terça-feira, 30 de abril de 2013

Lançamento Insular


segunda-feira, 29 de abril de 2013

O resgate do Serguei


ALGUÉM CORRA JÁ DO RIO OU DOS LAGOS E DÊ UM POUCO DE CARINHO, AMOR E DIGNIDADE A SERGUEI
Serguei hospitalizado em Saquarema precisa de ajuda financeira para tratar artrose e anemia. Vamos buscá-lo se seus amigos cariocas não lhe derem o mínimo do que merece
   
   Há 20 ou 22 anos toquei pela primeira vez com Serguei. Ele chegou sozinho na pizzaria San Francesco da Av. Rio Branco, do meu amigo Phill Collins (Mauri), pertinho da NET e da PM no Centro de Florianópolis. Um músico local tocara algumas baladinhas "banquinho e violão" da MPB. Minha mulher Tatá, então namorada, voltava do toilette e pede licença pro cabeludo da mesa ao lado. Serguei, na época com 50 e poucos e a cara do Steven Tyler do Aerosmith fala pra minha loura um 'você é carioca' afetadísssssimo!
   Conversam tranquilamente alguma coisa fugaz e banal sobre as indiscutíveis belezas cariocas e então o roqueiro me percebe também voltando do banheiro onde não sei se rolou uma travessura com a patroa. 
- "E aí cabeludo", brincou, "sonzinho djjjivaaagaarr", complementou sobre a trilha sonora da pizzaria lotada e frequentada de universitários 'durangos' ao pessoal que começava a povoar as redondezas da Presidente Coutinho e imediações. Cumprimentei, sabia do cara na Ilha de 20 e tantos anos atrás, hospedado no recém inaugurado hotel Cambirela. Na época eu tinha largado a editoria de polícia pela editoria de Economia, na qual baixava índices importantes pelo telegrafo e guardava as fitinhas do aparelho com as informações publicadas em envelopes bem lacrados. Bluseiro sempre leva uma palhetinha, mesmo detonada - no bolso do jeans, five pockets ou não. Brinquei que se rolasse um Summertime da Janis o bicho pegava... Ele me olhou e convidou: "Você garante"? Pedi licença ao músico. Ele continuou no balcão e o violão virou uma Gibson com um humbuker rascante no bridge e um gordo e penetrante P90 no neck. Era um violão Gianninni ou Di Giorgio, pouco importa, mas Summertime nunca foi tocado daquela maneira e nem um bar ou pizzaria de Florianópolis ou do Sul do Brasil tiveram um show tão peculiar quanto aquele de SERGUEI, Sir Guei!!!. 
   Caso Les Paul possa e seus amigos cariocas não amarelem (cumé quié cacalhada, um ídolo precisa e ninguém se mexe - que seja pra vaquinha dos remédios!!!), o tempo não acelere, tudo permita e tudo der certo, até semana que vem você terá um resgate DIGNO e bacana! 
 GOD BLESS YOU, MAJ FRIENDJJIII!!! 

domingo, 28 de abril de 2013

O Japão e o chapão...

chapão
Japão
  Por Marcos Bayer

   Mais de 700 pessoas participaram do encontro de vereadores e presidentes municipais do PSD, realizado neste sábado em Lages. Prefeitos, deputados, secretários estaduais e o governador Raimundo Colombo também estavam lá. O governador fez uma análise de sua gestão.


- Na primeira fase, conseguimos reduzir o pagamento de juros e melhorar o orçamento. Depois disso avançamos. E foi aí que lançamos o Pacto por Santa Catarina. Com mais de R$ 9 bilhões em investimentos que estão chegando em todos os municípios catarinenses - afirmou Colombo aos pessedistas. Publicado no DC, no blog do jornalista Moacir Pereira, hoje, 27 de abril de 2013.

   Algumas considerações são necessárias. O Japão é um país muito pequeno, espalhado por mais de seis mil ilhas, sendo que quatro delas, representando 97% do território, acolhem a nação. Com população em torno de 128 milhões de pessoas. Solo impróprio para agricultura, em razão das montanhas, é a quarta economia mundial com PIB de seis 
trilhões de dólares. No Japão existe corrupção política.
   Santa Catarina não é o Japão. Somos quatro vezes menores em território fértil e diversificado, com uma população de seis milhões e trezentos mil habitantes e um PIB de R$ 154 milhões de reais. Estes números provam que espaço, população e desenvolvimento econômico são variáveis e dependem de inúmeros fatores. Em Santa Catarina também existe corrupção política.   O que causa espanto é que em Santa Catarina alguns fatos têm outras versões. Nestes doze anos de governo da Tríplice Aliança, agora em gestação um chapão, cuja pretensão é mais quatro anos, podemos aprender com o governador a tradução de algumas informações.

   Em japonês seria: Santa Catarina deve R$ 10 bilhões de reais à União. Passei dois anos aprendendo a mexer na máquina pública. Agora, com mais empréstimos na ordem de sete bilhões, ficaremos devendo capital e juros sobre R$ 17 bilhões.

   Em chapones seria: Na primeira fase, conseguimos reduzir o pagamento de juros e
melhorar o orçamento. Depois disso avançamos. E foi aí que lançamos o Pacto por Santa
Catarina. Com mais de R$ 9 bilhões em investimentos que estão chegando em todos os 
municípios catarinenses - afirmou Colombo aos pessedistas   Tudo registrado pela imprensa de Santa Catarina, sem sequer questionar a diferença entre empréstimo, investimento e outras ilusões contábeis.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Jardim Botânico - RJ

Foto do Milton Ostetto
   Aclimatar as especiarias vindas das Índias Orientais: foi com este objetivo que, em 13 de junho de 1808, foi criado o Jardim de Aclimação por D. João, Príncipe Regente na época, e mais tarde d. João VI.
   Com a ameaça da invasão das tropas de Napoleão Bonaparte em Portugal, a nobreza portuguesa mudou-se para o Brasil e instalou a sede do governo no Rio de Janeiro.
   Encantado com a exuberância da natureza do lugar, aí D. João instalou o Jardim, que em 11 de outubro do mesmo ano, passou a Real Horto.
   Aberto à visitação pública após 1822, o Jardim teve visitantes ilustres como Einstein e a Rainha Elisabeth II.

