terça-feira, 31 de julho de 2012

O jornalismo da Carta Capital


    É impressionante que as coisas possam acontecer deste modo, mas o fato é que acontecem. Sabem a suposta lista de pessoas que teriam recebido propina de Marcos Valério, publicada pela Carta Capital, aquela revista dirigida por Mino Carta e que só existe por causa do anúncio de estatais e governos petistas? Pois é… A tal lista, segundo a revista, teria sido elaborada por Marcos Valério e até assinada por ele!!! Seria, assim, um caso de corruptor que assina embaixo. Entre os supostos beneficiários, o saco de pancada de estimação do subjornalismo: o ministro Gilmar Mendes e o agora senador Delcídio Amaral (PT-MS). O próprio Valério negou a autoria do documento. Agora provado está: ela saiu do computador do lobista acusado de estelionato Nilton Antônio Monteiro, o mesmo que participou da tal “Lista de Furnas”. É o que atesta perícia feita pelo Instituto de Criminalística da Polícia Civil de Minas Gerais. E isso a Carta Capital não contou.

    Ao contrário. Lê-se naquele arremedo de reportagem:
“No fim, o publicitário [Marcos Valério] faz questão de isentar o lobista Nilton Monteiro, apontado como autor da famosa lista de Furnas, de ter participado da confecção do documento.” E essa é apenas uma das barbaridades daquele troço que pretendem chamar “reportagem”. Leia mais. Beba na fonte.

Saiba o que é o Mensalão

 

Na simplicidade do discurso a essência da vida

¨Pobre não é o que tem pouco, mas sim o que necessita infinitamente muito e deseja, e deseja, mais e mais¨.

   
Discurso do presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, na Rio+20

Época diz que Ideli não quer montadora em SC

Nota saiu na coluna do comentarista Felipe Patury da revista da Globo: 

 BMW/SC: a catarinense Ideli Salvatti não quer saber da montadora 

    O governo de Santa Catarina depende de uma portaria do governo federal para anunciar a instalação de uma fábrica da BMW. Pelo decreto, a montadora usufruirá os mesmos benefícios fiscais das fábricas que usam autopeças nacionais. A ministra das Relações Institucionais, a catarinense Ideli Salvatti, não tem ajudado.
Igor Paulin

Eco-money e desonestidade intelectual

    Por Marcos Bayer

    A Constituição Federal determina em seu artigo 20, inciso VII, o seguinte:
   Art. 20. São bens da União: VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;

    Logo, de início, qualquer acréscimo na Ponta do Coral pertencerá a União.
    O atual terreno da Ponta do Coral, hoje, nada vale. Ele tem uma taxa de ocupação de apenas 10 % (dez por cento), ou seja, 1.500 m2. Nesta área caberia apenas uma bela mansão.
    Então, para dar vida e valor ao terreno de propriedade da Nova Próspera Mineração, penhorado pela Companhia Siderúrgica Nacional – CSN surge a ideia do aterro de 35.000 m2 cuja destinação seria o uso público, marinas, praças e acessos viários, e que se somaria aos 15.000 m2 atuais.
    Este aterro, se acontecer, agregará valor ao proprietário do terreno. Uma obra pública, sobre um bem público (o mar), seria realizada para valorizar um bem particular e um projeto privado.
    Algumas questões em relação ao que chamam de desonestidade intelectual precisam ser mencionadas.
    Para usar o futuro aterro terão que ouvir a União, através de sua Procuradoria, da Advocacia Geral e do Serviço do Patrimônio. São os órgãos que zelam pelos bens da União.  Após, há que se ouvir o IBAMA e o Ministério Público Federal, a FATMA e a FLORAM.
    Qualquer um de nós passaria por este ritual se quisesse aterrar uma área em Sambaqui ou Canasvieiras.
    Só que os aterros ou acrescidos de marinha não podem surgir para uso particular. Ao contrário, só para uso público.
    Por isto, os aterros da Baía Sul e da Baía Norte, em Florianópolis, não foram privatizados. Continuam sendo bens públicos.
    Na foto acima, o Hotel Burj Al Arab, em Dubai. Mesmo lá, o aterro feito é apenas para a locação do hotel. E com uma alça viária para a entrada e saída dos automóveis.
    Aqui, ainda temos muita desonestidade, inclusive intelectual como querem alguns...
    Quem quiser construir hotéis, shoppings, condomínios residenciais, bares
ou restaurantes que compre as áreas necessárias e os faça.

    O que não se pode é fazer o mar virar sertão...

Tio Bruda preocupado com guerra entre PM e Civil

- Alô, tio Canga!

- Oi, tio Bruda! Muita chuva aí pela serra?

- Tá meio fresquinho aqui, mas vocês aí na capital que tão quase virando sapo, né tio Canga?

- É, tá chovendo bastante por aqui e diz que vai assim até quinta-feira.

- Quem que disse? o home da RBS? Olha tio Canga, sou mais o home aqui da serra, o Cotinho, conhecido aqui como Papa Siri. Esse, em questão de tempo, não erra nunca.

- Mas então, tio Bruda, vamos às novidades!

- Mas, tio Canga, tu tá invertendo as bolas, as novidades tão tudo aí na capital com essa guerra de bugio da poliçada! Coisa mais feia, tio Canga!

- Olha, tio Bruda, esse assunto já está até me preocupando. Briga de homem armado é um perigo.

- Tio Canga, eu tenho as minhas idéias sobre esse assunto. Tem uma pinguanxa aí da capital que andou dormindo nos meus pelegos e me relatô umas histórias meia cabeluda. Eu até nem tava acreditando muito, mas agora que saiu naquele, como o senhor diz, tablóde dos gaúcho, eu vi que a coisa é de pretiá o zóio da gatiada.

- Como assim, tio Bruda?

- Tio Canga, a troca desse delegado do Deic, o Carvalho, tem tudo a ver com aquela robalhera do caminhão de ferro velho, lá no Detran, que ele descobriu. O home é bom de lida, prende os pé de chinelo e os grande também.

- Mas eu também tava desconfiado disso, tio Bruda. Afinal aquele coronel que foi indiciado por participação no roubo ainda anda por aí.

