitários 'durangos' ao pessoal que começava a povoar as redondezas da Presidente Coutinho e imediações. Cumprimentei, sabia do cara na Ilha de 20 e tantos anos atrás, hospedado no recém inaugurado hotel Cambirela. Na época eu tinha largado a editoria de polícia pela editoria de Economia, na qual baixava índices importantes pelo telegrafo e guardava as fitinhas do aparelho com as informações publicadas em envelopes bem lacrados. Bluseiro sempre leva uma palhetinha, mesmo detonada - no bolso do jeans, five pockets ou não. Brinquei que se rolasse um Summertime da Janis o bicho pegava... Ele me olhou e convidou: "Você garante"? Pedi licença ao músico. Ele continuou no balcão e o violão virou uma Gibson com um humbuker rascante no bridge e um gordo e penetrante P90 no neck. Era um violão Gianninni ou Di Giorgio, pouco importa, mas Summertime nunca foi tocado daquela maneira e nem um bar ou pizzaria de Florianópolis ou do Sul do Brasil tiveram um show tão peculiar quanto aquele de SERGUEI, Sir Guei!!!. 
   Caso Les Paul possa e seus amigos cariocas não amarelem (cumé quié cacalhada, um ídolo precisa e ninguém se mexe - que seja pra vaquinha dos remédios!!!), o tempo não acelere, tudo permita e tudo der certo, até semana que vem você terá um resgate DIGNO e bacana! 
 GOD BLESS YOU, MAJ FRIENDJJIII!!! 

Um comentário:

Raquel de Córdova Caetani disse...

Paulinho querido, o resgate tem que ser bem maior. Há uns meses encontrei o Serguei na Caixa da Lagoa, sendo tratado como um cachorro pelo "empresário" que o acompanhava. Minhas gatinhas Bianca e Rúbia não acreditaram que aquele "fiapinho" cambaleante fosse um roqueiro famoso. Bjs saudosos da prima e fã de priscas eras. Raquel
PS Queria ter estado naquele show...