   O Instituto de Pesquisas Jardim Botânico está localizado na zona sul do Rio de Janeiro e é uma das mais belas e bem preservadas áreas verdes da cidade, exemplo da diversidade da flora brasileira e estrangeira. Nele podem ser observadas cerca de 6 500 espécies (algumas ameaçadas de extinção), distribuídas por uma área de 54 hectares, ao ar livre e em estufas.
   A instituição abriga, ainda, monumentos de valor histórico, artístico e arqueológico e a mais completa biblioteca do país especializada em botânica, com mais de 32 000 volumes. (Fonte site do Jardim Botanico e Wikipédia)

terça-feira, 23 de abril de 2013

Leitor denuncia abandono de cemitério

   Prezado Canga,

   Mais uma vez recorro a esse Blog para denunciar o descaso de Prefeitura de Florianópolis na região continental que está sob os cuidados da Secretária do Continente, agora roubaram todos os fios dos postes da parte interna do Cemitério de Coqueiros, está tudo no escuro as fotos estão aí pra provar.
   O seu João Batista Nunes, secretário do Continente, não está nem aí para a situação que a cada dia se agrava mais, não tem vigilância é uma vergonha, o risco de virar criadouro do mosquito da Dengue alí é altissimo.
   Existe falta de coveiros, o descaso é total, será que se o cemitério fosse no bairro Córrego Grande o seu João Batista iria deixar acontecer isso? Esse cidadão que assumiu a Secretaria do Continente já mostrou ser um grande incompetente quando administrou nosso transporte público e agora vai acabar de destruir o que o "malandro" do Deglaber já tinha quase acabado.
   Quando é que o Sr. Cesar junior tomará uma providência? Promessas só em épocas de eleições, depois, o povo é que se f.............
   Abraço
Marcos


domingo, 21 de abril de 2013

A igreja de Itajaí

Foto e texto chupado do blog do Moacir Pereira. Postado por Upiara Boschi.

   
   Principal cartão postal de Itajaí, a Igreja do Santíssimo Sacramento é uma imponente obra de arquitetura. Projeto do arquiteto alemão Simão Gramlich, levou 15 anos para ser concluída. Foi inaugurada em 1955. A foto foi tirada pelo urologista Rogério Moritz, minutos antes do casamento de seu filho Rogério. Ao lado da Igreja Matriz, o Palácio Marcos Konder abriga o Museu Histórico da cidade. Um belíssimo casarão de 1925, bem conservado e cercado de jardins floridos.

sábado, 20 de abril de 2013

BODE EXPIATÓRIO

Palhaços Doutores visitam o Hospital Infantil 
 De leitor do blog:

"Vamos nobre Jornalista saber a quem pertence a empreiteira que atua dentro do hospital infantil há mais de 03 anos e que vive de aditivos, qual o ramo legislativo que tem".

   Sobre a exoneração do Diretor do Hospital Infantil é importante dizer que:

   É do conhecimento de todos que as obras realizadas nos hospitais públicos são definidas, planejadas e executadas pela equipe do Dr. Dalmo, Secretário de Saúde, a mesma equipe que fechou simultaneamente as emergências do Hospital Florianópolis (em obra há mais de 03 anos), emergência do Hospital Celso Ramos, ainda fechada ao público e a emergência do hospital infantil, em obras desde 2009.
   É sabido que a fiscalização e o acompanhamento das obras é do DEINFRA.
   Portanto, as intermináveis obras que tumultuam as rotinas dos hospitais e das Direções precisam ser cobradas dos incompetentes da própria Secretaria. Desafio o DEINFRA apresentar o relatório da última vistoria feita nas obras do hospital infantil e trazer à público as plantas, projetos arquitetônicos, projetos complementares (água, esgoto, elétrico, TI, telefonia, sistema de ar condicionado) que se arrastam desde 2009, os projetos simplesmente inexistem.
   Vamos nobre Jornalista saber a quem pertence a empreiteira que atua dentro do hospital infantil há mais de 03 anos e que vive de aditivos, qual o ramo legislativo que tem.
   Vamos procurar saber quem é o Engenheiro responsável da Saúde e o fiscal do Deinfra que acompanham o calendário de execução das obras.
   Obras intermináveis nos hospitais públicos são de responsabilidade do Secretário míope e sem musculatura política, Dr. Dalmo.
   Elegeram um bode expiatório para justificar a incompetência do Dr. Dalmo e sua equipe e a covardia do Colombo em substituí-lo.

AQUILES


                            De Emanuel Medeiros Vieira


sexta-feira, 19 de abril de 2013

Dos asnos, dos cegos e de alguns políticos...

A cabeça do senador LHS é a cabeça da Carmem Miranda revisitada
  Por Marcos Bayer

   Prefeito de Joinville e governador de Santa Catarina, conhecido por suas grandes obras, entre elas as Secretarias Regionais de Desenvolvimento, o metrô de superfície e a restauração da ponte Hercílio Luz, Luiz Henrique da Silveira, num surto de clarividência compara dois monumentos públicos da Humanidade, a Capela Sistina em Roma e a Torre Eiffel em Paris a um projeto de um hotel privado em Florianópolis, sobre a Ponta do Coral.
   Não se pode imaginar que o senador seja advogado da empresa interessada na obra-senadores são proibidos de advogar por determinação legal – não se pode imaginar que seja em razão da amizade com o vice-governador, herdeiro parcial do istmo em discussão.
   Não podemos misturar, também, alguns dos escândalos de seus dois mandatos governamentais, entre eles o caso Aldo Hey Neto e o rombo financeiro na CELESC em parceria com a Monreal, cuja presidência era ocupada pelo atual vice-governador.   Mas, deixemos a visão estrábica e vamos para a visão do cego. Se é que é possível...
   José Saramago, prêmio Nobel de literatura, escritor português em seu Ensaio sobre a Cegueira, mostra como um homem contaminado por ela, em seu veículo, no semáforo, a dissemina a todos que prestam socorro.
   A força da epidemia não diminui com as atitudes tomadas pelo governo e depressa o mundo se torna cego, onde apenas uma mulher, misteriosa e secretamente manterá a sua visão, enfrentando todos os horrores que serão causados, presenciando visualmente todos os sentimentos que se desenrolam na obra: poder, obediência, ganância, carinho, desejo,
vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjugados.
   Este é o grande perigo da cegueira e dos cegos convictos. Eles podem contaminar o mundo. Começam por sua cidade, depois pelo seu estado, seu país e, finalmente, o mundo.
   Um político que quer forçar uma barra para a construção de um hotel sobre um aterro marinho dando vantagens ao privado em detrimento ao público sofre de cegueira.   Afora o cambalacho já esmiuçado em vários artigos de vários cidadãos, persiste uma vocação amiga entre a empresa construtora, os proprietários do istmo e alguns políticos.
   No futuro, quando olharmos para o metro de superfície do LHS - sua grande obra - compreenderemos o tamanho de nossa cegueira.
   E teremos a certeza de que somos asnos suficientes para votar numa chapa que reúna, como ele quer, o PMDB, o PSD, o PT e o PP.

   Asnos e cegos são capazes de coisas fantásticas...