- Pois tio Canga, o home é o segundão da segurança. Depois do Dr. Gruba é o coronel Menezes que manda e com todas aquelas acusações o home aida tá no posto. Como é que pode, tio Canga?

- Tão fazendo de tudo prá segurá o PM. Eu soube até que tentaram acabá com o processo na justiça e não deu certo. A coisa falhô! Diz que até uma promotora de São José, que já andou meio de chefe ali pela Segurança, agora tá sentada em cima do processo. Logo ela que não perdoa ninguém, tio Canga. Por que será isso? Já faz três mês que a Dra. Arend tá estudando os papéis e não apresenta denúncia. Ela tá insebando! É muito estudo, tio Canga!

- É, tio Bruda, briga de cachorro grande acaba envolvendo muita gente forte e interesses vários.

- Olha, tio Canga, a pinguaxa me disse que o japonezinho esse que botaram na chefia da Civil, veio de encomenda. Vai limpá a área. Querem segurá o coronel de qualquer jeito. Só que a Civil é ruim de arrêio. São tudo cabortero!

- Pois é, tio Bruda, dizem que o inquérito é muito bem conduzido, forte em provas e o coronel Menezes tá cada vez mais firme.

- Tio Canga, eu acho que aí tem um grande erro do nosso querido conterrâneo, o governador Raimundo. Esse capão é muito pequeno prá dois tigre! Como é que pode Policia Militar mandar na Polícia Civil, tio Canga. Isso não vai dar certo nunca, tio Canga. Eles vão continuá que nem briga de bugio,se pinchando merda!

- Pois, tio Bruda, o negó...tú...tú...tú.

- Essa Tim não toma jeito! Caiu a linha de novo!

MPSC lança livro inédito com relatos do Contestado

    O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) lança, nesta quarta-feira (1º/8), o livro "Memórias do General José Vieira da Rosa - Participação na Guerra do Contestado". O lançamento do livro faz parte do Seminário Nacional 100 anos da Guerra do Contestado, evento promovido pelo Memorial do MPSC, com a parceria do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC), para marcar o centenário da maior revolta popular do século XX do Brasil.
     A publicação é o primeiro volume da série Memória Viva de Santa Catarina e abrange cerca de cem páginas dos relatos do General Rosinha, como era chamado pelos amigos, sobre temas diversos, com destaque para suas vivências na Revolução Federalista de 1893 a 1895 e na Guerra do Contestado, entre 1912 e 1916. O texto, até então inédito, foi atualizado ortograficamente e traz uma nota biográfica e introdução histórica.Leia mais. Beba na fonte.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

O jornalista Olavo Bilac

    A Editora Unisul lança, no dia 16 de agosto, o livro “Imprensa e Belle Époque – Olavo Bilac, o jornalismo e suas histórias”, de Marta Scherer.
    Jornalista, Marta Scherer debruçou-se sobre as crônicas de Olavo Bilac publicadas em jornais com a finalidade de pesquisar a imprensa para sua dissertação de mestrado (recebeu o Prêmio Adelmo Genro Filho de melhor dissertação de 2008, prêmio concedido pela Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo).
    Assim, ao mesmo tempo em que resgata como era o jornalismo na Belle Époque no Brasil, a autora traz à tona uma faceta menos conhecida do autor de “Ora direis, ouvir estrelas”. Como muitos poetas e escritores da época, também Olavo Bilac viu no jornalismo uma forma mais bem remunerada para continuar escrevendo. Através de suas crônicas, ela recupera assim um pouco da história do jornalismo, desde a transformação da imprensa artesanal em profissional, mudanças técnicas,  surgimento da fotografia e aumento das ilustrações, incremento da publicidade nos jornais, surgimento do repórter, profissionalização dos jornalistas, vida dos profissionais de imprensa, censura, ética jornalística.
    Na obra, que faz parte da Coleção Unisul de Comunicação, as crônicas selecionadas de Olavo Bilac ressaltam, dessa forma, as mudanças que estavam em curso na imprensa do Brasil e do mundo. Os jornais deixavam de ser panfletários (ligados diretamente a partidos políticos) para falarem sobre fatos do cotidiano, tornando-se empresas independentes das correntes ideológicas. E seus cronistas retratavam essas mudanças, no jornalismo e na sociedade, registrando um Brasil que entrava na modernidade.
 
Lançamento: dia 16 de agosto
Horário: 19h30
Local: Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi-Fpolis

Dia Seis de Agosto, comece bem a semana. Vá lá!


domingo, 29 de julho de 2012

Ressurge El Tigre o perro charoleiro do Les Paul

    El Tigre, mi perro charolero tweetou um chamado meio desesperado. Estaria em Venice pelas duas daquela tarde outonal no Zindee, nosso tatooador taitiano predilecto. Alguma urgência assanhava-se na mensagem limitada por 140 caracteres. Voltando no tempo: chegamos el Tigre e eu nos idos de 70 na Califórnia. Lá ele vivia como motorista de limousine das mais ecléticas celebridades. Especialmente, as mais detonadas e promíscuas.   Arranjava uns trampos de sobra para um jornalista que queria ser um famoso escritor... well, Eu. Sem talento aparente, agentes ou histórias interessantes, exceto aquelas testemunhadas nas madrugadas de Hollywood... Well... a história do tweet é papo trouxa.  Estacionei a Triumph nos fundos da liquor store do HJoe aonde deixei o capacete coquinho.  Desci com vagar a ruela que levava ao estúdio, em direção ao popular passeio público aonde peitudas tipo Bay Watch, skatistas e surfistas fakes desfilam em séries e filmes hollywoodianos.
    El Tigre estava com o olhar esquisito. Rubros como sempre. Injetados como que de sal mediterrâneo. O rubor rubiáceo era diferente. Não era da marafa que o perro marafeiro era adepto em tempo integral. A agulha de sua nova tatuagem sequer encontrava seu couro pulguento. Porém, seus olhos marejavam. Mirou-me severo, com a inglória e óbvia tentativa obnubilada dos bêbados, doidos e drogados de convencer um sóbrio babaca. Disse na lata: vou ser pai!!! E a aeromoça holandesa da KLM estaria grávida de um híbrido muito freakEl Tigre me olhava com olhos de uva, JoannAnne lhe esperava a apenas 15 kms de Amsterdão e eu seria o padrinho desse enlace. Leia mais sobre essa emocionante aventura do El Tigre. Beba na fonte.

*ilustração do donthomaz



O comunismo de Angela Albino

     Alguém vai dizer que estou atrasado, que isso não é coisa que se discuta neste momento ou que essa questão é secundária nos dias de hoje.
    A coletivização dos meios de produção e o fim da propriedade privada são os pilares do comunismo.     
    Partindo dessa premissa fico imaginando os conflitos ideológicos e a ginástica semântica que a candidata a prefeita de Florianópolis, Angela Albino, do Partido Comunista do Brasil, é obrigada enfrentar para conseguir ¨vender o seu peixe¨ em uma sociedade capitalista como a nossa. 
    Angela tem jogo de cintura, boa conversa e uma bela imagem feminina o que  ajuda muito à aceitação das suas propostas. Porém quando enfrenta uma platéia de ¨burgueses capitalistas¨, ferrenhos defensores da propriedade privada e principalmente da exploração da ¨mais valia¨, Angela sai de uma simples ginástica semântica para um verdadeiro contorcionismo ideológico.
    Parece que foi o que aconteceu no debate que participou na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), quartel general dos capitalistas catarinenses.
     Ao ser questionada sobre a utilização da Ponta do Coral, valiosa área transferida ilegalmente do Estado para um grupo empresarial privado, onde se pretende construir um mega-hotel, a nossa candidata comunista produziu a pérola abaixo. A resposta nos deixa mais confusos sobre o que pensam os políticos e se realmente acreditam em suas ideologias e princípios:
 
    Resposta da Ângela Albino, candidata à PMF, sobre a utilização da Ponta do Coral, no debate da FIESC: Estamos vivendo uma fase republicana onde a propriedade privada deve ser respeitada. Eu não gostaria que alguém fosse na minha casa dizer que o que é meu pertence aos outros. Ali é privado e como tal deve ser tratado. 
 

CHEGOU O LIVRO DE JACK O MARUJO!

     Nei Duclós
     JACK O MARUJO é o habitante mais insuportável, divertido e apaixonado dos sete mares digitais. Agora suas tiradas antológicas estão reunidas num romance de aventuras que foi escrito on line, para encanto das mulheres e entusiasmo dos homens. Humor, drama, suspense, guerra e as mais belas frases de amor, ditas do cais ao horizonte sem fim do Mar oceano.

     O amigo do Imperador e do Almirante, o conselheiro do Grumete, o companheiro implicante do Papagaio, o namorado, noivo e marido da Sereia fala de maneira precisa, contundente, mortal. Atinge o alvo: o coração de quem ama, a paciência de quem incomoda, o medo de quem tem muito a esconder. Acompanhe a rota do capitão apresentado-se como filho de Netuno e de sereia, enfrentando todas as falsidades do nosso tempo e resgatando o espírito cavalheiro e generoso da coragem. Acompanhe sua luta contra os conspurcadores do mar e lave a alma com a criatividade de quem tem muito a dizer.

     Dividido em quatro partes, o livro de JACK O MARUJO é uma viagem hilária e emocionante por tudo o que pega nas mídias sociais, no mundo do relacionamento, da política e do comportamento. Leia JACK O MARUJO respondendo as deslumbradas e os cretinos com frases arrasadoras.

Um romance escrito para o Twitter que extrapolou para o Facebook, os blogs e sites e agora chega em livro, num trabalho de edição voltada para o que de melhor o personagem produziu durante um ano em que esteve no ar. Caprichada produção visual, formação em pdf amigável para qualquer ambiente digital. Belamente ilustrado com desenhos clássicos de grandes artistas do passado.

ADQUIRA SEU EXEMPLAR POR APENAS 15 REAIS. 
Edição do Autor, 79 pgs., R$ 15
ESCREVA PARA neiduclos@gmail.com
E RECEBA O LIVRO EM SUA TELA.


E-books: o ofício é antigo, só muda a tecnologia.

VANTAGENS:
Mais leve, mais acessível, com a mesma qualidade de um livro impresso.
*FACILIDADE:
Você pode levar no smartphone/celular e no tablet. Ou abrir na tela do seu micro. Sem carregar peso, o e-book acompanha você onde estiver.
*SEGURANÇA:
Você só paga depois de receber o livro. Você pode fazer backup, uma cópia de segurança, para garantir que seu e-book vai estar sempre a mão.
*RAPIDEZ e AGILIDADE
Chega na hora em sua caixa de correio, vem pelo ar. Sem frete ou espera pelos correios.
*IMPRESSÃO
Você pode imprimir e encardenar como quiser. Meus e-books foram editados por uma designer, lindamente ilustrados e diagramados, e estão prontos para serem impressos.
 
Saiba mais sobre esse e outros e-books do autor aqui.
 

Imposto escorchante

    Saudosa de sua neta, a avó francesa resolve comprar dois livrinhos infantis para remeter ao Brasil, onde a criança mora agora.
    Na hora de fazer o pacote lembrou de dois tênis e uma jaqueta de couro de seu filho que incluiu no remessa. Pagou à La Poste France o valor de 50 euros para enviar o pacote.
    A surpresa foi na hora de retirar os livros e as roupas usadas no Brasil: somente de Imposto de Importação foram desembolsados R$ 420,00 !!!

   Alguém tem uma explicação razoável que justifique esse escorchante valor? Ainda mais quando sabemos que a grande parte dos impostos que pagamos ao governo é drenado para quadrilhas ideológicas que roubam o estado.
    Mas, se vale o ditado, ¨ladrão que rouba de ladrão tem 100 anos de perdão¨, então...

sexta-feira, 27 de julho de 2012

SC Saúde: justiça confirma denúncia do Cangablog

Conforme denúncia exclusiva do Cangablog publicada em 2 de outubro de 2011 (ESCÂNDALO: Ex-secretária de Dalmo de Oliveira vai gerir novo sistema de saúde de SC) que mostrava a grande farsa entre a Secretaria da Administração, Unimed e a empresa FESC, em lictação fraudulenta, o juiz Luiz Antonio Zanini Fornerolli anulou a licitação e o contrato do Estado com o Consórcio Santa Catarina. Este blogueiro responde processo por ter vinculado a Unimed à negociata com a Secretaria da Administração. Com a sentença fica evidente a participação da Unimed no negócio.
  