Da análise analítica do texto publicado e das imagens que o ilustram

Adicionar legenda
Konrad Westruck Heinze Muller
Doutor em psiquiatria e psicanálise 
pela Escola de Viena

   Senhor editor do Cangablog e jornalista Sérgio Rubim:
   
   Durante algum tempo fui residente em Ottakring, nos arredores de Viena. Fui aluno do Doutor Sigmund Freud, o pai da psicanálise e um homem muito doido. Freud nos ensinou a observação do comportamento humano, as reações cotidianas, o mundo onírico. Desde que voltei de Viena fixei residência em Pomerode - Santa Catarina.
   Em Pomerode somos uma colônia alemã bem típica, temos o deputado Knaesel e os leões do zoológico. Eu observo muito os bichos e os humanos que visitam os primeiros.
   Quando o macaco bota a mão naquilo, no sexo, todo mundo ri...
   Quando o leão abre a boca, todos ficam com medo...
   Então eu concluí que mão de macaco e boca de leão são duas experiências fortes e inesquecíveis para os humanos.   A ilustração do artigo em que se comentam as considerações de LHS sobre a Capela Sistina, a Torre Eiffel e a Ponta do Coral, obriga-me ao comentário seguinte: A cabeça do senador LHS é a cabeça da Carmem Miranda revisitada. Ao invés de bananas e carambolas, abacaxis e mangas, ele tem na cabeça metros de superfícies, capelas renascentistas, torres de ferro e ponte do mesmo material. Isto é um sincretismo psico-lático. Ou seja, LHS é brasileiro, de origem Silveira, mas queria ser alemão, ou italiano ou francês. Assim estaria mais acomodado em sua base eleitoral, Joinville.   Como sua equipe de trabalho é majoritariamente composta por gente burra, ele tem fixação nos asnos.   Os cegos são necessários à formação de sua personalidade política para que ninguém veja o que ele praticou no governo.
   Por fim, a mulher, única, que misteriosamente manterá sua visão não é a Ada Lili de Luca.   Esta é minha análise à luz dos ensinamentos freudianos.

*Konrad Westruck Heinze Muller atende todas as 4ª e 6ª em Pomerode, no seu consultório particular. Nos outros dias observa os bichos e os homens no zoológico.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

GASTRONOMIA – LA CAVE

   By blog da Gabriela Faraco

   Para quem ama comer bem e é amante de vinhos e champagnes, a dica de hoje é especial a vocês. Abriu no final do ano passado, aqui em Floripa, o primeiro gastrobar da cidade, o La Cave. Os pratos preparados pelo chef Nelson Valbuena são sucesso absoluto. De início, escolha seu Amuse-bouche(finger foods, ou pequenas comidinhas, se preferirem), como mini brochette de mignon, carpaccio de salmão ou até mesmo ostras empanadas. Outra especialidade do La Cave são os bombons de Foie Grás, atendendo aos paladares mais exigentes. 
   O ambiente é superdescontraído, ideal para reuniões com amigos, jantares a dois ou até mesmo para happy hour depois de um dia estressante de trabalho.

O La Cave fica na rua Altamiro Guimarães, número 260. Atende de terça a domingo, das 11 às 2 horas. Contato pelo telefone 3037-2828 ou pelo e-mail contato@lacavebar.com.br.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Estranhas Memórias (II)


   Por Marcos Bayer

   E a onda bateu e voltou...

   A onda que se formou no pós-guerra foi uma onda de completa reavaliação da vida
humana associada. Antes dela, a Renascença Italiana, 500 anos antes, impondo uma
reflexão no Ocidente sobre o fim das trevas e o início das grandes navegações e dos
novos mundos recém-descobertos: As Américas do Norte, Central e do Sul.
   Na segunda metade do século XX, nasceu a geração mais livre e mais crítica da história
humana. Uma geração que questionou com Erich Von Daniken se os deuses eram
astronautas. Uma geração que ouviu de John Lennon a frase: Somos mais famosos
do que Jesus Cristo. Uma geração que ousou, quebrou regras, paradigmas, mudou
hábitos, ensinou o diálogo com os pais, perguntou onde vamos colocar nosso lixo -
até então lançado em qualquer matagal - como vamos morar uns em cima dos outros,
pois os edifícios eram fenômeno mundial havia 30 ou 40 anos, que roupas usaremos,
que sociedade queremos (uma casa no campo onde eu possa compor muitos rocks
rurais), que educação necessitamos? Em Paris a manifestação dos estudantes em Maio
de 1968, aqui a Tropicália, nos EEUU os protestos contra a guerra no Vietnã. Glauber
Rocha e o cinema novo. Hair e Jesus Christ Super Star. O perigo na guerra nuclear no
Hemisfério Norte, Luiz Gonzaga em Asa Branca no Hemisfério Sul.
   Ernesto Geisel e o trem bala do Japão. Mortes e torturas pelas ideias. Chico Buarque
canta Reconstrução. Caetano fala da piscina, margarina, da Carolina, da gasolina...
   Eu vou ao Baturité e depois na Kizumba ouvir George Benson cantar Lady Blue. When
you show me a different side... Because I love you more and more... Uma geração
libertária que queria um mundo melhor. Em 1981, o Senador Ted Kennedy discursava
nos jardins da University of Southern California e pedia aos governos americano e
soviético: Nuclear Freeze. Aqui, em 1984, dignos senadores organizavam o movimento
das Diretas Já.
   O Brasil começa a viver a abertura política. As drogas da década anterior, a maconha e
o álcool, especialmente, são adicionados à cocaína, depois ao ecstasy e ao crack final.
Tudo fica punk.
   Um sonho de paz e amor, do tamanho de uma geração, santa geração é substituído
pelo pragmatismo econômico que vem com a queda do Muro de Berlin, 1989, e com o
fim da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas.
    Garotos focados (não sabem no que), ternos iguais com gravatas sem cor, botões
fechados próximos aos pescoços, executivos sem sonhos coletivos que aprendem a
roubar desde cedo.
   Mobilidade urbana, modais, gestão otimizada, sushi & sashimi, kite surf e narguilé. É
muito pouco em troca de uma liberdade que não terminava no horizonte, de um velho
calção de banho, de um dia para vadiar, de um mar que não tem tamanho e de um
arco-íris no ar... Canta Vinícius teu lindo mar de Itapoã, falar de amor Itapoã...
   Sociedade de criatividade escassa, talentos represados, contidos nas magníficas telas
de PC. Diferente da bárbara bela tela de TV que cantava Gilberto Gil.
   Genética, profética, cibernética civilização. A cada dia me despeço da vida. É muita
coisa para guardar dentro do meu eterno peito juvenil...
   E a consciência da minha finitude estrangula minha garganta.

   Logo ela que tanto bradou.