Abaixo parte final da senteça, de 20 laudas, do juiz Luiz Antonio Zanini Fornerolli:
    Ocorre que o contrato social da empresa FESC prevê como sócios cotistas a Unimed do Estado de Santa Catarina e Unimed de Joinville, aquela com 99% das cotas.
Assim, levando-se em conta que a UNIMED é a proprietária da empresa FESC e potencial prestadora dos serviços médicos ao SC Saúde, evidente que não poderia ela mesma, por intermédio da empresa FESC, fazer auditoria dos serviços prestados. A incongruência é evidente.
    Ressalte-se que o impedimento aqui destacado não está sedimentado na prestação pretérita do convênio de saúde dos servidores públicos (UNIMED), mas sim com a implantação do novo sistema e com os serviços a serem prestados.
    Afinal, a fiscalização dos serviços escaparia completamente das mãos da Administração, disso ficando exclusivamente encarregada a própria prestadora do serviço, o que significa um conflito de interesses imoral.
    A Administração não teria praticamente nenhum controle sobre a qualidade e andamento dos serviços prestados aos servidores beneficiários do plano de saúde, pois o principal prestador dos serviços de saúde, a UNIMED, também seria uma das encarregadas pela própria gestão do plano, por meio da FESC.
    Portanto, pelo que se vislumbra, é que a constituição da FESC não passou de meio artificioso para a UNIMED prestar os serviços de saúde aos beneficiários e ela própria gerir o plano, pois chama a atenção o fato de que a FESC fora constituída em 05 de novembro de 2010, sem que houvesse até a data da assinatura do contrato balanço patrimonial e demonstração financeira de sua atividade como gestora de planos de saúde.
    Logo, não há dúvidas que a licitação tisnada é flagrantemente nula, incapaz de gerar qualquer tipo de eficácia. Motivo pelo qual, as questões materiais levantadas pelas autoras, afetas ao bom desempenho de suas amostras, se tornam irrelevantes. E, por serem irrelevantes – incapazes de alterar o vício que recai sobre a licitação – não despontam necessidade de análises.


    À luz do exposto, ACOLHO o pedido formulado pelos autores para declarar nulo o Pregão Presencial n. 0028/2011 e, consequentemente, o contrato formulado com o Consórcio Santa Catarina.
    Condeno os réus nas custas processuais, bem como nos honorários advocatícios dos autores, que fixo desde já em R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a ser corrigido monetariamente pelo INPC a partir da publicação.
    Lembrando-se que o Estado de Santa Catarina é isento de custas.
Rementam-se cópias dos autos ao Ministério Público.
 

Publique-se. Registre-se. Intimem-se.
Florianópolis (SC), 08 de junho de 2012.


 Luiz Antonio Zanini Fornerolli
Juiz de Direito

Mandrake

O destino da Ponta do Coral

Por Marcos Bayer

    Transcorreu a segunda audiência pública promovida pela FATMA para informar ao povo dos impactos do empreendimento hoteleiro pretendido pela empresa HANTEI sobre a Ponta do Coral. Assim, para colaborar com a iniciativa do poder público e do interesse privado, algumas considerações fundamentais.

    O terreno da Ponta do Coral, com área de aproximadamente 15.000 m2, pertence à empresa NOVA PRÓSPERA MINERAÇÃO e está penhorado por determinação judicial em favor da CSN– Companhia Siderúrgica Nacional, num processo que tramita na Comarca de Criciúma, sob o nº. 020.96.005454-5. O processo referido está suspenso até o dia 30 de
setembro próximo.

    Até lá, a empresa HANTEI está empenhada em obter todos os licenciamentos legais e ambientais, para adquirir o imóvel e construir seu projeto. Até aí, nada muito relevante.

    O que é relevante e não se diz ou escreve, é que o terreno será acrescido por aterro de mais 35.000 m2, perfazendo uma área de 50.000 m2. O preço deste novo imóvel, de 35.000 m2, será de R$ 700 milhões de reais, se considerarmos o preço do metro quadrado naquela região em R$ 20 mil reais. Ou seja, nós contribuintes estaremos financiando um sonho
privado de R$ 700 milhões de reais, só em terra.

    Sem a garantia deste acréscimo, a HANTEI não comprará a Ponta do Coral e não investirá mais R$ 330 milhões na edificação do hotel e obras complementares.

    O argumento usado pela construtora, cujo dono foi superintendente da Caixa Econômica Federal e de lá, aposentado, passou a dirigir negócios imobiliários privados, portanto um profissional experimentado neste meio, é que ou se faz assim ou aquilo será área de inválidos. Diz que 84% da comunidade da região aprova o projeto do hotel/marina/praças públicas.

    O que não transparece, e deveria, são os interessados diretos na transação. Conforme declaração contundente do advogado Tico Lacerda, durante a sessão, o vice-governador de Santa Catarina e o secretário municipal de turismo, seriam beneficiários por razões sucessórias.
    Podemos também perguntar, e não seria demasiado, por que o prefeito da capital quer resolver o assunto à toque de caixa? Em 2005 ele conseguiu aprovar na Câmara de Vereadores a Lei n 180/2005 que autoriza um aterro numa faixa de 33 m no entorno da Ponta do Coral. A lei não declara que seria uma área de 35.000 m2. Cabe ao Ministério Público Federal e, subsidiariamente, ao Ministério Estadual conhecerem melhor este assunto.
    Como é que uma lei municipal autoriza um aterro de 33 m no entorno da Ponta do Coral, durante a preparação do projeto falam em aterrar mais 15.000 m2 para viabilizar os 15.000 m2 atuais, e na hora da liquidação da fatura sobem a área do aterro para 35.000 m2. Esta é a mágica do Mandrake. Hotel por hotel, há muito lugar, ainda, na Ilha. Marina por marina, idem. Emprego por emprego, a construção civil criará. Agora, criar terra nova em cima de mar velho para benefício de alguns, pode parecer “maracutaia” como lembrou o advogado Tico Lacerda.
    Afinal não é todo dia que um prefeito dá a chance de alguém ganhar R$ 700 milhões num passe de mágica.
    Sobre a tal da mobilidade urbana, os acréscimos viários, tratamento de esgoto, praças, atracadouros, pescadores e restaurantes – está tudo explicado no Relatório de Impacto Ambiental. Explicou o técnico que até peixe haverá nas redes dos pescadores que conversarão com os hospedes do empreendimento. Não disse, contudo, se tainha ou cocoroca.
    Só não foi tratado do presente de R$ 700 milhões de reais. A parte menos importante, talvez, do negócio do século na Ilha da Magia.
    O governo LHS andou fazendo tratativas com mágicos do Marrocos. Parece que fez até uma demonstração em hotel renomado. Agora, chegou a vez do Mandrake.