BONECAS TROPEÇAM NA BÍBLIA


   Por Janer Cristaldo

   Que época, esta nossa! Chegamos a um ponto em que urge defender um pastor evangélico picareta e analfabeto. Os tempos andam tão bicudos que Silas Malafaia já se considera um paladino das liberdades democráticas. Leio na agência Estado que o pai do vocalista do Mamonas Assassinas, Hildebrando Alves, vai entrar na Justiça contra o deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) por danos morais.
   Na semana passada, Feliciano afirmou durante um culto que sabia o que havia causado o acidente de avião na Serra da Cantareira, em 1996, que matou todos os integrantes da banda. "O avião estava no céu, região do ministro do juízo de Deus. Lá na Serra da Cantareira, ao invés de virar para um lado, o manche tocou pra outro. Um anjo pôs o dedo no manche e Deus fulminou aqueles que tentaram colocar palavras torpes na boca das nossas crianças", disse o pastor.
   Para começar, o pai do desmiolado – tão desmiolado quanto o filho - não é parte competente para processar o pastor. Se alguém sofreu danos morais foi o defunto e defunto não processa. Se alguém foi caluniado, foi Deus. E o tal de deus tem outras instâncias que não as dos mortais. Uma suprema instância na qual só ele é juiz. Uma espécie de Joaquim Barbosa das esferas celestes. 
    É obviamente estúpido o que disse pastor. Mas estupidez semelhante foi repetida
durante décadas pela Igreja Católica, a respeito do Titanic. Em meus dias de guri, li em meu livrinho de religião – Luz do Céu – que o naufrágio era a resposta divina à humana arrogância. Alguém teria dito: “este navio nem Deus afunda”. E mesmo que ninguém tivesse dito, era preciso encontrar a frase. O bom Deus teria se sentido desafiado e posto um iceberg na rota do barco. Até hoje, certamente, tanto padres como pastores devem andar repetindo a história por aí. 
   
   Leia artigo completo. Beba na fonte.

Protesto contra o Monstro do Rio Tavares

Dois não são seis

Construção de um prédio em Florianópolis, apelidado de Monstro do Rio Tavares, revolta a população e reaviva o debate sobre a especulação imobiliária 

   Por Fernando Evangelista*

   No sábado passado, 13 de abril, pela primeira vez na história da humanidade, cerca de 200 pessoas saíram às ruas para dizer que “dois não são seis”. O insólito evento ocorreu no Rio Tavares, bairro no sul da Ilha de Santa Catarina, um dos mais bonitos de Florianópolis.
   Naquela região, que ainda preserva área de Mata Atlântica e vegetação de restinga, é permitida a construção de edifícios de até dois andares. Mas a comunidade local, que não é boba e sabe matemática, surpreendeu-se no último mês com um edifício pré-moldado, ainda não concluído, de seis andares. 
   Localizado na rodovia Antônio Luiz Moura Gonzaga, a principal via do bairro, o prédio abre um precedente perigoso. De acordo com os moradores, se entrar em funcionamento, toda a área – com características rurais – sofrerá a exploração imobiliária que já desfigura outras partes da Ilha.
   Leia matéria completa. Beba na fonte.

terça-feira, 16 de abril de 2013

Londres vista por Milton Ostetto


   Em janeiro estivemos em Londres...
   Falar dessa cidade seria meio que "chover no molhado". Antes de ir sempre criamos uma expectativa sobre o que vamos encontrar, até porque hoje em um mundo onde a midia globalizada dita as regras do que querem que vejamos acabamos construindo em nossa mente um lugar visto pelos olhos de outros... nada como estar lá.
   Algumas fotos das pessoas que encontrei nessa viagem no blog http://www.miltonostetto.blogspot.com.br/

sábado, 13 de abril de 2013

...da mobilidade urbana


   Leitor atento denuncia irregularidades em construções da cidade:

Caro Canga,
o mau exemplo muitas vezes começa no poder público. Vejam o prédio na rua Mauro Ramos, em frente ao IEE, onde a partir da próxima segunda-feira vai funcionar a Fundação Franklin Cascaes, no quarto e quinto andares: o estacionamento de visitantes é em cima da calçada! 
   Observem que à direita, com a Meriva parada, não sobra nenhum centímetro para o pedestre. E tudo isso a poucos metros de onde, em 2008, a administração anterior recuou o canteiro central da avenida para viabilizar a construção de uma calçada em frente àquela sequência de casinhas geminadas tombadas. Dinheiro gasto à toa, porque logo depois inauguraram esse monstro aí, e o ganho que o pedestre teve foi pro espaço.   Esse prédio está irregular pois a lei não permite esse tipo de estacionamento no afastamento frontal. Uma das causas da falta de calçadas e de congestionamentos na cidade é que muitos comerciantes e empresas utilizam esse artificio para aumentar o numero de vagas. O espaço de manobra do carro fica a própria rua e o uso repetitivo de entrar e sair tranca o fluxo. O mais grave é a calçada pois a acessibilidade é o item fundamental dentro da urbanização da cidade. 
   Estranho esse prédio ter Habite-se pois a inclinação da calçada chamada de passeio é de 10% em relação ao meio fio e o espaço minimo ou seja a largura é de 2,00 metros e nesse caso especifico a lei obriga a colocação de barras de aço para impedir o estacionamento irregular. 
   Parabéns por alertar a comunidade para esse tipo de irregularidade.
Gustavo G.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Cartas de Laurita Mourão