velhomamute - Marcão, como sempre na Veia! Quanto ao "deixa fazer porque alguém sempre vai botar a mão na cumbuca alheia", i.é, na nossa cumbuca que abastece o Erário, não mereceria algum comentário, pois, apenas reflete a refundição de Ademar de Barros pelo Lullopeleguismo do 'cara'que sepultou a ética e forma como afetou a percepção até de quem não aceita a tretagem generalizada.


Demóstenes Torres gera constrangimento no MP

    Do Fábio Pannunzio

    O constrangimento e, ao mesmo tempo, o corporativismo marcaram os primeiros dias de trabalho de Demóstenes Torres no Ministério Público (MP) de Goiás, depois de uma ausência de 13 anos. O ex-senador, que reassumiu o cargo de procurador de Justiça após a cassação no Senado há 15 dias, dá expediente na sede do MP em Goiânia desde a última sexta-feira, 20. Ele aparece para trabalhar, mas por poucas horas no dia.

     Demóstenes prefere as manhãs, quase não é visto à tarde e sobe ao terceiro andar — onde está seu gabinete — por um elevador lateral e pouco usado, com acesso direto à garagem. Nesta quinta-feira, o ex-senador deixou seu gabinete às 12 horas e só retornou, quatro horas e meia mais tarde, para uma reunião com uma pessoa que o aguardava, já há uma hora. Por mês, ele ganha R$ 24 mil.
     O constrangimento é tanto que promotores relatam ser alvo de piadas de réus em audiências na Justiça, pelo fato de o MP acolher o senador cassado por colocar o mandato a serviço do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Mesmo assim, a cúpula da instituição — comandada pelo irmão de Demóstenes, Benedito Torres Neto, procurador-geral de Justiça — até agora vem blindando o ex-senador nos procedimentos abertos para investigar as relações do agora procurador de Justiça com Cachoeira.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Atleta australiana vira celebridade após aquecimento com dança

 Corredora dança antes de prova no Mundial de Atletismo Júnior e ganha fama



     A atleta australiana Michelle Jenneke virou febre na internet desde a semana passada quando um vídeo mostrou o seu aquecimento para a prova de 100m com barreira no Campeonato Mundial Júnior de Atletismo, em Barcelona.
    A morena, com olhos verdes e uma sensualidade juvenil, atraiu a atenção das câmeras de TV e dos torcedores nas arquibancadas simplesmente dançando como forma de reduzir a tensão, manter-se aquecida e se alongar, nos minutos que antecederam a corrida. O vídeo ganhou 11 milhões de acessos no Youtube e rendeu à musa um convite para posar nua.
    Segundo o site Ebiz, um site ofereceu uma doação significativa à Comissão Esportiva da Austrália (ASC) caso a atleta aceite posar nua para uma sessão de fotos.
“Ela é o equilíbrio perfeito entre meiga e sexy, sem falar que seu corpo está no auge”, afirmou o diretor do site, Martin Ellison, que não quis revelar o valor da oferta.
    O empresário ainda foi além, argumentando que a australiana poderia ajudar seus colegas atletas caso aceite a proposta.
    “Michelle Janneke tem mostrado um sex appeal que não é comum em atletas e queremos que Michelle saiba que ela pode usar sua sensualidade para não apenas melhorar seu perfil, mas também beneficiar atletas de todo o país”.
    A dança ajudou tanto que a australiana venceu a prova com sobra, com o tempo de 13s53. Mas não conseguiu o índice olímpico, e não estará na Olimpíada de Londres.  
 

As cores da noite




Se cada dia cai

"Se cada dia cai, dentro de cada noite,
há um poço
onde a claridade está presa.
há que sentar-se na beira
do poço da sombra
e pescar luz caída
com paciência."
(Pablo Neruda)

Ministra Ideli faz campanha eleitoral em horário de trabalho

 Ideli fazendo política eleitoral no meio da semana (foto: De Olho na Capital)
       A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti (PT), contrariando a presidente Dilma, que liberou seus ministros para fazer campanha ¨somente após o horário de trabalho¨, participou ontem (25) ativamente do lançamento do site de campanha da candidata à prefeitura de Florianópolis Angela Albino( www.angelaalbino65.com.br). O evento reuniu jornalistas blogueiros da capital e aconteceu durante a tarde, em pleno horário de expediente funcional. 
    Segundo nota do colunista politico Felipe Patury, da revista Época, no dia 17d e julho Ideli Salvati encontrou-se com o senador Humberto Costa (PT-PE), candidato à prefeito do Recife, e seu vice, João Paulo, para referendar a disposição da presidente Dilma Rousseff em liberar seu ministério para participar das campanhas eleitorais dos candidatos petistas nas capitais brasileiras. Contudo, a concessão só vale para os horários livres dos ministros. Durante a semana, eles estão proibidos de fazer comícios e sair em campanha pelos candidatos.
    Ideli Salvati ao responder pergunta do jornalista Moacir Pereira, sobre as greves dos servidores públicos federais, afirmou que aproveitou a viagem da presidente Dilma a Londres, para tirar três dias de licença. 
   Licença não remunerada? O ato da licença da ministra não foi identificado, até o momento, no Diário Oficial da União.   
O julgamento do mensalão
O escândalo que marcou o governo Lula vai a julgamento sete anos depois de vir à tona. Conheça os réus, as acusações e o que dizem os envolvidos

Folha faz especial para explicar da origem ao julgamento do mensalão

    O caso do Mensalão, denunciado há sete anos pelo ex-deputado Roberto Jefferson na Folha de S. Paulo, ganhou destaque especial no portal do impresso dias antes do julgamento. Dentro do caderno 'Poder', a história aparece dividida em diversas seções com matérias e infográficos.
    Na página, é possível ter informações sobre 'o julgamento', 'o esquema', 'o caminho do dinheiro', 'os acusados', 'os juízes' e um 'índice' que leva o leitor a ver as charges publicadas sobre o caso, o acervo da Folha com a denúncia de Jefferson à coluna 'Painel' (na época editada por Renata Lo Prete), frases sobre o mensalão, cronologia, galeria de fotos e documentos.
    Para cada seção, o portal se preocupou em usar o auxílio de infográficos para explicar os pontos que envolvem a história. Além disso, um cronômetro na home sinaliza que faltam oito dias para o início do julgamento. Beba na fonte;

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Samba do crioulo doido

TRF4 suspende liminar e mantém audiência pública do Hotel Marina - Ponta do Coral, em Florianópolis

 
   
    O desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), suspendeu nesta tarde (25/7) liminar proferida pela Justiça Federal de Florianópolis e manteve audiência pública para apresentação do estudo de impacto ambiental do empreendimento Parque Hotel Marina Ponta Coral, em Florianópolis.
"A suspensão da audiência pública acarretará prejuízo ao empreendimento, porém, sem acarretar, a realização dessa audiência, qualquer prejuízo ao meio ambiente", observou Lenz.
    O Parque Hotel Marina Coral é um empreendimento da empresa Hantei Engenharia, que está projetado para ser construído na Beira-Mar Norte de Florianópolis. O pedido de suspensão da audiência pública marcada para hoje foi do Instituto Chico Mendes de conservação da Biodiversidade.
    O instituto alegou que a construção estará situada a três quilômetros da Estação Ecológica Carijós e pediu a suspensão do processo de licenciamento ambiental do empreendimento, incluindo a não realização de audiência pública designada para hoje.
    O instituto requeria ainda que o processo seguisse suspenso até que a Fundação do Meio Ambiente de SC (FATMA) respondesse às questões levantadas sobre o projeto do hotel. A liminar foi concedida pela Vara Federal Ambiental de Florianópolis e suspensa pelo tribunal no mesmo dia.
    O juiz Rafael Selau Carmona, na titularidade da Vara Federal Ambiental de Florianópolis, tinha suspendido a audiência pública sobre o Parque Hotel Marina - Ponta do Coral, prevista para hoje, 25/7.
 
    Justiça Federal em Santa Catarina
     a) defiro a tutela antecipada para determinar a suspensão do processo de licenciamento ambiental do empreendimento denominado de 'Parque Hotel Marina - Ponta do Coral', localizado na Beira-Mar Norte de Florianópolis/SC, inclusive a audiência pública designada para o dia 25/07/2012, a fim de que a FATMA proceda às devidas oitivas do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que poderá apontar os estudos complementares àqueles indicados nos termos de referência, necessários à análise dos impactos que poderão ser causados às Unidades de Conservação federais que estão sob a sua gestão. Intime-se com urgência; (Do JusBrasil)

O surf de Ramiro Rubim III

Ramiro Rubim from Ramiro Rubim on Vimeo.

O surf de Ramiro Rubim II

Ramiro Rubim from Ramiro Rubim on Vimeo.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O surf de Ramiro Rubim

Ramiro Rubim from Ramiro Rubim on Vimeo.

Dário aumenta preço de obra pronta

    Vocês lembram da inauguração do elevado Rita Maria? Eu lembro! Foi no dia 7 de dezembro de 2011.  O prefeito Dário Berger, com Gean Loureiro a tiracolo, fez um alarido de impressionar. Parecia que estavam inaugurando o metrô de superfície, aquele tão prometido por Luiz Henrique. 
    Foi uma profusão de foguetes, trânsito interrompido, banda de música e discursos políticos de deixar Odorico Paraguaçu verde de inveja. Muito bem. Obra feita, inaugurada, liberada para o trânsito, passa a régua e fecha a conta. Contabilidade fechada!
   Ledo engano!
   Fazendo um despretenciosa leitura do nosso Diário Oficial do Município de ontem (23) me deparo com essa barbaridade: um termo aditivo do contrato de construção do Elevado Karl Hoepcke (Rita Maria) quase oito meses depois da inauguração da obra.
    Sem nenhuma cerimônia o nosso alcaide autoriza, na boca das eleições, o 6º aditivo da obras da Sul Catarinense, empreiteira que é a verdadeira ¨pau prá toda obra¨ em Florianópolis.
    Com o aditivo o preço que a população vai pagar pelo viaduto passou de R$ 8 milhões para mais de R$ 10 milhões. Achei interessante não apenas pelo valor em si mas pela assinatura agora, quase oito meses depois da obra estar concluída e inaugurada.

Paca, tatu, cutia não!


    Por Olsen Jr.

    Prometi que não ia falar sobre o assunto, mas não resisto. A notícia da separação
daquela artista e modelo, depois de oito "longos" meses de casamento me faz lembrar
a história de duas amigas que se encontraram num shopping após quase 15 anos sem se
ver.

- Olá querida, quanto tempo?

"Muito tempo mesmo", pensou a outra, fazendo um breve cálculo, mentalmente,
enquanto procurava o que dizer.

- Como você está bem...

    Surpreendida com aquele encontro, nem pôde dimensionar o elogio que recebia, mas
estava atenta à indumentária da amiga. Não tinha muita noção de etiqueta; intuia,
entretanto, que aquele vestido negro não era a roupa mais adequada para se usar em uma
tarde de um dia de semana para simples compras.

- Qual é a fórmula para permanecer jovem assim?
As palavras saíam em golfejos, como se tivessem ensaiadas durante muito tempo apenas
para preencherem aquelas ocasiões.

    "Muito trabalho... muito trabalho", pensou, sem no entanto dizer nada. A amiga parecia
não lhe querer ouvir.

- Mas que blazer bonito este seu, onde você comprou?

    "Pois agora", pensou, fazia pelo menos dez anos que tinha aquela roupa, não percebia
nada de mais, era comum. O que será que ela estava pretendendo?

- Você está bem mesmo, hein? Sempre invejei esta sua postura, tudo o que você veste
fica muito bem.

Enquanto ela falava, não pôde deixar de observar aquele batom vermelho carregado, o
que tornava a boca da amiga uma provocação desnecessária.