   Querido Sergio, grande CANGA!
   Saudades suas esperando que já esteja com a saúde cem por cento em ordem.
   Por motivos variados, somente ontem pude ler o e-mail de sua amiga baiana Dra. Jacyan Castilho de 1/3/13 encaminhado por você solicitando meu e-mail para comunicar-se comigo.
   Fiquei perplexa por ela desejar transformar dois dos meus livros num monólogo teatral e me pedindo autorização ! Meus livros são medíocres e não despejam nos eventuais leitores nenhuma filosofia que já não esteja em prática neste mundo de DEUS !
   Entretanto ontem, falei com ela pelo celular, o meu e o dela, e nos entendemos: disse-lhe do agradecida que estou e mais que nada honrada e que ela pode usar os textos que deseje dos meus livros.
   Obrigada a você pela gentileza de dar-lhe as minhas coordenadas possibilitando o nosso contato.
   Estava, como em todos os Verões, em Punta del Este, onde fico os dois meses de janeiro e fevereiro evitando o senegalesco calor carioca e desligando-me de quase tudo inclusive, de certa forma, do computador, de maneira que os e-mail foram se amontoando e chegaram a passar de mil ... aí só mesmo quando regressei ao Rio e tive tempo de lê-los todos e respondê-los.
   Em meio de tudo isso, no último dia em Punta del Este, escorreguei no cabeleireiro e quebrei o úmero do braço direito: estou ainda engessada e agora mesmo escrevendo-lhe com a mão esquerda: nos meus quase 87 anos de idade virei AMBIDEXTRA ! Temos que ter muito cuidado com as palavras pois ao contar a uma amiga minha desta minha nova condição ela me perguntou por que que eu havia “decidido mudar de sexo” !
   Lembrei-me, então, daquela vizinha que por cima do muro lhe pergunta à outra por que nunca mais viu seu marido que antes saia tanto de casa e ouviu a resposta: “Não sai mais de casa desde que é SIFILÍTICO” e ouve-se de longe a irada voz do marido: “FILATÉLICO, idiota” !
   É, a língua portuguesa tem seus bemóis ...
   Numa outra ordem de ideias, comento o PEC DAS EMPREGADAS DOMÉSTICAS: entre as minhas amigas duas já despediram suas antigas domésticas aproveitando que ainda não há multas a pagar e tomaram cada uma 2 faxineiras alternadas em dias diferentes da semana de maneira a ter o serviço todos os dias ficando LIVRES de qualquer vínculo empregatício uma vez que as faxineiras são autônomas.
   Aqui em casa tenho há 23 anos as mesmas 3 empregadas mulheres que dormem aqui comigo e meu motorista que se retira todos os dias e nenhum deles trabalha oito horas por dia porque se revezam, saem à rua, frequentam cursos, ganham muito bem sem gastos, cada uma tem seu quarto individual com TV, ventilador de teto, roupa lavada nas máquinas de casa, férias anuais pagas, folgas semanais, 13* salário, INSS pago por mim sem descontar-lhes nada, 2 meses do Verão ficam livres enquanto estou fora do país e ganham igualmente sem descontos, e agora tenho que colocar um relógio de ponto em casa para marcar as HORAS EXTRAS que jamais acontecem por que eles se revezam ... e dividem inteligentemente o trabalho doméstico sem que eu diga nada: somos muito felizes.
   Além de tudo, como são analfabetas, não vejo bem onde trabalhariam senão em outra casa no mesmo serviço pois não sabem, infelizmente, fazer outra coisa!
   A gritaria é geral também porque o LAR de FAMÍLIA não produz lucros senão e somente GASTOS, de modo que ainda ter mais gastos com o serviço doméstico que, além de dormir no emprego, se ALIMENTA por conta do patrão ... parece injusto!
   Como no nosso país há LEIS “que pegam e outras que não pegam” veremos com o passar do tempo o que acontece, entretanto, como Advogada que sou, estou tomando as providências cabíveis por que não se brinca com leis constitucionais ainda que se esteja com a razão !
   O Prefeito do Rio de Janeiro todos os dias inaugura um buraco (SALVO SEJA! como diziam as minhas elegantes tias Linhares nos anos 1940) o que tem tornado o nosso trânsito automotor absolutamente engarrafado a qualquer hora do dia e da noite por conta das ruas dos bairros estarem “cortadas” para as obras a ficarem prontas ANTES dos internacionais eventos a vir.
   A propósito da palavra EVENTO, um “boia fria” assombrado e horrorisado com a possibilidade do fim-do-mundo disse ao amigo que estava com ele tomando a cervejinha costumeira que “não temesse porque aqui no Brasil não aconteceria nada pois ainda “não estamos preparados para os grandes “EVENTOS” ...
   Querido CANGA nada é mais importante que a saúde: estou-lhe escrevendo, como disse acima, não de Ipod ou BlackBerry senão com a minha mão esquerda por causa do meu ÚMERO quebrado: novamente temos que ter cuidado com essa palavra: quem sabe como vai ser interpretada !!!

   Abraços muito respeitosos da amiga e admiradora, agradecida, 
Laurita Linhares Mourão de Irazabal.

O COCRETE DA SUZETE


    Já é abril e a escandalosa estrela (de)cadente da D'brega'S Drama Band, a espevitada Suzete Valdirene, está de aniversário, louca pra comemorar sua primeira primavera solteiríssima da silva, pois o taxista Reginaldo Moacir, depois da bombástica revelação da gravidez da eterna piriguete Deusolete Furacão, dançou bonito e agora anda comendo o pão que o diabo amassou.   Então, em uma terra famosa por suas macarronadas, feijoadas, peixadas e ricos caldinhos, é óbvio e ululante que a senhorita Suzete não deixaria por menos e também faria a sua festa com temática gastronômica, certo? Foi assim que surgiu, então, o COCRETE DA SUZETE, uma festa que vai entrar para os anais (sem maldade, gente, por favor!) da cidade, regada a muita Música Popular Brasileira de Boteco com a D'brega'S, evidentemente.
   O Cocrete da Suzete será celebrado no próximo dia 20 de abril, a partir das 21 horas, numa casa especial, feita especialmente pra quem curte dançar até se acabar, o belíssimo Studio de Dança Fabiano Silveira, bem no centro da cidade, na rua São Jorge, ao lado do supermercado Hippo. O valor dos ingressos é 20 reais. Além da diversão costumeira e da companhia agradável da trupe de palhaços da D'brega'S Drama Band, será oferecido um saboroso coquetel aos convidados em nome da nossa cantora pra garantir a energia dos dançarinos e da banda glutona, claro. A bebida, porém, é por conta de cada convidado. Afinal, em festa de MPBb a galera bebe pra esquecer mesmo e a banda já lembrou a Suzete que ela não enricou tanto assim. 
   Os ingressos serão vendidos pela banda e também no local da festa. Quem não tiver a sorte de encontrar a banda ou não puder ir ao local, não precisa se desesperar: é possível também garantir a sua entrada por meio da lista de convidados. Aos interessados em ter seu nome na lista, favor enviar um e-mail para bandadbregas@gmail.com ou acessar o Facebook da banda, ok?
   Assim, aguardamos todos lá no dia 20 de abril para mais uma noite de muitas risadas e muita música numa das melhores casas do centro de Florianópolis.

APOIO: Café da Praça (Santo Antônio de Lisboa), Ieda Lyra Pães, La Boheme Café e Miriam Braga Promoter.

SERVIÇO:
Cocrete da Suzete
Onde: Academia de Dança Fabiano Silveira, Rua São Jorge, 202
Centro - Florianópolis
Quando: 20 de abril, 21 horas
Ingressos: 20 reais

quinta-feira, 11 de abril de 2013

CRIMES, MENTIRAS E TELEGRAMAS

Por Jessica Mota e Marina Amaral
Cumplicidade de Pinochet e americanos nas violações de direitos humanos no Chile expressa-se em telegramas cínicos e cheios de gentilezas; Pinochet sugeriu ao embaixador canalizar recursos através do Brasil
   Ele liderou o bombardeio do Palácio de La Moneda por aviões da força aérea, derrubou o governo Allende e assumiu o poder no Chile durante 17 anos. Em 1977, quatro anos depois do golpe que levou o presidente eleito, Salvador Allende, ao suicídio, e instituiu a ditadura militar no Chile, seu governo foi condenado pela ONU pela crueldade – comprovada – exercida contra presos políticos. Foram 40.018 vítimas da ditadura militar – mortos, torturados e presos políticos – de acordo com a contabilidade oficial do governo do Chile, divulgada em 2011. Em 2012, quase seis anos após sua morte, uma investigação judicial no país determinou a abertura de seu testamento, revelando uma fortuna de US$ 26 milhões, dos quais somente US$ 2 milhões possuíam justificativa contábil.
    Com essas credenciais, parecem no mínimo inadequados os adjetivos escolhidos pelo embaixador americano no Chile, Nathaniel Davis, para descrever o comportamento de Augusto Pinochet em telegrama secreto enviado em 12 de outubro de 1973, um mês depois do golpe, quando dois jornalistas americanos – Frank Teruggi, 24 anos, e Charles Horman, 31 anos, estavam oficialmente “desaparecidos”.
   Leia reportagem completa no PÚBLICA

O buraco do Dario...


Do Tempero & Apimentados  

 A drenagem pluvial, obra realizada na Av. Othon Gama d'Eça, no final da administração do ex-prefeito Dario Berger e que ocasionou transtornos a motoristas e pedestres, durou pouco. A caixa de drenagem se rompeu, e um enorme buraco teve se quer aberto novamente e a empreiteira responsável foi chamada para recuperação da via.  
  A pergunta que fica no ar: quais foram as causas do rompimento da estrutura? (Foto: Meira Júnior)

Em 22 de junho de 2012 o Cangablog já levantava esta lebre

O mistério da obra na Av. Othon Gama D’Eça


      Na Ilha dos casos e ocasos raros o assunto é um só: qual o real motivo da megaobra realizada pela prefeitura de Florianópolis na Avenida Othon Gama D’Eça? 
     Como a prefeitura não deu qualquer explicação à população, crescem os rumores de que a obra, na verdade, tem como único objetivo atender aos interesses de construtoras que erguem espigões naquela que é considerada uma das principais e mais movimentadas avenidas do Centro de Florianópolis.
     As imagens reforçam as suspeitas. Uma das obras, que numa referência para quem nasceu aqui fica no terreno da antiga Kimoto, uma verdadeira cratera foi aberta para construção das garagens subterrâneas do edifício. Não são poucos os que afirmam que a tal obra da prefeitura é essencial para evitar o alagamento da parte subterrânea, já que pela região passava antigamente um córrego.

Santa Catarina a caminho da bancarrota

   Secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, declara hoje, com ar de estupefação, que o quadro finaceiro de Santa Catarina é grave! 
   Segundo Gavazzoni, o problema causador do alerta vermelho está na queda da arrecadação e nos elevados gastos com o funcionalismo o que levou o governo a ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
   Trocado em miúdos, isso quer dizer que a gastança com a manutenção da máquina política herdada de Luiz Henrique da Silveira, o megalômano, "ultrapassou o teto" (expressão da moda atualmente).
   Dever de casa
   A situação financeira do estado chegou a esta grave realidade porque o governo não fez o dever de casa. A coisa era mais simples do que se pensa. Era apenas adotar o receituário "aviado" pelo Tribunal de Contas de SC, quando da análise das contas de 2011, que dizia:

   O Tribunal de Contas, na emissão de seu Parecer Prévio, conferiu destaque a alguns aspectos da atuação do Estado em 2011. O TCE/SC recomendou ao governo a redução dos gastos com publicidade e terceirização de serviços. Também questionou o grande número de Secretarias de Desenvolvimento Regionais (SDRs) existentes em Santa Catarina, o repasse a menor de recursos às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAEs), o prejuízo causado ao Instituto de Previdência do Estado de Santa Catarina (Iprev) por enquadramentos irregulares de servidores e a falta de servidores concursados no Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra).
   O Estado possui 36 SDRs, criadas em 2003 para descentralizar a execução das políticas públicas. Porém, constatou-se que as ações públicas continuaram a ser feitas em sua grande maioria de forma centralizada.
    Exemplo disso é o caso das funções educação e saúde, em que se verificou uma diminuição das despesas executadas por meio das secretarias regionais, se comparadas com o total das ações do Estado, por meio das secretarias setoriais. Enquanto o Estado aumentou sua aplicação de recursos nessas duas áreas em 7,92% e 8,65%, respectivamente, nas SDRs os gastos caíram 5,87% e 38,34%.
   Outro aspecto destacado nestes órgãos regionais diz respeito à queda nos seus investimentos, enquanto a despesa com pessoal cresceu.
   Por isso, o TCE/SC recomendou que o Executivo reduza consideravelmente a quantidade de SDRs para números adequados a sua necessidade ou que apresente estudos que comprovem a importância da manutenção das 36 unidades existentes.
   Em relação ao iprev, o problema ressalvado diz respeito a um prejuízo estimado em r$ 100 milhões em seus cofres decorrente de enquadramentos irregulares de servidores. Em função disso, o Parecer Prévio do TCe/SC recomendou que o instituto faça a revisão dos enquadramentos considerados inconstitucionais. isto vai possibilitar a compensação previdenciária e minimizar o desequilíbrio das contas do iprev. 
   Outra ressalva diz respeito às aPaes, que devem receber 1% das receitas do fundosocial, obtidas do pagamento de iCmS. Como em 2011 foram destinados r$ 16,53 milhões, representando 52,20% do valor total, o TCe/SC recomendou ao governo do estado que cumpra a legislação e repasse integralmente os valores devidos às entidades. 
   O Parecer Prévio trouxe ainda uma recomendação para que o governo reduza as aplicações feitas em publicidade e propaganda nos próximos anos. a medida visa combater o desperdício de recursos, já que, em 2011, foram destinados r$ 79,81 milhões para pagamento dessas despesas, representando um aumento de r$ 11,53 milhões em 
relação ao ano anterior.
   Os gastos com a terceirização de serviços pelo governo estadual também mereceram uma recomendação no Parecer Prévio do Tribunal. diante da constatação de que houve um aumento de 94,62% nas despesas com terceirizados, nos últimos cinco anos, o TCe/SC
defendeu maior controle e redução dos dispêndios dessa natureza ao estritamente necessário. Sobretudo, que as terceirizações não representem o enfraquecimento do Poder Público na missão de prestar os serviços obrigatórios e indispensáveis à sociedade.
   A terceirização de serviços estratégicos no deinfra — responsável por implementar a política de infraestrutura de transportes, edificações e obras hidráulicas de Santa Catarina- foi alvo de recomendação do Tribunal de Contas. o deinfra tem poucos servidores concursados, e muitos estão se aposentando, considerando que o último concurso público foi realizado em 1984. devido a isso, o TCe/SC recomendou a realização de concurso público.