- Há! - exclamou - como tudo isso me cansa.

   E aquela sombra no olho? O conjunto era por demais chamativo.

- Estou aqui há três horas e não gastei ainda os R$ 2 mil que ganhei ontem.

    Como havia mudado, não parecia ser a mesma com quem convivera em outros tempos.

- Você casou? Tem filhos? Como está a vida?
    Ela falava muito rápido, em pequenos arranques, olhando para os lados, como se
estivesse fazendo um esforço por estar ali, tendo de bancar aquela "quase obrigação" de
conversar e ser agradável. Fez menção de responder, mas a amiga insistia com outras
referências.

- Eu consegui ficar casada por três meses, imagina, não sirvo para ficar fechada num
apartamento, não dou para a coisa, entende? Quer dizer, dar eu dou, mas não... você
sabe?
Perguntou sorrindo e revelando os dentes (outrora brancos) com a cor amarelada
da nicotina levemente pigmentada com o vermelho do batom.

   A amiga tinha mudado muito, percebia sem esforço, punha um toque de vulgaridade
em tudo o que fazia, falava ou gesticulava, parecia muito confiante na beleza do rosto
ou do corpo, o quê, apesar da idade (faziam aniversário no mesmo mês, dezembro, e do
mesmo ano, 53), sabia-o ainda era cobiçado.

- Gosto da vida que levo, sem horário para acordar, sem compromisso para fazer ou
deixar de fazer isso ou aquilo, sem explicar nada para ninguém. Vou onde quero, à hora
que quero, com quem eu quero. Ganho meu dinheiro, não devo nada para ninguém.
Viajo, passeio, tenho minhas aventuras... tudo sem compromisso. Quem quiser, tem
de me aceitar como sou, livre, desimpedida, sexy, gostosa, cheia de vida, romântica,
sonhadora, com tudo para ser "curtido" ainda... Ah! Quer saber se sou feliz? E como,
querida... A propósito, fale um pouco de você.


    Dizer o quê? Não sabia por onde começar, principalmente porque todo aquele interesse
parecia falso.

- Não vejo a hora, interrompe a amiga, de chegar em casa, ligar a banheira, encher de
sais, e me deitar naquela espuma... sei que deve ter pelo menos dois buquês de flores,
cartões apaixonados, de admiradores que não dou a mínima, mas faço com que pensem
serem especiais, serem únicos, todos os homens gostam... como são tolos estes homens.

Suspirou, e como se lembrasse de algo, repetiu:

- E você, querida? Fale de você, o que tem feito?
    Compreendendo o cinismo de tudo aquilo e no que sua amiga se transformara, não teve
dúvidas:

- Ah! Eu... Bem, eu também sou puta!

Seminário nacional sobre a Guerra do Contestado

   O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC), promovem o Seminário Nacional 100 Anos da Guerra do Contestado, entre os dias 1º e 3 de agosto, no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Santa Catarina, em Florianópolis. 
    O levante ocorreu na região oeste de Santa Catarina entre os anos de 1912 e 1916 e foi uma das maiores revoltas populares da história brasileira. O seminário é uma parceria entre o MPSC e o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina (IHGSC) e marca o início das atividades nacionais referentes aos cem anos da Guerra. Os resultados da etapa de Santa Catarina serão apresentados no Seminário Nacional, organizado pelo Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), em setembro, na cidade do Rio de Janeiro.
    A programação do evento está definida e aborda temas como a cidadania no Brasil depois da Monarquia; geografia e limites territoriais; ocupação da terra no local do conflito; empreendimentos econômicos na região do Contestado; religiosidade popular; Exército Brasileiro e memória e patrimônio do Contestado, além da apresentação de filmes históricos.

As incrições já estão abertas e são gratuitas
As inscrições podem ser feitas pelo e-mail do Memorial do MPSC (memorial@mp.sc.gov.br). É necessário informar nome completo, CPF, Instituição que representa, cargo e contato. Para mais informações ligue para (48) 3229-9304.

Clique aqui para conhecer a programação completa do Seminário Nacional 100 Anos da Guerra do Contestado.
Clique aqui para ter mais informações sobre os palestrantes.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Smurf´s pedem socorro

    Recebi esta carta de funcionários que trabalham na Zona Azul de Florianópolis. São queles azuizinhos que ficam nas ruas anotando os horários e vendendo cartões de estacionamento.
   Segundo os smurf´s, como foram apelidados por este blog, eles estão vivendo um clima de tensão, ameaças e insegurança a mais de um ano. Desesperados e sem saber a quem recorrer, se socorrem dos blogs e mídias socias para divulgar suas denúncias.


Florianópolis, 28 de junho de 2012.

    Carta aberta à imprensa.    Não sabemos a quem podemos recorrer quem pode tomar alguma providência, quem pode olhar por nós.
    Pedimos a ajuda deste meio de comunicação para um assunto que a pelo menos 1 ano e meio vem tirando o sono e a paciência dos funcionários da Zona Azul.
    Neste período todos nós fomos “ameaçados” por diversas vezes de sermos demitidos. Tudo isso por causa desta história que a Zona Azul vai acabar, que vai ser privatizada e coisa e tal. Não sabemos do dia de amanhã se ainda estaremos empregados ou não, se ainda poderemos fazer uma prestação contando com o próximo pagamento ou coisas assim . Esta agonia não acaba. Sabemos ainda que o Sr. Prefeito (Dário Elias Berger) não ira liberar um real para pagar as rescisões destes funcionário que poderão ser demitidos. Não sabemos do futuro.
    E ainda temos muito para falar. Os monitores - isso mesmo aqueles que trabalham fiscalizando e vendendo os cartões da zona azul – não dispõem de material adequado para o serviço e ainda são cobrados até a última para bons resultados (cobrar é fácil, difícil e estar na rua sem condições de trabalho). O sistema Estaciona Fácil é DIFICÍL, muitas vezes fica fora do ar impossibilitando o usuário de realizar qualquer movimentação em sua conta, os palms, material de trabalho importantíssimo para os monitores, estão obsoletos, com baterias que mal agüentam 2 horas de uso.
    Os funcionários que trabalham na regularização das advertências aplicadas não conseguem realizar parte dos seus trabalhos porque... A INTERNET DA SEDE DA ZONA AZUL ESTÁ CORTADA POR FALTA DE PAGAMENTO (PASMEM FALTA DE DINHEIRO NÃO É).
    E tem mais, tem funcionários sendo forçados pela gerência a levar malote com dinheiro para o banco, podendo ser assaltado e correndo risco de vida, como já aconteceu a pouco tempo com outros dois funcionários e na própria sede da zona azul. Porque não contratar uma empresa de segurança para fazer este tipo de serviço, será que uma vida vale menos que um contrato com uma empresa dessa... Não podemos continuar a deixar isso acontecer.