   Está tudo bem clarinho aí neste relatório do TCE.
   Na verdade, faltou coragem ao governador Raimundo Colombo para enfrentar o PMDB e  Luiz Henrique da Silveira, o "Sarney do Sul", verdadeiro causador de tudo isso.
   Agora, segundo o jornalista Cesar Valentevem o governador dizer que vai tratar das Secretarias Regionais (que já chamou de cabides de emprego) no ano que vem, em ano eleitoral! 
   Manter o monstrengo criado por LHS é o preço que Raimundo Colombo está pagando pela sua eleição e de olho na reeleição.

   Meus sais...por favor!

quarta-feira, 10 de abril de 2013

BMW, Busscar - noticiosas especulações da produção automobilística em Santa Catarina


   Por Eduardo Guerini

   Em seu retiro límbico, criando os pangarés para os barnabés provincianos que se vangloriam de trocar 5000 postos de trabalho de empresa nacional contra 1.500 empregos de corporação transnacional...


   Na comemoração do auspicioso mês de abril de 2013 na província catarinense, com a presença de inúmeras personalidades governamentais de todas as esferas, marcaram presença todos os envolvidos em nova especulação para o lançamento da “pedra fundamental” de nova planta automobilística na cidade de Araquari (SC), na região metropolitana de Joinville , nordeste catarinense. 
   A terra do trabalho, sede de empreendedores criativos e dinâmicos, inserida no padrão automotivo implementado pelo governo lulo-petista como salvação de um plano de desenvolvimento vinculado ao incentivado consumo interno via concessão de crédito para indivíduos, famílias e empresas (estrangeiras como prioridade nacional), sem dinamização das bases produtivas articuladas à dinâmica da economia nacional foram efusivamente saudados na cerimônia de assinatura do contrato de instalação da fábrica da empresa estrangeira.
   Com enfoque mais apurado, a adesão da BMW , tem um conteúdo simbólico importante para a Manchester catarinense, encontrar um novo modelo de desenvolvimento para a combalida indústria metal-mecânica local. Com toda a sorte de incentivos , doação de terrenos, acrescidos de um benefício de reversão de impostos transformados em crédito em favor da montadora, qualquer alma benevolente estaria satisfeita com o pacote distributivo em favor da empresa alemã. Os benefícios gerados segundo especulações é da ordem de 1.400 diretos, mais alguns empregos indiretos – em torno de 6.000 , sendo bastante otimista.
   Contudo, a história se encarrega de dar força para os vitoriosos, relegando aos derrotados, um olímpico esquecimento diante de toda a mobilização de trabalhadores e classe empresarial para manter uma empresa nascida em terras catarinas – a BUSSCAR Ônibus S.A.
   Uma empresa tipicamente catarinense, originária de descendentes suecos, iniciando suas operações como simples marcenaria, fábrica de aberturas, posteriormente, carrocerias de caminhões. A ascendente situação iniciada em 1946 progrediu para montagem de uma jardineira (em chassi Chevrolet), transformando-a posteriormente, na importante empresa de produção e montagem de ônibus: meio de transporte para maioria da população brasileira.
   Em 1990, a Busscar ganhou reconhecimento no mercado brasileiro e internacional, desenvolvendo tecnologia própria na concepção e fabricação de soluções para este “meio de transporte coletivo” elemento importante para a crise da mobilidade urbana nas engarrafadas cidades brasileiras e catarinenses. 
   Um dado importante, a BUSSCAR empregou em sua época dourada – 5.000 trabalhadores diretos, que produziam tecnologia própria , um escândalo para nossos governantes domesticados pela lógica globalizada. As sucessivas tentativas de recuperação judicial, para reescalonamento de uma dívida de R$ 870 milhões, foram rejeitadas pelos bancos credores (privados e oficiais), resultando no fechamento daquele símbolo da pujança empreendedora catarinense.
   A cerimoniosa ostentação de nosso espetacular cinismo governamental uniu governistas de todas as plumagens para a foto póstera , demonstrando novamente que diante da vontade política, toda a máquina estatal dá fluidez aos desejosos interesses privados, para construir e destruir empreendimentos. A opção para produção automobilística do carro dos sonhos de nossa elite provinciana e colonizada traduz de forma cabal qual a opção preferencial dos gestores em torno da solução dos problemas do transporte nas cidades: ao invés da necessidade coletiva , o privilégio para a mobilidade individual e de luxo.
   Em síntese , melhor sofrer no engarrafamento dentro de uma BMW , gerando parcos empregos para os catarinas eufóricos da elite funcional do sistema , do que produzir ônibus com tecnologia nacional de uma empresa local para massa de trabalhadores espremidos na marca rejeitada pelo sonho inadiável de nosso operosos governantes.No ímpeto de pegar atalhos nas cidades engarrafadas, com veículos de marcas globais, tomei uma decisão minimalista inadiável, providenciei o aluguel de um terreno para criar pangarés crioulos que poderão ser usados com maestria na próxima eleição. Em breve mandarei um plano de investimentos para os bancos públicos com intuito de angariar alguns níqueis para montar pastagens na linha de produção de pangarés que serão utilizados pelos barnabés cosmopolitas.

DOMÉSTICAS E FRILAS

   Por Janer Cristaldo

   O Brasil está cheio de profissões inúteis. Sem ir muito longe, os cabineiros de elevador, como são chamados, pela legislação do trabalho, os ascensoristas. Há décadas, pobres diabos assalariados são pagos para subir e descer em prédios, dentro de caixotes exíguos, exercendo esta complexa atividade, que exige uma habilitação personalíssima, a de apertar botões numerados. Em uma entrevista para o Roda Viva, o sociólogo italiano Domenico di Masi se escandalizava: se a questão é dar um salário a alguém, dêem-no e mandem o rapaz passear, divertir-se. Ou freqüentar uma universidade. Por que encerrá-lo em um caixote para exercer uma função inútil?

   Fosse só esta a profissão inútil alimentada na terrinha... Não sei se o leitor sabe, mas os zeladores de carros já são reconhecidos por lei. Sob a ameaça de riscar ou depredar seu carro, uma malta organizada de vagabundos lhe extorque uma significativa propina cada vez que você estaciona em lugar público... e está criada a profissão.

   Como também o de jornalista. Mais que reconhecido, regulamentado. Em todas as democracias do Ocidente, jornalista é aquele que tira do jornalismo a maior parte de seus proventos. Exceto neste país incrível, onde só pode exercer a profissão quem tem um papelucho de uma escola de jornalismo. A lei infame foi parida pela junta de generais que assumiu o poder em 1969. As esquerdas, em geral tão raivosas quando se trata de contestar os atos gestados pelo regime militar, fazem boquinha de siri ante o dispositivo corporativista.

   Leia artigo completo. Beba na fonte.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A Lei existe mesmo para todos?