Não para por ai...

    As mães e pais que tem filhos menores de idade, agora perdem o dia quando precisam levá-los ao medico, tudo isso porque repentinamente a gerência mudou as normas da empresa, sem aviso prévio as funcionários, sem comunicar a quem de direito, sem nada. Agora a criança tem que pegar um ônibus e ir para o posto de saúde sozinha, porque se o responsável for junto ao final do mês vai faltar um dia de salário para a família (temos que rir para não chorar).... Isso é vergonhoso para uma administração pública que nunca foi boa, e agora no final do mandato esta ficando pior ainda.
    A última para completar é que os funcionários internos agora vivem “atrás das grades” com portas trancadas com correntes e cadeados, isolando cada setor como se alguma epidemia pudesse tomar conta dos demais.
    Isso não tem cabimento, agüentamos isso a bastante tempo e não queremos mais passar por estas coisas. Já recorremos ao IPUF, que é quem controla a Zona Azul, mas a resposta que obtivemos é que a pessoa que está administrando a Zona Azul é bastante qualificada, hahaha. Piada essa resposta que recebemos.

    Por isso contamos com vocês para que isso PARE de acontecer.

Balanças das rodovias

    Do blog da Olivete Salmória

    Delegado fala sobre as investigações
    Conforme contato feito nesta data, informo que após recebermos determinação superior para que essa unidade especializada diligenciasse no sentido de verificar as circunstâncias da retirada das balanças de pesagem da Rodovia SC 425 Posta da PRE do Município de Palmeira/SC e a localização dos referidos equipamentos, esclarecemos o seguinte:
No dia 20 de junho deste ano uma equipe da DIC esteve em Florianópolis na sede do DEINFRA onde foi tomado o depoimento do GEROP/DEINFRA-SC (Gerente de Operações do  DEINFRA) que esclareceu e apresentou documentos informando que em meados do ano de 1995 o antigo DER (Departamento de Estradas e Rodagem) elaborou o Programa Catarinense de Pesagem de Veículos de Carga com a aquisição de equipamentos, treinamento de pessoal e elaboração de manual de procedimento, sendo iniciadas as fiscalizações no segundo semestre de 1995 em caráter educativo. A partir de 01 de janeiro de 1996 a fiscalização se deu com aplicação de multas aos infratores. No ano de 1999 por determinação da Direção do DER/SC os equipamentos foram repassados para a Polícia Rodoviária Estadual ficando a PRE responsável pelas operações de fiscalização e controle de peso. Leia tudo. Beba na fonte.

O menino do arroio Itapevi

    A jornalista Ana Lavratti apresenta no dia 2 de agosto o livro biográfico, Antunes Severo - O menino do arroio Itapevi, sobre um dos personagens mais expressivos da comunicação de Santa Catarina.
¨Eu sou alguém que tinha tudo para dar errado e ainda assim deu certo, e é por isso que tive a coragem de compartilhar a minha história, na esperança de que ela convença um leitor desanimado a não abrir mão do seu sonho e da sua vocação”, resume o personagem da biografia que terá noite de autógrafos às 19h, no Palácio Cruz e Sousa, na Praça XV de Novembro, em Florianópolis. Leia mais. Beba na fonte.

A fotografia na sua essência

A CAMARA FOTOGRÁFICA NORDESTINA from TVA TV ALBUFEIRA on Vimeo.

Tio Bruda e as telefônicas

- Alô tio Canga! Tudo bem por aí?

- Como estão as coisas por aí tioBruda?

- Maravilha de bueno, tio Canga?

- Sim, mas que bicho lhe mordeu? Que alegria é essa?

- Tio Canga, to mais feliz que égua com dois potrilhos! Agora nós vamos poder falar a vontade e quando quiser. Não vou mais trepá em pinheiro e muito menos em cupinzeiro prá consegui sinal!

- Explique isso melhor tio Bruda!

- Mas o tio Canga não anda acumpanhando os noticiário? Só falam nesse assunto tio Canga!

- Qual? O das operadoras de telefonia? Ah! Recém caiu a ficha tio Bruda!

- Pois então, agora vai tio Canga! A presidente Dilma deu uma de macho prá cima das telfônicas! Ou elas arrumam o sinal onde não tem ou vão levá multa do governo! Agora eu acho que vai melhorá esse tal de sinal de linha das telefônica.

- Ôh tio Bruda, o senhor acredita em cegonha?

- Em cegonha eu não acredito tio Canga. Aqui na serra dizem que quem traz os nenê são as Curucacas! Mas por que a pergunta?!

- Ôh tio Bruda, um homem com experiente, vivido como o senhor tá acreditando nessas notícias? A presidente Dilma já deu ¨tranco¨ nos bancos, nos juros e agora nas telefônicas. Mudou alguma coisa na sua vida, tio Bruda?

- Mas tio Canga, tu tá querendo me dizê que isso é tudo fumaça de campo queimado com chuva? não dá em nada?

- Olha tio Bruda, temos que esperar para ver. Não fosse ano de eleição até que a gente poderia dar um crédito. Mas...
- Tio Canga do céu! Cada vez te acho mais escolado. Sabe tudo! Eu não tinha atentado pra esses detalhes. Já tinha até pensado em trocá o meu Motorola véio por um desses moderno, cheio de figurinha luminosas e tu me joga um balde de água gelada dessas, tio Canga?! Pobre é triste, quando acha um ninho os ôvo tão tudo chôco! Vô continuá com o meu Motorola véio, pesado e trepando em pinheiro. Mas é triste...tú...tú...tú...tú...

-Tio Bruda...tio Bruda...não tem jeito, o véio ficou sem sinal!