 Ou tem dois pesos e duas medidas?

   Por Armando José d’Acampora *
   Como médico, escuto diariamente dos colegas, que a fiscalização de Hospitais, Ambulatórios, Clinicas e Consultórios privados, particulares, é cada vez mais rígida e totalmente atenta às normas do CRM, Vigilância Sanitária, Prefeitura Municipal e Bombeiros.
   E ainda mais agora, com a onda da fiscalização da segurança dos locais públicos em alta, tudo isso é perfeitamente justificado, entendido e aceito por quem é fiscalizado, como uma boa e segura iniciativa dos órgãos que tem como função fiscalizar, fazer cumprir a Lei, para a segurança de quem presta o serviço assim como para quem o utiliza.
   Até ai, nada de mais.
   Mas, e por acaso, comecei a pensar, no que é feito de fiscalização pelos mesmos órgãos nos Hospitais, Policlínicas e Ambulatórios que atendem ao SUS, aqueles que são de propriedade do Governo, seja Municipal, Estadual ou Federal.
   Será que o que é exigido o mesmo quando a situação é na área privada como Alvará da Prefeitura, dos Bombeiros, da Vigilância Sanitária, e do CRM, também é exigido para esses estabelecimentos abrigados no grande guarda-chuvas que é o governo e que por si só é quem deveria ser o grande exemplo?
   Será que aquilo que é público, do governo, tem a mesma obrigação que o setor privado? Se houver a solicitação dos alvarás e licenças concedidas pelos órgãos fiscalizadores, quantos deles nos apresentariam a prova concreta da fiscalização anual? Será que todos cumprem essas regras?
   Duvido que assim seja. Se um destes órgãos fiscalizadores passar por lá, verificará que não estou dizendo nenhuma heresia.
   Em 1981, após concurso público, fui admitido para trabalhar como cirurgião no Hospital Florianópolis, em plantão de 20 horas semanais.
    À época, este hospital mantido pelo ex-INAMPS, Ministério da Saúde, era considerado como o mais moderno de Santa Catarina. Só foi autorizado a funcionar depois que o Superintendente do INAMPS, Dr. Newton Marques da Silva, viu cumpridas todas as etapas da fiscalização.
   E olhe que todo o atendimento visava o atual SUS e ali, naquele sonho de hospital, só utilizávamos material descartável, de luvas ao material cirúrgico. Não havia o menor preço e sim a melhor qualidade.
   Todo o material que dispúnhamos era de primeira qualidade, obrigatória e garantida pelo mesmo Ministério da Saúde. Assim que saiu da esfera deste Ministério, começou o declínio que se tornou no desastre que hoje assistimos. Hoje isso se tornou uma utopia, pois se compra o mais barato, sem se questionar a qualidade dos insumos que serão utilizados.
   Era o auge para todos nós trabalharmos lá, pois fazíamos medicina de primeira linha, com enfermagem preparada para o atendimento à emergência e aos pacientes internados, fosse na enfermaria, fosse na UTI ou Centro Cirúrgico.
    Hoje a impressão que temos, é que há duas medicinas de fácil reconhecimento: a privada, do Einstein, Sírio Libanês em São Paulo e Samaritano no Rio de Janeiro, oferecendo medicina de primeira linha para os que podem pagar, onde não há insumos de menor preço e sim aqueles de melhor qualidade, dentre outros e os hospitais do Governo, oferecendo o que há de menor preço no mercado para atendimento aos pacientes do SUS, pouco fiscalizados por quem de direito.* Médico, Cirurgião, Professor Universitário

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Tio Bruda e o "papagaio" do Colombo

- Alô, tio Canga!!!!

- Fala, tio Bruda!!!! Tanto tempo, véio?
- É, tio Canga, da última vez que proseamo, tu tava meio avariado com esse teu tratamento e me deixaste falando sozinho!

- Foi a linha que caiu, tio Bruda...como sempre!

- É, tio Canga, mas eu me senti mais abandonado que gato em tapera!

- Oh, tio Bruda, nada disso. Foi a ligação da Tim que caiu!

- Não é Tim, tio Canga, é tim...tim...tim...tim!

- Esse tio Bruda me alegra o coração! Sempre tem uma explicação engraçada para as coisas. Uma visão humorada da vida!


- Tio Canga, estou meio desnorteado com as notícias do nosso governador Raimundo Colombo. Tenho ficado meio cabrero com as atitudes do lageano.  Na verdade fiquei mais nervoso que peixe na Semana Santa!

- Mas o que de tão grave aconteceu, tio Bruda ?

- Tio Canga do céu! Nunca vi na vida um home pendurar um papagaio no banco, e dos grande, e depois dar uma festa pra comemorar!!!!

- Tio Bruda, essa história tá mal contada!  Foram R$ 7 bilhões que o governo pendurou na conta dos catarinenses.

- Tio Canga, na história toda de Santa Catarina, os governo conseguiram acumular uma dívida de R$ 10 bilhões. E olha que se esbaldaram, fizeram festa pra todo o lado, viajaram o mundo todo, deram dinheiro pras empreiteiras de amigos, lançaram letras falsas do governo, e o furo ficou em R$ 10 bi. Agora o Raimundo pegou um "consignadozinho"  de R$ 7 bi ???!!!!! E ainda faz festa e aparece mais facero que centopéia de sapato novo!!!!!! 

- É, isso é uma barbaridade, tio Bruda.

- Com essa notícia do "papagaio", o cumpadre Juca fez umas conta lá no bolicho dele e me mostrou que o Raimundo, numa canetada só, aumentou a nossa dívida em 70%. Mas isso é pra deixar qualquer um desorientado. Eu mesmo, tio Canga, fiquei mais perdido que alpargata em cima de piano! 

- Essa boa, tio Bruda, eu também fiquei...tim...tim...tim

- Caiu  ligação de novo. Espero que o tio Bruda não fique magoado achando que deliguei na cara dele. Anda sensível o véio, acho que é pela idade...

WikiLeaks libera documentos secretos do EUA


Site disponibiliza 2 milhões de documentos dos EUA sobre geopolítica global, incluindo a ditadura brasileira

   Para o Brasil, o novo projeto do WikiLeaks tem especial importância. Embora parte dos documentos já tenha sido publicada pela imprensa brasileira, o arquivo completo expõe em detalhe as ações de Kissinger em relação à ditadura brasileira entre 1973 e 1976 – em especial, durante o governo do general Ernesto Geisel. Até agora não se sabia a real dimensão deste arquivo. São mais de 8.500 documentos enviados pelo Departamento de Estado dos EUA para o Brasil e mais de 13.200 documentos enviados da embaixada americanas em Brasília e consulados a Washington – mais de 1.400 são confidenciais, e mais de 115 secretos. 

    Leia material completo no PÚBLICA